• Entrevista com Nell Corneta

    O For headS entrevistou Nell Corneta, jovem metaleiro que cursou jornalismo para tentar cobrir o gênero que ama com propriedade. Nelson fala sobre a falta de apoio da grande mídia, até das próprios rádios Rock, falta de espaço para shows, se o Metal deveria ser voltado apenas aos fãs, além de gostos pessoais [...]

  • Resenha: Linkin Park "The Hunting Party" (2014)

    A banda americana Linkin Park sempre será reconhecida na história do Rock/Metal com um dos expoentes do Metal com influências de Hip Hop. O chamado Nu Metal, ao lado de grupos como Limp Bizkit, Korn e Slipknot, principalmente. A verdade é que o grupo não era fã deste rótulo e aos poucos começaram a criar trabalhos na qual a presença do que poderia ser classificado como pesado e “metálico” foi extinto. A surpresa, no entanto [...]

  • Resenha: Amon Amarth "Deceiver Of The Gods" (2013)

    Dentre as várias bandas de Death Metal suecas nascidas nos anos 90 e que “ousaram” colocar melodia no meio de tanta brutalidade, o Amon Amarth destoa das outras. Enquanto a maioria das bandas de Melodic Death Metal mantiveram a rispidez do som apenas acrescentando elementos mais memoráveis e acessíveis ou simplesmente partiram para uma direção mais moderna e alternativa, estes suecos aqui trouxeram a estrutura das bandas [...]

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pergunte ao ArtistA | Amilcar Chistófaro: Bandas paulistas favoritas de Metal?






















Amilcar Christófaro, baterista da banda de Thrash Metal Torture Squad, em entrevista ao For headS fala quais são as bandas paulistas de Metal favoritas dele. Os nomes vão do tradicional da década de 80 até o estilo extremo atual.



Este vídeo faz parte do material não aproveitado para o documentário Metal SP (2013). Se gostou deste vídeo confira também a versão com trilha de banda:

domingo, 19 de abril de 2015

Entrevista com Nell Corneta



O For headS entrevistou Nell Corneta, jovem metaleiro que cursou jornalismo para tentar cobrir o gênero que ama com propriedade. Nelson fala sobre a falta de apoio da grande mídia, até das próprios rádios Rock, falta de espaço para shows, se o Metal deveria ser voltado apenas aos fãs, além de gostos pessoais.

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Esta entrevista faz parte dos conteúdos não utilizados para o documentário "Metal SP".
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Assista também a versão alternativa da entrevista com a adição de trechos das músicas citadas nas contas do For headS no Dailymotion ou Vimeo.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resenha: Linkin Park "The Hunting Party" (2014)






















A banda americana Linkin Park sempre será reconhecida na história do Rock/Metal com um dos expoentes do Metal com influências de Hip Hop. O chamado Nu Metal, ao lado de grupos como Limp Bizkit, Korn e Slipknot, principalmente. A verdade é que o grupo não era fã deste rótulo e aos poucos começaram a criar trabalhos na qual a presença do que poderia ser classificado como pesado e “metálico” foi extinto. A surpresa, no entanto, é que o sétimo álbum de estúdio desses apresentam vários momentos agressivos. Algo não visto com tanto espaço desde “Meteora” (2003). Aparentemente, toda a vontade destes de fazerem um som ainda mais moderno com destaque para efeitos eletrônicos (de dubstep, por exemplo) foi saciada com “A Thousand Suns” (2010) e “Living Things” (2012). E caso existisse algum desejo não realizado ele foi aplicado no álbum inteiro com versões remixadas de “Living...” chamado “Recharged” (2013). Após, a banda (e os fãs, é claro) deve ter ficado com saudades do peso. Formado por Brad Delson (guitarra), Chester Bennington (vocal), Dave "Phoenix" Farrell (baixo), Joe Hahn (programação), Mike Shinoda (guitarra base, teclado e vocal) e Rob Bourdon (bateria) lançaram em 13 de junho de 2014 “The Hunting Party”. Foi gravado nos estúdios “Larrabee Sound Studios”, “EastWest Studios” e “Glenwood Place Studios” (Los Angeles, Califórnia) e produzido por Shinoda e Delson. O primeiro sem a participação do produtor Rick Rubin desde “Meteora”. 

O processo de composição das faixas também foi diferente. Antes o Linkin Park ia ao estúdio com as ideias dentro de demos pré-gravadas. Desta vez, no entanto, eles foram gravar com as mentes vazias de ideias. Tudo foi criado na hora dentro do estúdio. Bennington não participou, no entanto, do início do processo, pois em 2013 estava em turnê como recém contratado banda de Rock (e Grunge) Stone Temple Pilots substituindo a vaga que era de Scott Weiland. A belíssima capa foi produzida pelo artista taiwanês James Jean. O título “The Hunting Party” (“O Grupo de Caça”) é uma metáfora a respeito do cenário Rock atual e da sociedade em geral. A banda afirmou que há muitos seres-humanos que se comportam como “herbívoros” e que ficam apenas pastando e se alimentando daquilo que é mais fácil. A ideia aqui, então, é exaltar metaforicamente a ideia de se adquirir uma postura de caçador e assim correr atrás dos próprios objetivos saindo da zona de conforto. A crítica também se aplica a musica especialmente quando dizem que existem grupos tentam soar como cópias de outras. Além do fato de que a maior parte das bandas mais famosas de rock atuais fazem um som bastante suave. No geral “The Hunting Party” traz alguns dos elementos do antigo Nu Metal apresentado só que em menores proporções (a mistura dos gritos com passagens faladas do Rap). Aqui, porém existem algumas “novidades” com a adição de passagens Punk e Hardcore. 

Os primeiros segundos de “Keys to the Kingdom” provam isso. Ela já começa com os gritos de Chester Bennington feitas através de um efeito de distorção. De fato, é a volta do peso do Metal. A velocidade da bateria e a pegada Hardcore surpreendem. Porém os vocais limpos de Mike Shinoda em coro e super produzidos aparecem. Tudo bem eletrônico. O Rap (com as passagens faladas), obviamente, ainda está presente. Tem até solo de guitarra e corinho grudento acompanhado dos gritos. “All for Nothing” começa simples e com toques de eletrônica e vocais rap. O estilo predomina até no refrão falado em tom de ordem. Aqui acontece a primeira participação especial do álbum. É a de Page Hamilton, vocalista da banda americana Helmet de Alternative Metal: “And no I'm not your soldier, I'm not taking any orders. I'm a five star general infantry controller, need a lesson, let me show you./ E eu não sou seu soldado, não seguirei suas ordens Sou um general de uma infantaria cinco estrelas, se precisa de uma lição, eu te dou.” 

De fato, o lado mais pesado banda voltou a ter espaço em “Guilty All the Same. A bateria fica evidência na intro. Após, surge um piano e alguns toques bem leves de música eletrônica. Porém, em seguida, é a vez da guitarra se destacar e com um surpreendente riff melódico e extremamente grudento. Bem na linha daqueles marcantes das bandas de Hard Rock dos anos 70 (fazendo um paralelo). A construção de acordes lembra algo de música clássica, aliás. Chester nos vocais. O refrão é agressivo e combinado ao peso da guitarra e bateria, além da adição no meio de um trecho rap, fazem lembrar os tempos de Nu Metal da banda no início da década de 2000. Uma faixa contra a ganância do capitalismo em geral: “If greed could be to blame. Or greedy for the fame. Tv or a name. The media and the game. To me you're all the same. You're guilty./ Se a ganância é a culpada. Gananciosos pela fama. Da tv ou um nome. Da mídia e do jogo. Para mim, vocês são todos iguais. Você é culpado.” 

Depois vem o interlúdio instrumental de “The Summoning” com efeitos com cara de introdução de filme de ação ou ficção científica. Já “War” é um Punk/Hardcore gritado, curto e direto com direito a 1, 2, 3, 4. A intro de “Wastelands” traz uma batucada. O rap volta com Shinoda, mas o refrão é melodioso de Chester. Quase Nu Metal... Mas é mais Rock devido à acessibilidade. Uma música que fala sobre resistência: “So, no. I'm not afraid to see you suckas hold a blade to me. Ain't no way to shake the ground I built before you came to be. Take it how you take it. I'm the opposite of vacancy. And this is not negotiation. Y'all can hate and wait and see./ Então, não. Não tenho medo de vê-los segurarem uma lâmina para mim. Não há como tremer o chão que construí antes de ser o que é. Reaja como quiser. Sou o oposto do vazio. E essa não é uma negociação. Podem odiar, esperar e ver.” 

Enquanto “Until It's Gone” é um som simples, calmo moderno e acessível de Bennington. Bem radiofônico e super produzido. Lembra a sonoridade adotada a partir do álbum de 2007. Destaque para a refrão chiclete para cantar junto no chão  e encerra com um trecho de hip hop: “Oh you don't know what you've got. No you don't know what you've got./ Oh você não sabe o que tem. Não, você não sabe o que tem.” O Metal “quase Thrash” da intro em “Rebellion” chama  atenção. Lembra um pouco Slipknot mais precisamente e o material mais agressivo do System Of A Down. E isso não é atoa, afinal a faixa conta com a participação de Daron Malakian guitarrista e vocalista do System. O Shinoda volta, mas sem “falar” a letra. Chester volta a gritar com tudo também no meio da faixa. 

Mark the Graves” é mais longa e possui uma introdução instrumental pesada. Mas as estrofes são calmas e próximas de algo Alternativo. Não seria loucura dizer que existe na melodia utilizada, a atmosfera e no timbre de guitarra algo de Stone Temple Pilots, afinal Chester Bennington canta nas duas bandas. “Drawbar” é instrumental. A introdução é estranha com piano e acordes sinistros. A tradicional bateria à la bateria de fanfarra surge e conta com a participação de Tom Morello (guitarrista do Rage Against The Machine). “Final Masquerade” começa com bateria e bem atmosférica acompanhada de Chester. Acessível, suave e boa para o rádio. O refrão é “pra cima” e grudento. “A Line in the Sand” é longa. Começo com clima triste. O peso surge e com uma melodia que se assemelha a de “Guilty All the Same”. O refrão gritado de Bennington e o solo inspirado se destacam compensam a parte mais calma e com cara de rap. 

O Linkin Park lançou ainda em 12 de agosto de 2014 uma edição do álbum com versões a capela e instrumentais das faixas originais chamada de “The Hunting Party (Acapellas + Instrumentals)”. Ao todo o álbum “The Hunting Party” vendeu 274 mil cópias nos Estados Unidos e mais 900 mil no restante do mundo. Nas paradas de sucesso o desempenho: 27º na Suécia; 13º na Noruega; 8º na Holanda; 6º na Finlândia; 4º na Escócia e na Itália; 3º na Austrália, Bélgica e Estados Unidos; 2º na Áustria, Nova Zelândia e Reino Unido; 1º na Alemanha, Hungria, Portugal, República Tcheca e Suíça. De fato, o retorno ao antigo som foi muito bem recebido. Críticos disseram que a banda soa rejuvenescida. Ao final, a média foi boa com resultados entre “regular” e “ótimo”.  No geral, a banda agradou e muito o público. Vários apontaram o trabalho como o melhor desde “Meteora”. Alguns mais empolgados disseram que soava inovados. Outros apenas que não “inventava a roda”, mas que era surpreendente comparado ao material eletrônico lançado anteriormente. E isso é verdade. “The Hunting Party” é um resumo de tudo o que já fizeram. Do agressivo ao alternativo... Quem diria que o Linkin Park voltaria ao peso do Metal em resposta ao próprio som utilizado nos álbuns recentes e diante do Rock leve atual de bandas como Mumford and Sons.


Faixas (clique e ouça):
1- Keys to the Kingdom
2- All for Nothing
3- Guilty All the Same
4- The Summoning
5- War
6- Wastelands
7- Until It's Gone
8- Rebellion
9- Mark the Graves
10- Drawbar
11- Final Masquerade
12- A Line in the Sand



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.



Banda: Linkin Park
Ano: 2014
Gênero: Alternative Metal
Álbum de estúdio nº 6
Gravadora: Warner Bros. e Machine Shop
País: Estados Unidos





quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: Amon Amarth "Deceiver Of The Gods" (2013)























Dentre as várias bandas de Death Metal suecas nascidas nos anos 90 e que “ousaram” colocar melodia no meio de tanta brutalidade, o Amon Amarth destoa das outras. Enquanto a maioria das bandas de Melodic Death Metal mantiveram a rispidez do som apenas acrescentando elementos mais memoráveis e acessíveis ou simplesmente partiram para uma direção mais moderna e alternativa, estes suecos aqui trouxeram a estrutura das bandas de Heavy Metal tradicional inglês e americano e até um pouquinho de Thrash. Este estilo “novo” do grupo veio sendo construído há alguns álbuns e principalmente aos mais recentes com a parceria do produtor Jens Bogren. Porém, decidiram iniciar uma nova etapa na carreira com a ajuda de Andy Sneap (produziu álbuns das bandas Arch Enemy, Exodus, Kreator, por exemplo). Assim, a mesma formação desde “The Avenger“ (1999) o grupo composto por Fredrik Andersson (bateria), Johan Hegg (vocal), Johan Söderberg e Olavi Mikkonen (guitarras) e   Ted Lundström (baixo) lançou em 25 de junho de 2013 “Deceiver Of The Gods”. A sonoridade se mantém a mesma. Agressiva e com vocais brutais, mas sem perder os ganchos melódicos, além do ótimo trabalho de guitarras. A maior diferença aqui, talvez, seja a inclinação para melodias mais sinistras e não tão épicas como nos trabalhos anteriores “Twilight of the Thunder God” (2008) e “Surtur Rising” (2011). 

A abertura fica com a faixa título “Deceiver of the Gods”. Inicia-se com as guitarras características da banda. Quando os instrumentos aparecem, o destaque fica para a velocidade da bateria. Melódico? Sim. Mas sem perder a agressividade graças aos vocais urrados de Hegg. A parte lírica, obviamente, continua falando tradicionalmente a respeito da mitologia nórdica. A faixa fala sobre os planos vingativos de Loki (deus do fogo) na busca pelo poder: “Asgard's always been my home. But I'm of different blood. I will overthrow their throne. Deceiver, deceiver of the gods./ Asgard sempre foi a minha casa. Mas eu sou de um sangue diferente. Eu vou derrubar seu trono. Enganador, enganador dos deuses.” 

A seguinte, “As Loke Falls” mantém as melódicas guitarras do Amon Amarth em evidência com a intro usando a técnica de tocar no braço da guitarra com as duas mãos (“shredding”). A velocidade surge, mas mantendo a melodia. E é a técnica citada o chamariz da faixa. A guerra divina se inicia: “Heimdall's blade bites burning sharp. As it cuts through flesh and bone. Blood comes gushing from the wound. As loke's head falls tumbling. Rolling to the burning ground./ A lâmina de heimdall corta perfeita e intensamente. Enquanto passa pela carne e osso. O sangue jorra da ferida. Enquanto a cabeça de loke começa a cair. Rolando para o solo ardente.” Por outro lado, “Father of the Wolf” é  mais simples, direta com aquela influência de Heavy tradicional. Destaque paras os belos arranjos melodiosos de guitarra: “They brought to life a malicious force. A vile beast that cannot be tamed. Fimbultyr's nemesis now is born. A vile beast that can't be restrained./ Eles trouxeram à vida uma força maligna. Uma fera vil que não pode ser domada. A ruína de fimbultyr agora nasceu. Uma fera vil que não pode ser contida.” 

A agressividade continua nas palhetas e no ritmo galopante de “Shape Shifter”. A letra fala sobre o ser “Metamorfo”. Ser capaz de modificar fisicamente em qualquer coisa: “I was born of giant's blood. Raised in asgård, the home of gods. I am the master of disguise. For this trait I've gained your prise./ Eu nasci da linhagem dos gigantes. Criado em asgård, o lar dos deuses. Eu sou o mestre do disfarce. Por esse motivo, ganhei vossa adoração.” Melódica e compassada. Apesar da brutalidade dos vocais as melodias das guitarras são a verdadeiro destaque em “Under Siege”. Vale ressaltar que as partes lentas e carregadas lembram um pouco o atual Metal moderno: “We have held out for months. Hoping for relief. Our fortress now our tomb. And salvation now our grief. We have held out for months. Waiting for relief./ Nós resistimos por meses. Esperando por socorro. Nossa fortaleza agora nosso túmulo. E salvação agora nossa tristeza. Nós resistimos por meses. Estamos à própria sorte.” 

Gemidos de dor, sangue e tripas marcam o início de “Blood Eagle”. A ideia era contextualizar o ouvinte, mas o resultado é até engraçado. Espero que esta também seja a intenção real. O estilo mais direto volta: “Look to my burning eyes. Plead for your worthless life. All remorse I had has died. And all I have is hate inside./ Olhe para os meus olhos ardentes. Implore por sua vida inútil. Todo o remorso que eu tinha morreu. E tudo que eu tenho é ódio aqui dentro.” Bateria bem destacada em um ritmo compassado e de melodia densa que segue por toda a faixa em “We Shall Destroy”. Letra da batalha que ressalta a importância do ditado “a união faz a força”: “Hold the lines! Move as one! In unity our victory's won. Our shields will form a mighty wall. United we shall never fall./ Mantenham as linhas! Movam-se como um! Na união nossa vitória está garantida. Nossos escudos irão formar uma poderosa parede. Unidos nunca seremos derrotados.” 

A introdução é simples e pesada, mas conta com os uma versão ainda brutal e gutural dos vocais Johan Hegg. E, de fato, esta é área que mais chama atenção na faixa, afinal também conta com a participação de Messiah Marcolin (ex-Candlemass). Fala sobre Hel. Ser mitológico feminino composto de metade mulher e metade esqueleto. Criatura responsável pelos submundos da mitologia nórdica. Diferentemente de outros equivalentes em outras crenças, Hel não é má e muito menos boa. É apenas justa. Uma curiosidade também é o fato de que a palavra “hell” (inferno em inglês) é derivado dela: “Welcome to my humble home. Your soul is mine to keep. There are no walls of rock and stone. Yet no one ever leaves./ Bem-vindo ao meu humilde lar. Sua alma é minha responsabilidade. Não há muralhas de rocha e pedra. Porém ninguém nunca sai daqui.” 

A velocidade volta e ao melhor estilo Melodic Death Metal em “Coming of the Tide”. A melodia, aliás, utilizada aqui é grudenta que lembra algo de Heavy tradicional: “So now we're on the ride again. And vengeance is. Our newfound path. We draw our strength. From grief and pain. These bastards shall know. Our endless wrath./ Portanto agora estamos na estrada novamente. E a vingança é. Nosso novo caminho. Nós tiramos nossa força. Da tristeza e da dor. Esses malditos conhecerão. Nossa ira sem fim.” A longa “Warriors of the North” possui mais de 8 minutos com várias passagens. De fato uma jornada de muito peso e melodia. O clima não é mais atmosférico do que brutal: “We were the warriors of the north. Notorious and brave. We'd never lost a fight in war. We feared not the grave./ Nós éramos os guerreiros do norte. Notórios e valentes. Nós nunca tinhamos perdido uma luta na guerra. Não temiamos a sepultura.” 

Realmente estes suecos não bebem apenas da fonte do Metal Extremo. Para mostrar isso a banda lançou um EP bônus que vem na edição especial chamado de “Under The Influence” (“Sobre a influência”) o título não poderia ser melhor. São 4 faixas e cada uma homenageia uma destas influências. “Burning Anvil of Steel” segue a linha do Judas Priest com o destaque indo para o trabalho de guitarras. “Satan Rising” segue sombria e cadenciada ao melhor estilo Black Sabbath (no início de carreira no começo dos anos 70), além da sirene na introdução e que remete a “War Pigs” (“Paranoid” de 1970) dos próprios ingleses. Já em “Snake Eyes” o som é um Rock n’ Roll cru, direto, pesado e direto com o do Motörhead. Enquanto que “Stand Up to Go Down” tem a levada e o riff extremamente AC/DC. 

As vendas e a popularidade do Amon Amarth tem aumentado a cada lançamento. A recepção da crítica foi ótima na maioria. Por parte do público também: 156º no Japão; 67º na França e no Reino Unido; 44º na Bélgica; 27º na Dinamarca; 19º nos Estados Unidos (!); 15º na Hungria; 12º na Finlândia; 9º no Canadá, Suécia (terra natal) e Suíça; 7º na Áustria e 3º na Alemanha. Os fãs, obviamente, não se decepcionaram com o resultado. Muitos apontaram, aliás, que eles, de fato, não progrediram, mas pelo menos mantiveram a mesma linha dos trabalhos mais recentes com a mesma combinação de peso e melodia. Esta que para alguns recebeu ainda mais espaço. Outros também a elogiaram perante as outras bandas de Melodic Death Metal que perderam as próprias características ao longo dos anos. Alguns, no entanto, afirmaram que aqui não há nenhum hino como “Twilight of the Thunder God” (Twilight of the Thunder God” de 2008). De fato, o Amon Amarth se diferencia das outras bandas de Melodic Death Metal. Mantém todas as características do grupo, ou seja, a mistura de brutalidade e melodia, além da influência de Heavy Metal tradicional e, é claro, da parte lírica rica em cultura nórdica. Diferentemente de outros grupos que mudaram totalmente de estilo. A questão é que aqui, talvez, pelo enredo das faixas, o Amon Amarth optou por algo menos “épico” e com cara de hino infelizmente se comparado aos trabalhos anteriores como as faixas “The Pursuit Of Vikings“ (“Fate Of Norns” de 2004), “Cry Of The Black Birds“ (“With Oden On Our Side” de 2006) e “War of the Gods“ (“Surtur Rising” de 2011). 


Faixas (clique e ouça):
1- Deceiver of the Gods
2- As Loke Falls
3- Father of the Wolf
4- Shape Shifter
5- Under Siege
6- Blood Eagle
7- We Shall Destroy
8- Hel
9- Coming of the Tide
10- Warriors of the North



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.


Banda: Amon Amarth
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 9
Gravadora: Metal Blade
País: Suécia





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Especial: Metal Brothers é lançado!























Os jornalistas Luiz Felipe Luciano, Nelson Corneta e Raoni Teles produziram em 2014 para o próprio TCC (Trabalho de conclusão de curso) na FAAM (Faculdade de Artes Alcântara Machado) o programa de rádio "Metal Brothers". Nesta primeira edição piloto o tema escolhido foi "a participação da mulher no Metal". 

Para entender a presença feminina no estilo, eles entrevistaram músicos, jornalistas e até um filósofo, além de trazerem um histórico geral do nascimento do Heavy Metal, a importância das mulheres no meio e muito mais. 

Os destaques vão para as entrevistas com Afonso Rodrigues, editor-chefe do For headS (veículo voltado do Rock/Metal) e Gisele Marie, guitarrista da banda Spectrus (sendo que é muçulmana e toca de burca). 

Assista:



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