• Dica de Documentário: Heavy Metal - Louder Than Life (2006)

    "Eu sozinho sem baterista, baixista e guitarrista só sou mais um idiota tentando entrar no American Idol.", Ronnie James Dio. Dio, Black Sabbath, Thin Lizzy, Judas Priest, Motörhead, Ratt, Twisted Sister, Anthrax, Overkill, Megadeth, Korn e outras bandas, assim como produtores e jornalistas contam a história do Metal em "Heavy Metal - Louder Than Life". Lançado em 2006 e dirigido por Dick Carruthers, o documentário aborda diversos [...]

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    Nunca o Aerosmith ficou tanto tempo sem lançar um álbum de inéditas. Foram 11 anos de intervalo entre “Just Push Play” (2001) e “Music From Another Dimension!”, lançado em 2012. Dentro deste período, porém, a banda não ficou parada. Muita coisa aconteceu. Em 2004, o grupo homenageou as próprias influências musicais na obra “Hockin’ On Bobo”. Composta por covers de blues e uma música inédita “The Grind”. Mesmo não tendo o apelo comercial dos CDs [...]

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    Lars Ulrich desde sempre se considerou uma pessoa “especial”. Nascido no primeiro dia pós Natal de 1963, em Copenhagen capital da Dinamarca, em uma família rica e com pais já com idade avançada. O pai, Torben Ulrich era um tenista que se profissionalizou tardiamente, mas que participava de vários torneios importantes internacionais. Era hiperativo e lembrava o Gandolf (personagem da obra “The Lord of the Rings” – O Senhor dos Anéis – de J [...]

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dica de Documentário: Heavy Metal - Louder Than Life (2006)

"Eu sozinho sem baterista, baixista e guitarrista só sou mais um idiota tentando entrar no American Idol.", Ronnie James Dio. 
Dio, Black Sabbath, Thin Lizzy, Judas Priest, Motörhead, Ratt, Twisted Sister, Anthrax, Overkill, Megadeth, Korn e outras bandas, assim como produtores e jornalistas contam a história do Metal em "Heavy Metal - Louder Than Life".  Lançado em 2006 e dirigido por Dick Carruthers, o documentário aborda diversos tópicos que compõe o estilo e de maneira dinâmica. "O início com o Black Sabbth", "as características sonoras", "a importância do riff de guitarra", "as guitarras gêmeas", "o satanismo", "o Metal contra a direita americana nos anos 80", "as dificuldades em gravar em estúdio", "a importância dos shows", "o estereótipo anti autoritário", "o visual", "mídia especializada", "as mudanças sonoras dos grupos" e "as fusões do Metal com outros gêneros" são alguns dos temas abordados.

Infelizmente a primeira parte do documentário está proibida de ser assistida pelos brasileiros graças às diretrizes de direitos autorais do YouTube. Porém, o restante do documentário completo e legendado pode ser conferido nestas 11 partes de 12 abaixo:

Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:


Parte 5:


Parte 6:


Parte 7:


Parte 8:


Parte 9:


Parte 10:


Parte 11:


Parte 12:

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Resenha: Aerosmith "Music From Another Dimension!" (2012)


Nunca o Aerosmith ficou tanto tempo sem lançar um álbum de inéditas. Foram 11 anos de intervalo entre “Just Push Play” (2001) e “Music From Another Dimension!”, lançado em 2012. Dentro deste período, porém, a banda não ficou parada. Muita coisa aconteceu. Em 2004, o grupo homenageou as próprias influências musicais na obra “Hockin’ On Bobo”. Composta por covers de blues e uma música inédita “The Grind”. Mesmo não tendo o apelo comercial dos CDs anteriores, “Hockin’...” vendeu em um mês mais de meio milhão de cópias nos Estados Unidos e chegou a 5ª posição na Billboard. Dois anos depois, o contrato com a gravadora Sony BMG estava acabando, por isso devido à falta de material para um álbum completo de inéditas o Aerosmith lançou uma coletânea com canções de toda a carreira em “Devil's Got a New Disguise: The Very Best of Aerosmith”. Que continha também duas músicas novas: “Sedona Sunrise” e "Devil's Got a New Disguise". 

A longa carreira, os excessos e idade não perdoam ninguém. Ainda em 2006, Steve Tyler teve que se submeter a uma cirurgia na garganta. Em 2008, Tyler voltou a ser hospitalizado para uma série de cirurgias no pé. Naquele mesmo ano, Joe Perry fez uma no joelho. Porém nem tudo foram dores... O jogo de videogame Guitar Hero lançou uma versão exclusiva apenas com músicas da banda, em 2008. Os rumores de que o grupo estava produzindo um álbum de canções inéditas aumentava, mas, em 2009, uma notícia abalou os fãs. Tyler, após um acidente em show nos Estados Unidos (Steve caiu do palco), saiu do Aerosmith. Segundo algumas entrevistas, Perry estava decidido a seguir sem o vocalista original depois de tantas brigas. Porém, depois tudo foi negado e a história da saída de Steve Tyler foi rebaixada a boato. Mas outros problemas de verdade aconteceram. 

No início do ano, o guitarrista Brad Whitford foi hospitalizado, após bater a cabeça quando saia da própria Ferrari. Meses depois, a turnê pela América do Norte com o ZZ Top teve de ser cancelada, pois Steven caiu do palco durante um show na Dakota do Norte e quebrou o ombro e levou 20 pontos. Em 2011 e 2012, Steve mostrou o próprio lado crítico ao se tornar jurado do “American Idol”. Programa que busca novas estrelas da música e que no Brasil tem uma versão nacional com o nome de “Ídolos”. Ainda em 2011, o Aerosmith em turnê pela América do Sul sofreu um empecilho. No Paraguai, Steven Tyler escorreu no banheiro do hotel onde a banda estava e cortou boca, sobrancelha e perdeu dois dentes. Aos “trancos e barrancos”, a banda conseguiu produzir o novo álbum. 

O produtor escolhido foi Jack Douglas. Uma parceria antiga e de sucesso. Sucessos, aliás. Com Douglas o Aerosmith lançou “Get Your Wings” (1974), “Toys in the Attic” (1975), “Rocks” (1976) e “Draw the Line” (1977), além do ao vivo “Live! Bootleg” (1978). E depois de 26 longos anos, “Hockin’ on Bobo” (2004). Imediatamente ao ver a quantidade de faixas em “Music From Another Dimension” parece que a banda resolveu “compensar” o hiato de 11 anos de álbuns de estúdio. São 15 músicas novas. “LUV XXX” abre com uma introdução a la filme de ficção científica: “There is nothing wrong your perception of the reality. Do not attempt to adjust the illusion. We control the harmonics. We control your emotions. We will move you to the left. We will move you to the right. We can reduce the volume to a whisper. Or increase it to a deafening roar./ Não há nada de errado com sua percepção da realidade. Não tente ajustar a ilusão. Nós controlamos as harmônicas. Nós controlamos suas emoções. Vamos move-lo para a esquerda. Vamos move-lo para a direita. Podemos reduzir o volume para um sussurro. Ou aumentá-lo para um rugido ensurdecedor.” 

O Aerosmith tem poder para confirmar isso, em um Hard Rock simples e acessível. Já a seguinte traz o lado ‘Rolling Stone’ da banda: “Oh Yeah”. Ela tem um ritmo contagiante boa para “balançar os quadris”. Destaque também para a repetição do coro ‘Oh Yeah’. A letra é sobre uma paixão avassaladora: “I would die for you baby. I cry for you baby. I’m on my knees for you baby. Won’t ya please give me some of your love./ Eu morro por você, querida. Eu choro por você, querida. Fico de joelhos por você, querida. Por favor, me dê um pouco do seu amor.” Por outro lado, “Beautiful” é um pouco mais pesada, mas tem um refrão bem atmosférico. 

A primeira balada do álbum é “Tell me”. Que tem algo “Cryin’” (“Get a Grip”, de 1993), mas com um refrão chato. A letra é sobre um desejo de reconciliação, já que as coisas não são as mesmas quando não se está ao lado da pessoa amada: “I’m staring down at the page in a magazine. I looked up at the TV, but it’s just an empty screen. When we were together, I thought it was ecstasy. Oh I can tell the sun’s still shining. But shadows are all I can see. And everywhere I go. I never see a face I know. What could I say that could make you come back this way./ Eu estou olhando para a página de uma revista. Eu olhei para TV, mas ela é só uma tela vazia. Quando estávamos juntos, eu achava que era êxtase. Oh eu posso dizer que o Sol continua brilhando. Mas tudo que eu vejo são sombras. E em todo lugar que eu for. Eu sei que nunca irei ver seu rosto. O que eu poderia dizer para fazer você voltar?” 

O lado “Led Zeppelin” fica evidente no riff cheio de funk americano em “Out Go The Lights”. Uma faixa que poderia ser mais interessante se acabasse em torna dos 4 minutos ao invés da incessante repetição dos coros ‘Ooh-aa-oo yeah yeah’. Depois, “Legendary Child”, o primeiro single e que repete em parte a mesma melodia do refrão de “Out Go The Lights”. Foi apresentado pela primeira durante o American Idol, onde Tyler era o apresentador e faz parte da trilha sonora do filme “G.I. Joe: Retaliação” (2013). Essa música, na verdade, começou a ser escrita em 1991 e era trabalhada para compor o álbum “Get a Grip”, porém acabou não sendo finalizada. O riff central é bobo e o refrão é razoável. 

Após, vem mais uma balada “What Could Have Been Love” e que segue a linha de “I Don’t To Want To Miss A Thing” (single lançado e que faz parte da trilha do filme “Armageddon”, de 1998), porém sem o lado épico. Mesmo assim, é acessível, suave, memorável e radiofônica. A letra é sobre uma pessoa que perde sem perceber o amor da pessoa amada: “What could have been love. Should have been the only thing that was ever meant to be. Didn’t know, couldn’t see what was right in front of me. And now that I’m alone all. I have is emptiness that comes from being free. What could have been love will never be./ O que poderia ter sido o amor. Deveria ter sido a única coisa que estava destinada a permanecer. Não sabia, não conseguia ver o que estava bem na minha frente. E agora que estou sozinho, tudo que tenho é o vazio de estar livre. O que poderia ter sido amor nunca vai ser.” 

Já “Street Jesus” é um rock simples agitado sobre um mendigo que acaba encontrando com Jesus Cristo. Na sequência, mais uma balada.  “Can't Stop Lovin' You” conta com a participação da cantora country Carrie Underwood, por isso a faixa tem uma levada neste estilo: “Hey I can't stop loving you. Cause it's all I wanna do. Yeah the world needs more of this. Tell me what you put into that kiss, yeah. Now keep that coming on, let me hear my favorite song. Yeah you're all I wanna do. Cause I can't stop loving you./ Ei, eu não consigo parar de te amar. Porque é tudo que eu quero fazer. Sim, o mundo precisa de mais disto. Diga-me o que você colocou naquele beijo, é. Agora mantenha isso vindo, deixe-me ouvir a minha música favorita. Sim, você é tudo que eu quero fazer. Porque eu não posso parar de te amar.” 

Problemas de relacionamento é o tema de “Lover Alot”. Um rock chato simples e que não empolga. Talvez ficasse mais interessante se o Foo Fighters a tocasse: “Ah, don't you know that she loves you a lot? Why don't you know, don't you know what you got?/ Ah, você não sabe que ela te ama muito? Por que você não sabe, não sabe o que você tem?” Depois, mais uma balada! We All Fall Down”. E que também tenta reproduzir “I Don’t To Want To Miss A Thing”. Mas também, porque será? Simples. A compositora desta é a mesma da balada apocalíptica do filme de Bruce Williams. Tem um arranjo interessante, mas nada além disso. Destaque vai romântica letra de apoio: “I will catch you, never let you go. I won't let you, go through it alone. So don't feel left out, we all fall. I will lift you, high above the rain. I'll be with you, we all feel the pain. So don't feel left out, we all fall down. We all fall./ Eu te segurarei, nunca vou deixar você ir. Eu não vou deixar você passar por isso sozinha. Então não se sinta deixada de fora, todos nós erramos. Eu vou te dar um alento, muito acima da chuva. Eu vou estar com você porque todos nós sentimos dor. Então não se sinta deixada de fora, todos nós cometemos erros. Todos nós erramos.” 

Já a seguinte, “Freedom Fighter” traz o guitarrista Joe Perry nos vocais em uma música com pegada novamente mais country. Vale ressaltar a participação de Johnny Depp nos backing vocals.  O lado “Led” fica em evidência na faixa “Closer”, em uma balada monótona. “Something” tem Perry de novo no microfone. Dessa vez, há uma influência perceptível de Deep Purple, principalmente na utilização do teclado hammond no início.  O Aerosmith dá tchau ao encerrar a obra mais uma balada: “Another Last Goodbye”. Conta com acompanhamento de piano, harmonias e até agudos de Steven Tyler. A edição deluxe trás três bônus. 

Up On The Mountain” tem Tom Hamilton nos vocais… E mostra porque é baixista e Tyler o verdeiro vocalista da banda. Ele não nasceu para ocupar a posição. Não tem potência vocal ou mesmo feeling. O mesmo vale para a balada (mais uma!), agora com Perry no comando na monótona “Oasis In The Night”. A voz rouca do guitarrista soa cansada e velha. Com Steven Tyler “Sunny Side of Love” é a melhor dentre as bônus, porém também não empolga. 

11 anos... Este foi o maior hiato de lançamentos de álbuns de inéditas do Aerosmith. A expectativa sobre a nova obra era grande. Seria uma volta às raízes setentistas ou a continuação do material mais comercial na linha pós “Permanent Vacation” (1987)? A resposta certa é que “Music From Another Dimension!” é um pouco de tudo. Ao ler resenhas feitas para o álbum é perceptível como música de fato é algo extremamente subjetivo. Aqueles que gostam de baladas e do som “noventista”, gostou. Quem gosta do lado mais pesada dos primeiros álbuns gostou de algumas faixas e rejeitou o restante. No fim, a recepção de um modo geral foi em tom de “decepção”. As notas não passaram da classificação “boa”. Apesar disso, o lançamento foi sucesso em muitos países: 1º lugar no Japão, 5º nos Estados Unidos e Suíça, 6º no Canadá, 7º na Alemanha, Argentina e Itália, 11º na Suécia, 12º na Áustria, 14º no Reino Unido e Hungria, 17º na Finlândia, 18º na Espanha e etc... Só na Terra Natal foram mais de 100 mil cópias vendidas. “Legendary Child” foi o primeiro single em 11 anos a atingir o topo das paradas de sucesso americanas. A última vez que isso ocorreu foi com “Jaded” (“Just Push Play” de 2001). O Aerosmith merece respeito. Muitas bandas de Hard Rock surgiram na década de 70, mas várias não “sobreviveram”. Esta se sobressaiu não só pelo talento, mas por que soube “com uma visão” de empresa se adaptar a cada época para atender as massas. O Aerosmith é uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos. E traz ainda aquele mítico ar de serem rockstars e que sabem fazer um grande show. E mesmo com tantos anos em atividade conseguem se manter em evidência.

Faixas (clique e ouça):
13- Closer 
16- Up On The Mountain (bônus)
17- Oasis In The Night (bônus)
18- Sunny Side Of Love (bônus)


                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.
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Nota do álbum.
Banda: Aerosmith
Ano: 2012
Álbum de estúdio nº 15
Gravadora: Columbia
Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Curiosidades: Pré-Metallica | Lars Ulrich


Lars Ulrich desde sempre se considerou uma pessoa “especial”. Nascido no primeiro dia pós Natal de 1963, em Copenhagen capital da Dinamarca, em uma família rica e com pais já com idade avançada. O pai, Torben Ulrich era um tenista que se profissionalizou tardiamente, mas que participava de vários torneios importantes internacionais. Era hiperativo e lembrava o Gandolf (personagem da obra “The Lord of the Rings” – O Senhor dos Anéis – de J. R. R. Tolkien). A casa deles respirava cultura. O quarto de Lars ficava ao lado da sala de música, onde o pai dele recebia amigos (escritores e músicos, por exemplo) e escutavam músicas de Hendrix, Janes Joplin, jazz e música oriental. 

Por viajar tanto, talvez, Lars tivesse embutido na cabeça que poderia chegar a qualquer lugar que quisesse. A cultura também se manifestava através do privilegio de conhecer diferentes nações. Ainda criança, Lars já havia viajado para vários países como França, Austrália, África do Sul... Do pai veio a arte e da mãe a gerência. Aos 9 anos, em 1969, Lars foi ao primeiro show. Era dos Rolling Stones. Porém, a primeira paixão foi pelas bandas pesadas dos anos 70, principalmente, foi o Deep Purple. O primeiro show que foi e assistiu do gargarejo foi o do Status Quo em 1975, aos 11 anos. 

Já tinha uma vida independente. Enquanto os pais ainda dormiam, acordava, preparava o café da manhã e ia para escola sozinho. Caso quisesse, Ulrish poderia ir a qualquer show, mas teria de se virar para conseguir o dinheiro e uma maneira de ir e voltar. A paixão pela música aumentou quando ganhou uma bateria profissional da avó. Ele queria ser o frontman, mesmo sendo baterista, já que admitiu que não gostava da própria voz. Na área de esportes, porém, Lars era um prodígio no tênis e se matriculou na academia mais importante deste esporte aos 16 anos, porém a disciplina exigida não o agrava. Lars até gostava de tênis, porém o rigor do local atrapalhava a sua paixão pela música. Até o pai dele percebeu isso. A troca da raquete pelas baquetas coincidiu com a ascensão da N.W.O.B.H.M. (New Wave Of British Heavy Metal – “ Nova Era do Heavy Metal Britânico”). 

Nos Estados Unidos, como de costume Lars foi até uma loja de discos. Estava a procura de novidades. De repente, uma capa com um zumbi horroroso lhe chamou atenção. Era o debut do Iron Maiden. A vida de Lars mudou, então. O problema é que ele se divertia sozinho, no próprio mundo, pois achava que era o único que conhecia de Metal em Los Angeles. Porém, isso não era totalmente verdade. Ulrich fez amizade com dois headbangers na cidade, além de manter contato com outros fãs do gênero pelos Estados Unidos. Já pertencendo a um grupo, o dinamarquês rodava a cidade com os companheiros passando por lojas de música em busca de edições da revista Sounds/Kerrang! para saber o que estava acontecendo no cenário Heavy Metal europeu. Lars conseguiu fama até de forma indireta tamanha a fome que tinha a respeito do Metal Britânico. Alguns o conheciam como “o baixinho dinamarquês”, pois ele era sempre era o “culpado” em fazer a limpa nas lojas de discos ao adquirir álbuns e revistas importadas antes dos outros. 

O mundo do rock estava mudando. O Metal estava em ascensão e ele queria fazer parte disso não apenas como consumidor, mas como criador. Decidiu que iria montar a melhor banda de Heavy Metal do mundo... Simples assim. Mas quem conhece Lars Ulrich sabe que este tipo de afirmativa não são meras simples palavras jogadas ao vento... Realmente, ele queria e lutaria para criar a melhor banda de Metal do planeta. Ulrich coloca um anúncio em um jornal dizendo que iria criar uma banda e precisava de integrantes. Um sujeito chamado Hugh Tanner leu o anúncio e junto de um jovem chamado James Hetfield foram até a casa de Lars. Diferentemente dos filmes, o primeiro encontro não foi “amor à primeira vista”. Pelo contrário. Hetfield sentiu vergonha alheia ao ver o baterista derrubar os pratos do instrumento a todo instante durante o ensaio. Fora a “habilidade” do baixinho, chamou a atenção de James o sotaque esquisito, as caras e bocas que Lars fazia quando tocava e até do cheiro deste. O dinamarquês seguia o estereótipo do europeu que não gostava de tomar banho. A falta de higiene era tamanha que Lars só trocava de camisa quando esta estava dura de tanto suor. A recíproca, porém, era verdadeira. Lars não gostou dos vocais agudos do jovem Hetfield. Fora o fato de James não ser lá muito comunicativo. O dinamarquês ficou desapontado e decidiu passar um tempo na Europa. 

Como diz o ditado “é preciso dar um passo para trás para dar dois para frente” e foi isso que  ele fez. De músico voltou para o posto de fã ao seguir de perto a carreira da banda Diamond Head. Ele ficou tão intimo que ia aos ensaios e até dormia na casa do guitarrista Brian Tatler. De fato, o Metal britânico era um vício para Lars Ulrich. Ele se considerava o fã número de Iron Maiden do mundo! Na terra natal teve a oportunidade de ver o último show do Maiden com Paul Di’Anno nos vocais. E graças ao baixista (e líder do Iron) Steve Harris aprendeu que não existe “democracia” em uma banda. Lars Ulrich é um destes caras raros que conseguem tudo o que profetizam tal qual Steve Jobs. Lars começou por baixo, pequeno, mas com determinação, foco, inteligência empresarial e sorte, construiu aquela que viria a ser, segundo muitos, a maior banda de Metal da história: o Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica. (em breve link)

Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Humor: Isto é Spinal Tap (1984)


Humor e Rock/Metal. Muito antes de Steel Panther, Massacration, Mamonas Assassinas e Língua de Trapo, o Spinal Tap já havia mostrado que existia uma linha muito tênue entre a arte e o ridículo neste estilo. Em 1984, o filme (e falso documentário de uma banda inexistente) chamou atenção do mundo da música ao expor os excessos, o egocentrismo, os lampejos pseudo artísticos, os cenários exagerados e o visual extravagante das bandas dos anos 80. 

O documentário cobre a turnê da banda inglesa Spinal Tap pelos Estados Unidos em 1982. Há entrevistas com todos os integrantes, imagens dos bastidores, entrevistas com fãs, produtor, a escolha da capa do novo álbum, trechos de shows, brigas e muito mais. Caricato, estereotipado, mas muito verídico ao que o Rock/Metal era nessa época. É tudo feito de um forma tão natural e verdadeira que o telespectador acaba por sentir que realmente o Spinal Tap existe. A sátira é perfeita.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dica de Documentário: Tribos do Rock (2010)


Apesar de não possuir nenhum artista reconhecido nacionalmente o documentário "Tribos do Rock" se destaca por outros aspectos. Simples, mas bem feito, ele apresenta diversos entrevistados que contam como se relacionam com os vários segmentos do Rock. 

A história do gênero, as vertentes, como os entrevistados conheceram o estilo, como vivem no dia a dia, o que o Rock mudou na vida de cada um e como enxergam a cena atual são alguns dos tópicos abordados. O documentário foi produzido por alunos do 7º semestre do curso de Comunicação Social com Habilitação em Radialismo da UNOESC (Universidade do Oeste de Santa Catarina) unidade Joaçaba. 

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