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    E a saga continua... Gravado entre junho de 2001 e abril de 2002, o segundo álbum da ópera Rock ou melhor Metal do Avantasia (projeto idealizado pelo alemão Tobbias Sammet) é lançado em 27 de outubro de 2002 via AFM Records. “The Metal Opera Part II” dá sequência à história fantasiosa sobre Gabriel Laymenn (interpretado/cantado por Tobbias). Um jovem noviço do século XVII que busca salvar a meia-irmã acusada de bruxaria pela Igreja [...]

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quarta-feira, 25 de março de 2015

Resenha: In Flames "Siren Charms" (2014)

















Depois de um tempo realizando Tour pela Europa e América do Norte, a banda In Flames se concentrou no Hansa Studios, em dezembro de 2013, em Berlim, na Alemanha para a gravação do 10º álbum de estúdio e sucessor de “Sounds of a Playground Fading” (2011). Mesmo com toda a tecnologia disponível atual, na qual é possível produzir um belo trabalho em pleno porão de casa, estes suecos prefiram (liderados pelo vocalista Anders Fridén) construírem o novo projeto em meio à “aura” do mesmo estúdio já utilizado por artistas com David Bowie (“Heroes” de 1977, por exemplo) e U2 (“Achtung Baby” de 1991). De fato, artistas muito populares e que não se assemelham com o Metal do In Flames... Mas olhando de certa forma é perceptível ver a intenção do grupo em seguir por novos caminhos e este é apenas um deles. Há anos deixaram de ser apenas mais uma banda de Death Metal Melódico (subgênero na qual ajudaram a criar) e começaram a experimentar com outros estilos. Principalmente a eletrônica (em efeitos sonoros) e no Pop (com as melodias bem acessíveis). Em entrevistas, já afirmaram que não pretendem se limitar a rótulos para lançarem sempre álbuns no mesmo seguimento. Os fãs mais radicais e intolerantes da nova fase já estavam com ódio desta postura e “Siren Charms” só aumentou este sentimento. Lançado em 9 de setembro de 2014 via Sony Music, o título “Canto das Sereias” em português também denota uma interpretação de que realmente o grupo está em busca de públicos diferentes e até maiores porquê não. E aqui eles tentam fazer isso através de muitas melodias grudentas e refrãos pegajosos. A calma predomina e são raros os momentos de agressividade. Algo quase oposto a tudo que fizeram nos anos 90. Formado pelo já citado Anders nos vocais, Björn Gelotte na guitarra, Daniel Svensson na bateria, Niclas Engelin também na guitarra e Peter Iwers no baixo. 

In Plain View” começa com uma introdução bem eletrônica à la filme de ação de Hollywood. Possui um refrão, em contra partida, enfurecido, mas não “gritado” como outrora. Fridén prefere cantar de uma forma mais sentimental. “Everything's Gone” começa com velocidade, mas a faixa em si é cadenciada e cheia de peso. Anders canta com uma voz cheia de efeito e que a deixa com bastante eco. De longe, lembra algo “gótico”, por causa da aparência cavernosa. Refrão, novamente, bem destaque do restante das estrofes e solo bem melodioso e virtuoso: “Where I have nothing. There's no hate. Room to breathe. No envy and nothing to lose./ Onde eu não tenho nada. Não há nenhum ódio. Espaço para respirar. Sem inveja e nada a perder.” 

A levada do início de “Paralyzed” envolve o ouvinte, mas logo vem um efeito eletrônico que lembra Nu Metal. Porém a situação fica mais melódica perto do refrão e esse, aliás, tem um apelo mais comercial, diga-se, mas isso não é necessariamente ruim. “Through Oblivion” é mais relaxada e segue a linha densa, mas com refrão mais atmosférico e moderno/grudento e chiclete. Algo muito distante de tudo o que já fizeram. É quase uma balada. “With Eyes Wide Open” tem início bem calmo e melodioso de guitarra. O som ganha corpo, mas nem de longe soa agressivo. Tanto que quando o vocal surge o clima muda para algo reflexivo e bem acessível deixando-o o refrão bem destacado. É bem acessível. 

A faixa-título “Siren Charms” tem uma introdução com o baixo sozinho e que chama atenção. O vocal e os outros instrumentos surgem, mas o clima denso continua por toda a faixa. Com exceção, é claro, do refrão mais energético. Em “When the World Explodes” o peso volta cadenciado e moderado. Mesmo com o vocal um pouco mais agressivo. A participação de Emilia Feldt deixa a faixa totalmente distinta de tudo o que o grupo já fez. A voz ao fundo mais grave e com os vocais femininos deixa a faixa até um ar mais gótico/Symphonic Metal, pois é acompanhada de coros e harmonias. 

Rusted Nail” começa com acordes e atmosfera feliz, mas que dão espaço para o peso das guitarras. O “corpo” segue mais denso e com vocal mais introspectivo, porém o refrão é pra cima e animado. Destaque também para o solo ao melhor estilo In Flames melodioso e com firula. A seguinte, “Dead Eyes” lembra de longe “Come Clarity” (“Come Clarity” de 2006) em questão de estrutura. Há partes mais cadenciadas, mas o todo é bem leve e se assemelha a uma balada e com um refrão bem acessível. O começo pesado de “Monsters in the Ballroom” pode matar as saudades daqueles que sentiam a falta da sonoridade do In Flames de (no mínimo) dez anos atrás. Porém, a sonoridade segue até certo peso e uma melodia pouco sombria (destaque para a bateria).. Mas o refrão é suave, melódico e super acessível para cantar de olhos fechados e balanço os braços. 

A última faixa é “Filtered Truth”. O começo leve e simples se assemelha com o rock radiofônico atual. No entanto, o refrão é mais agressivo e melódico. De fato, eles não têm medo de fazerem algo diferente. Ainda há o bônus “Become the Sky”. Estranhamente, esta música possui, talvez, a introdução mais pesada do álbum, porém também tem o refrão mais leve e até radiofônico. O solo merece destaque. 

Nas paradas de sucesso, o álbum alcançou a 87ª na França, 62º na Bélgica, 60º na Espanha, 38º na Escócia, 33º na Austrália, 28º na Dinamarca, 12º no Canadá, 9º na Suíça, 7º na Áustria e na Alemanha, 6º na Noruega, 1º na Finlândia e na Suécia (terra natal). A recepção da crítica foi no máximo boa. Afirmaram que aqueles que gostaram do material mais recente da banda iriam gostar deste também e que este não é a abominação que pensavam, no entanto. Um dos elogios recebidos foi o fato da banda soar já como veterana ao trazer vários elementos na mesma mistura e com criatividade. De fato, sem fanatismos com acusações bobas de “sonoridade leve e comercial”, “Siren Charms” é um ótimo álbum. O problema é que existem alguns elementos (efeitos rápidos eletrônicos) que podem causar certo desconforto. Logo, metaforicamente e em tom cômico, se este trabalho fosse uma comida seria um “arroz com passas”. O Metal continua firme e forte, mas deu espaço para sonoridades mais acessíveis e melódicas. Os mais antigos e de gosto limitado podem torcer o nariz, mas “Siren Charms” podem trazer novos fãs, afinal a arte não pode ter limites.

Faixas (clique e ouça):
1- In Plain View
2- Everything's Gone
3- Paralyzed
4- Through Oblivion
5- With Eyes Wide Open
6- Siren Charms
7- When the World Explodes
8- Rusted Nail
9- Dead Eyes
10- Monsters in the Ballroom
11- Filtered Truth
12- Become the Sky (bônus




                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: In Flames
Ano: 2014
Álbum de estúdio nº 11
Gravadora: Sony Music
País: Suécia






sábado, 21 de março de 2015

Resenha: Avantasia "The Metal Opera Part II" (2002)






















E a saga continua... Gravado entre junho de 2001 e abril de 2002, o segundo álbum da ópera Rock ou melhor Metal do Avantasia (projeto idealizado pelo alemão Tobbias Sammet) é lançado em 27 de outubro de 2002 via AFM Records. “The Metal Opera Part II” dá sequência à história fantasiosa sobre Gabriel Laymenn (interpretado/cantado por Tobbias). Um jovem noviço do século XVII que busca salvar a meia-irmã acusada de bruxaria pela Igreja Católica que ele mesmo segue. Ao tentar ajuda-la acaba sendo preso em uma masmorra e lá conhece um druida que diz que o ajudaria se este ajudasse a salvar o reino de Avantasia em um mundo paralelo. Gabriel aceita e lá conhece um elfo e um anão... Em suma, esta é parte da história. Rica em detalhes onde cada vocalista dá voz a um personagem. Por isso, a lista é grande. O “elenco” é formado por: Andre Matos (brasileiro e ex-Viper, Angra e Shaaman, Carreira solo) como Elfo Elderane, Bob Catley (Magnum) como Árvore da Sabedoria, David DeFeis (Virgin Steele) como Frei Jakob, Kai Hansen (Gamma Ray) como Regrin o Anão, Oliver Hartmann (ex-At Vance) como Clemens IIX, Michael Kiske (ex-Helloween) como Druida Lugaid Vandroiy, Ralf Zdiarstek (Warrior) como Oficial de justiça Falk Von Kronberg, Rob Rock (ex-Impellitteri, Carreira Solo) como Bispo Von Bicken, Sharon den Adel (Within Temptation) como Anna Held, Timo Tolkki (Stratovarius) como Misteriosa Voz da Torre, além do já citado Tobias Sammet (Edguy) como Gabriel Laymann. Já na parte instrumental... Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire) na Bateria, Eric Singer (Kiss) na Bateria na última faixa do álbum, Frank Tischer no Piano (nas faixas 1, 4 e 7), Henjo Ricther (Gamma Ray) na Guitarra, Jens Ludwig (Edguy) na Guitarra (líder nas faixas 5 e 9), Markus Grosskopf (Helloween) no Baixo, Norman Meiritz na Guitarra (guitarra rítmica na faixa 10), Timo Tolkki (Stratovarius) guitarrista ("The Seven Angels" e "Into the Unknown") e Tobias Sammet (Edguy) Teclado, Orquestrações e Baixo (na faixa 10). 

Novamente, o material aqui apresentado é lado épico e grandioso do Symphonic Metal aliado às melodias grudentas, refrãos marcantes e a velocidade do Power Metal. “The Seven Angels” abre já sintetizando a essência do álbum. Longa, com mais de 14 minutos de duração. O início é até lento, denso e atmosférico. Em seguida, vários vocalistas (personagens) da história surgem se intercalando nos vocais. Neste caso, além do idealizador Tobbias Sammet, a faixa conta com a participação de Matos, DeFeis, Hansen, Kiske, Hartmann e Rock. Sendo uma música tão grande às variações e a riqueza de detalhes se fazem presentes. Há momentos mais rápidos outros mais densos, em alguns a bateria chama mais a atenção em outro é a guitarra ou mesmo o piano. Independente da história, o ouvinte em “Seven...” escuta uma faixa alegre como um musical. Destaque também para o solo e dentre os convidados para o lindo trecho ao final com Andre Matos e Kai Hansen. 

Depois da pompa do início, vem o Power Metal direto e veloz de “No Return”. A trinca é formada por Sammet, Andre e Michael. O refrão com o apoio de coros, além da melodia podem a deixar manjada, mas ela acaba se tornando eficaz e irresistível. Principalmente depois de escutar o solo. O contraste se repete com “The Looking Glass”. Mais cadenciada, mas ainda bem melódica. Porém, pela sequência de músicas e a própria composição em si talvez esta não chame muita atenção. Tobbias canta Bob Catley. E depois de uma épica, uma rápida, uma cadenciada... Agora era a vez de uma balada: “In Quest For”. Novamente, a dobradinha com Catley. Ele começa a capela ao piano e depois é acompanhado pelo idealizador do projeto. Ambos vão se revezando até o refrão que demora para chegar, porém ele não destoa do “corpo” da faixa e é melodioso, calmo e orna com a faixa toda. 

The Final Sacrifice” começa com órgão, mas dá espaço para um Heavy Metal bem pesado e rápido. Tobias dá até alguns belos agudos. Refrão veloz deixa a faixa mais próxima do Metal tradicional, além da participação de David DeFeis. De fato, empolgante. “Neverland” é daquelas faixas típicas de Power Metal que já te entregam a melodia grudenta da faixa já nos primeiros 30 segundos. Rápida, melodiosa e cheia de energia. Direta e com um refrão para cantar junto. Conta com a participação de Rob Rock. “Anywhere” é uma balada de Tobbias ao piano. A melodia singela vai crescendo até o refrão grudento/chiclete/super sentimental. No meio, porém, ela ganha a companhia de guitarra, baixo e bateria e fica mais dramaticamente épica. 

Em “Chalice Of Agony” a velocidade volta sem cessar e junto de Andre Matos. Poderíamos classifica-la com uma música do Helloween só que na versão turbinada. Por causa da estrutura, melodia e timbre das guitarras. Destaque também para o belo solo. Já “Memory” segue a linha do Heavy Metal tradicional com direito a um super agudo logo no início com Ralf Zdiarstek. A última faixa é “Into The Unknown”. Sinfônica, suave e atmosférica, conta com os vocais de Sharon den Adel. Mesmo sendo considerado um ótimo trabalho pelos críticos, afinal veio da mesma “forma” que o anterior, alguns apontaram que esta parte 2 é inferior à primeira. Uns a chamaram de “sobras de estúdio” e outros disseram que ela não era “tão metal”.  Acima de tudo, no entanto, “The Metal Opera Part II” é um trabalho brilhante de Power Metal cheio de sinfonias. As melodias alegres e grudentas, as variações de vocais, a história e afins, transformam esta obra (para este autor) até mais interessante que “The Metal Opera (parte I)”. 



Faixas (clique e ouça):
1- The Seven Angels
2- No Return
3- The Looking Glass
4- In Quest For
5- The Final Sacrifice
6- Neverland
7- Anywhere
8- Chalice Of Agony
9- Memory
10- Into The Unknown




                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.


Banda: Avantasia
Ano: 2002
Álbum de estúdio nº 2
Gravadora: AFM Records
Gênero: Symphonic Metal
País: Alemanha








quarta-feira, 18 de março de 2015

Resenha: Avenged Sevenfold "Hail To The King" (2013)


O renomado baterista americano Mike Portnoy (ex-Dream Theater) não conseguiu nem “esquentar” o banquinho da bateria da banda americana de Alternative Metal Avenged Sevenfold. Entrou em 2010 e saiu em 2010. Após substituir o falecido Jimmy "The Rev" Sullivan e gravar o álbum “Nightmare”, Portnoy saiu do grupo e deixou a vaga para Arin Ilejay. Em 2 de maio de 2011, lançaram a música “Not Ready to Die" para o jogo “Call Of Duty: Black Ops II”. Primeira participação em estúdio de Ilejav. E no ano seguinte, em 24 de setembro, a banda lançou a faixa “Carry On” para o mesmo jogo. E esta já apontava o caminho que seria seguido pela vindoura sexta obra. De fato, comparado ao restante da carreira do grupo ela soa surpreendente. É um Power Metal ao melhor estilo europeu como, principalmente, o do Helloween (aliás, a estrutura soa bastante similar com a canção “March Of Time” (“Keeper Of The Seven Keys Part II” de 1988). Lançado em 27 de agosto de 2013, “Hail To The King” foi o primeiro álbum a não contar com nenhuma participação de “The Rev”. Além de Arin na bateria formam a banda Johnny Christ (baixo e backing vocals), M. Shadows (vocalista), Synyster Gates (guitarra solo e backing vocals) e Zacky Vengeance (guitarrista rítmica e backing vocals). 

Novamente, a parceria com o produtor Mike Elizondo é realizada e a obra foi lançada pela gravadora Warner Bros Records. A intenção do Avenged era a de criarem um álbum que homenageasse o Metal clássico. Isso já fica evidente pela arte da capa. Predominantemente preta e com a caveira mascote branca tradicional dos americanos. Logo vem à mente a capa do álbum preto do Metallica (1991). A tensão dramática no início com a bateria bem evidente e acompanhada de orquestração, logo dá espaço para um Hard n’ Heavy proveniente das guitarras em “Shepherd of Fire”. Este clima denso perdura em uma faixa que lembra exatamente a sonoridade do álbum da banda de Lars Ulrich e James Hetfield anteriormente. A letra sobre o “pastor de fogo” pode ser entendida como uma metáfora sobre o diabo: “I am your pride. Agent of wealth. Bearer of needs. (And you know it's right). I am your war. Arming the strong. Aiding the weak./ Eu sou o seu orgulho. Agente da riqueza. Portador de necessidades. (E você sabe que é certo). Eu sou sua guerra. Armando os fortes. Ajudando os fracos.” 

A faixa-título começa com um ótimo riff de guitarra. Aos poucos os outros instrumentos vão entrando na música e vai crescendo até se tornar um Hard Rock envolvente e com um refrão memorável. Destaque também para o ótimo solo. A parte lírica também evidencia que o Avenged Sevenfold “homenageou” as bandas de Metal “das antigas”. Afinal, ela fala sobre era medieval e também ser entendida como uma crítica indireta aos governantes que gozam de poder enquanto o povo vive na miséria acompanhada apenas do medo da violência: “Blood is spilt while holding keys to the throne. Born again but it's too late to atone. No mercy from the edge of the blade. Dare escape and learn the price to be paid./ Sangue é derramado enquanto segura as chaves para o trono. Nasce de novo, mas é tarde demais para reconciliar. Nenhuma piedade da borda da lâmina. Ouse escapar e aprenda o preço a ser pago.” 

O início de “Doing Time” é Hard Rock puro à la década de 80 como Guns N’ Roses (“It´s So Easy”, principalmente) e Mötley Crüe. É perceptível alguns toques de Punk, por causa do som simples e direto. Depois de Guns... Mais Metallica e, agora, da uma maneira mais escancarada possível. “This Means War” é quase uma releitura de “Sad But True”. É impossível escuta-la e não pensar na outra. A maior diferente é o refrão mais melódico e acessível. A letra é sobre guerra e suas consequências na mente de um soldado: “There's nothing here for free. Lost who I want to be. My serpent blood can strike so cold. On any given day. I'll take it all away. Another thought I can't control./ Não há nada aqui de graça. Perdi quem eu quero ser. Meu sangue de serpente pode atacar tão friamente. Em um dia qualquer. Eu vou levar tudo isso embora. Outro pensamento que eu não posso controlar.” 

E nem só de homenagens a bandas clássicas do estilo vive “Hail To The King”. Os primeiros segundos de “Requiem” lembram “Year Zero” do Ghost com o coro à capela em latim. Porém, o som segue com a cara do Avenged em um ritmo cadenciado. Tudo pesado e dramático. Novamente, destaca-se o trabalho de guitarras na melodia e no solo. Letra é uma “oração negra”: “Grant them eternal rest, oh, lord. Embrace them into your army of undead. Strike with vengeance those who oppose your will. And lay waste to all the opposition set before you. Walk with them and shield them from the blinding light of servitude. And devastate your enemies as they die by your hand. Amen./ Conceda-lhes descanso eterno, ó, senhor. Aceite-os em seu exército de mortos-vivos. Ataque com vingança aqueles que se opõem a sua vontade. E assole toda a oposição posta diante de ti. Caminhe com eles e proteja-os da luz ofuscante da servidão. E devaste seus inimigos enquanto eles morrem pelas suas mãos. Amém.” 

Na sequência, vem a balada acústica “Crimson Day”. Ela começa a capela acompanhada do violão e vai crescendo aos poucos com a entrada da guitarra, baixo e bateria. Uma faixa bem acessível e com algumas melodias memoráveis. Letra bem afetuosa: “Dark years brought endless rain. Out in the cold I lost my way. But storms won't last, they clear the air for something new. The sun came out and brought you through./ Anos sombrios trouxeram uma chuva sem fim. Lá fora no frio eu perdi meu caminho. Mas as tempestades não vão durar, elas limpam o ar para algo novo. O sol saiu e trouxe você com ele.” O peso moderado volta com os dos riffs espaçados para evidenciar a coxinha (baixo+bateria) em “Heretic”. A parte lírica fala sobre julgamentos errados. Algo bastante aplicável no dia a dia tamanha a quantidade de injustiças do cotidiano como punições a inocentes e a tal “justiça com as próprias mãos”: “My flesh will feed the demon. No trial, no case for reason. I’ve been chosen to pay with my life. Mad men define what mad is. Turning witches and saints to ashes. Rising masses, marching to find heretic blood./ Minha carne vai alimentar o demônio. Sem julgamento, sem caso para a razão. Eu fui escolhido para pagar com a minha vida. Homens loucos definem o que é louco. Transformando bruxas e santos em cinzas. Aumentando as massas, marchando para encontrar sangue herege.” 

Não esquecendo também de todos os problemas causados pelo Cristianismo com a perseguição e morte de várias pessoas acusadas pelos mais diversos crimes como, por exemplo, bruxaria. A melodia, o dedilhado e o crescente da faixa gera uma expectativa no ouvinte em “Coming Home”. Destaque para a performance de M. Shadows e ao guitarrista Synyster Gates pelo solo e o próprio timbre de guitarra, além do refrão memorável. Lembra, de certo modo, a dinâmica mais direta de algumas músicas do Iron Maiden e Heavy Metal tradicional em geral. Pode ser entendida como uma letra sobre superação de problemas: “Escaped the hail of calculated mortars. Then drank the blood of a king. The desert rain has washed away direction. Had angels looking after me./ Escapei da saraivada de morteiros calculados. Depois, bebi o sangue de um rei. A chuva do deserto levou embora a direção. Tive anjos cuidando de mim.” 

O início pomposo/orquestrado acompanhado de guitarra e bateria dão um tom dramático a “Planets” similar ao da faixa título. Pesada e sinistra, em certo chega a lembrar de “Progenies Of The Great Apocalypse” da banda de Synphonic Black Metal norueguesa Dimmu Borgir. Agora o tema guerra aqui não é tratado na Terra... E sim no espaço! Guerra galáctica ao melhor estilo Star Wars: “Damage, galaxy destruct. Endless, celestial orbit corrupt. You will be forgotten like the others lost in time. Dead civilization left behind./ Dano, galáxia destruída. Interminável, órbita celestial corrupta. Você vai ser esquecido como os outros perdidos no tempo. Civilização morta deixada para trás.” A última faixa é balada ao piano, densa e dramática “Acid Rain”. As batidas compassadas da bateria ficam bem em evidência. A letra pesada fala sobre um apocalipse com chuva ácida, porém as personagens retratadas aqui não possuem medo da morte...: “There's no death, no end of time, when I'm facing it with you./ Não há morte, nem fim dos tempos, quando estou enfrentando isso com você.” 

Ao se ver as opiniões a cerca de “Hail To The King” vemos como o Brasil enxerga de uma maneira diferente da internacional. Lá fora o álbum recebeu críticas ótimas em média. Uma das notas mais baixas foi apenas um “bom” dado pela Revista Rolling Stone dos Estados Unidos. Já aqui... Se por um lado alguns apontavam o lado positivo como “evolução” da banda e que poderia ser algo atraente para detratores, outros acusaram a sonoridade genérica, que o resultado poderia ser bem melhor que o apresentado, além de dizerem que isso não foi uma homenagem aos clássicos do gênero e sim um roubo! De fato, o Avenged Sevenfold errou um pouco na dose em vários momentos. As referências ficaram tão descaradas que soaram como plágio, infelizmente, mesmo não sendo essa a intenção. Outros trechos simplesmente não chamam atenção e nem geram emoção como nas baladas. Apesar destas partes artificiais “Hail...” mostra que a banda amadureceu e deixou de fazer um som juvenil/bobinho. A finalidade definitiva para “Hail To The King” é a de ser uma porta de entrada. Os “haters” podem se sentir atraídos pelas semelhanças com sons do Metallica, Guns N’ Roses e Iron Maiden. Já os fãs mais novos do Avenged podem fazer o caminho contrário e conhecerem as bandas clássicas do Metal. Mesmo a ideia sendo boa seria interessante que ela não se repetisse no sétimos lançamento. Mas provavelmente não será afinal a cada obra a sonoridade destes muda. “Hail To The King” significa algo em português como “Saúdem o Rei”. E foi que eles fizeram com os vários reis do estilo... Espero que no futuro, quando os primeiros se forem, eles possam receber a coroa do Metal e que sejam saudados como reis.



Faixas (clique e ouça):
5- Requiem
7- Heretic
9- Planets



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.


Banda: Avenged Sevenfold
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 6
Gravadora: Warner Bros. Records
País: Estados Unidos





sábado, 14 de março de 2015

Resenha: Metallica "Kill 'Em All" (1983)























Em 1983, depois de superarem vários problemas incluindo a troca de integrantes (de forma bastante conturbada) a banda americana Metallica já tinha conquistado algo importantíssimo: fãs. Com apenas 2 anos de existência o nome do grupo já estava na boca dos jovens metaleiros da costa Oeste a Leste dos Estados Unidos. Tudo graças à troca de fitas, ao boca a boca do público e ao esforço de tocarem ao vivo a maior quantidade de vezes possíveis e em todos os lugares. Cliff Burton (baixo), James Hetfield (vocal e guitarra base), Kirk Hammett (guitarra solo) e Lars Ulrich (bacteria) viram que era a hora de dar o próximo passo na carreira depois de produzirem vários demos. O sonho do primeiro álbum inteiro precisava ser concretizado. Porém, existia um problema... 

O empresário, Jon Zazula, bem que tentou apresentar a sonoridade do quarteto para várias gravadoras, mas sempre obteve um grande não na cara. Como nenhuma porta queria se abrir, eles decidiram montar o próprio selo independente para gravar o álbum de estreia. Nascia a Megaforce Record. Quem surge para apontar o rumo do Metallica é o “guerreiro do Metal” Joey DeMaio, baixista da banda de Heavy Metal (épico) Manowar. DeMaio indicou o mesmo estúdio onde a banda dele havia gravado recentemente. Solucionado isso, surge um novo empecilho: o valor da gravação. O trabalho todo custaria 15 mil dólares! Zazula conseguiu pagar a quantia, mas quase foi a falência. Uma vez em estúdio, Jon mostrou uma outra faceta. Ele era controlador e não permitia que o próprio Metallica tivesse acesso ao material registrado ou que palpitasse a respeito da produção. O produtor foi Paul Curcio. Um sujeito que, segundo James, estava mais preocupado em saber se o café estava pronto e o que fariam depois de acabarem as seções daquele dia. Apesar da falta de apoio neste momento importante e mesmo com a sonoridade fraca criaram um álbum impetuoso e arrogante. Algo que condizia com a jovialidade dos integrantes. Era um louvor a si mesmos e ao Metal. Sendo assim, era lançado em 25 de julho de 1983 “Kill ‘Em All”. 

Porém este não era o título original da obra. A primeira versão se chamava “Metal Up Your Ass” (“Metal Dentro da Sua Bunda”) e a capa trazia um vaso sanitário com um braço emergindo segurando uma vaca. A distribuidora do material “surpreendentemente” achou o nome “um pouco pesado”, por isso pediu para que mudassem. Os integrantes não gostaram nenhum pouco da ideia. Principalmente, Cliff Burton. Ao saber da notícia disse em resposta: “Kill ‘Em All” (matem todos eles) referindo-se aos produtores. Lars gostou da brincadeira e assim nasci o nome definitivo. Álbum constituído basicamente pelas mesmas músicas apresentadas na demo “No Life 'til Leather” ainda em 1982. 

A abertura em ‘crescendo’ de “Hit the Lights” já gera expectativa e empolgação no ouvinte. A bateria já chama atenção. A qualidade de gravação superior ajuda, mas Hetfield já mostrava uma ligeira melhora na performance vocal em comparação a demo independentemente. O refrão falado e os riffs podem agradar. O fato é que aquela velocidade e raiva da faixa transbordava energia adolescente. A letra a devoção ao Metal pela banda e as pretensões dos mesmos: “No life till leather. We are gonna kick some ass tonight. We got the metal madness. When our fans start screaming. It's right well alright. When we start to rock. We never want to stop again./ Não há vida antes do couro. Vamos chutar alguns traseiros esta noite. Ficamos com a loucura do metal. Quando nossos fãs começam a gritar. Esta certo, bem certo. Quando começamos a agitar. Nunca queremos parar novamente.” 

Criada por Dave Mustaine (e lançada ainda com ele na demo citada acima) “The Mechanix” falada sobre “carros” (na verdade, ela era composta por várias frases de duplo sentido com conotação sexual): “You say you want your order filled. Made me shiver when I put it in. Pumping just won't do, you know, lucky for you./ Você diz que quer a sua encomenda cheia. Me fez tremer quando eu colocá-lo em. Bombeamento só não vai fazer, você sabe, sorte para você.” Para não ficarem com algo que remetesse ao ex-guitarrista, o Metallica resolveu manter a música só que uma letra diferente. Rebatizada de “The Four Horsemen” falava sobre a força dos quatro cavaleiros do apocalipse. Uma óbvia alusão aos próprios integrantes da banda: “The Horsemen are drawing nearer. On the leather steeds they ride. They have come to take your life./ Os cavaleiros estão aproximando-se. Nas selas de seus cavalos eles vagueiam. Eles vieram para tomar a sua vida.” 

Mustaine, no entanto, depois do lançamento e por muitos anos criticou os ex-companheiros de grupo por “roubarem” a ideia dele. Sendo assim, a versão original de “The Mechanix” foi lançada no álbum de estreia do Megadeth de Dave em “Killing is My Business... And Business is Good!” (1985). “The Four...” é rápida, mas não possui a mesma velocidade da versão demo ou a de “Killing...”. Esta é mais melodiosa e possui até um trecho atmosférico no meio. Kirk se destaca com o solo e o próprio riff da faixa que, aliás, lembra um pouco o de “Detroit Rock City” do Kiss. Motorbreath” abre com a bateria de Lars e um riff contagiante de guitarra. O lado punk fica evidente aqui, pois a música simples, pesada e direta. Sem rodeios. Destaque para o refrão marcante e para o bom trabalho de guitarras. Esta sim falando sobre o prazer proporcionado pela velocidade de uma corrida de automóveis: “Motorbreath. It's how I live my life. I can't take it any other way. Motorbreath. The sign of living fast. It is going to take. Your breath away./ Gás de escapamento. É como eu vivo a minha vida. Não consigo ser de outro modo. Gás de escapamento. Uma marca de viver rápido. Isto vai tirar o. Teu fôlego.” 

Já a seguinte, “Jump in the Fire” tem uma sonoridade simples com um híbrido de Heavy Metal inglês da época (a tal influência da Nova Era do Heavy Metal Britânico) com um pouco do estilo de fácil assimilação e de “agressividade limitada”. O refrão é bem adolescente. No futuro, Lars confessou que a ideia com esta era fazer algo como o Iron Maiden fez com “Run To The Hills”, ou seja, algo acessível e direto. A parte lírica é um convite do diabo: “With hell in my eyes and with death in my veins. The end is closing in. Feeding on the minds of man. And from their souls within. My disciples all shout to search out. And they always shall obey. Follow me now my child not the meek or the mild. But do just as I say. So come on. Jump in the Fire./ Com o inferno em meus olhos com morte em minhas veias. O fim está chegando. Alimentando as mentes dos homens. E as suas almas. Meus discípulos todos ordenados a encontrar. E eles devem sempre obedecer. Sigam-me agora minhas crianças não os mansos e meigos. Mas façam apenas o que eu disser. Então venha. Pule no fogo”. 

O baixista Cliff Burton tem o próprio momento de brilho na instrumental “(Anesthesia) Pulling Teeth” super distorcida e com pedal wah-wah. Após, vem uma das músicas que mais chamaram atenção no cenário Metal da época para o Metallica. Em “Whiplash” a velocidade é o destaque. Naquela época (e por mais uns poucos anos) existia uma competição simbólica entre todas as bandas para saber qual era a que conseguia tocar mais rápido. A banda de Lars e companhia era uma das grandes candidatas ao posto em 1983, mas concorria diretamente com os compatriotas e irmãos de Thrash Metal do Slayer que lançou no mesmo “Show No Mercy”. Também trabalho de estreia. Vários grupos se inspiraram nessa técnica frenética. Esta faixa é mais clara influência de Punk e Motörhead que poderiam apresentar. Cru, direto, riff de “cerrote” e sem espaço para melodias. A letra “infantil” inocente mostra a banda ainda no início com a mente cheia de sonhos, mas com muita energia para “destruir tudo”: “Bang your head against the stage. Like you never did before. Make it ring Make it bleed. Make it really sore. In a frenzied madness. With your leather and your spikes. Heads are bobbing all around. It is hot as hell tonight./ Bata sua cabeça no palco. Como nunca fez antes. Faça ela latejar, faça sangrar Faça ferir de verdade. Em uma loucura frenética. Com suas roupas de couro e espinhos. Cabeças balançam a sua volta. Está quente como o inferno hoje.” 

Riff, riff, riff... O começo de “Phantom Lord” é bem veloz e Thrash, porém no meio há espaço para algo mais lento e atmosférico. Simples, intercala o riff entre as estrofes. Vale lembrar que “Phantom Lord” é o mesmo nome de uma das várias bandas criadas por James Hetfield.  Uma música em honra ao “Lorde Fantasma” e o exército de metaleiros cheios de couro com o seguiam: “Hear the cry of War. Louder than before. With his sword in hand. To control the land. Crushing metal strikes. On this frightening night. Fall onto your knees. For the Phantom Lord./ Ouça o grito de guerra. Mais alto que nunca. Com sua espada nas mãos. Para controlar a terra. Batidas massacrantes de metal. Na noite aterrorizante. Caia de joelhos. Frente ao Lorde fantasma.” 

Apesar de iniciar com um belo e longo solo virtuoso “No Remorse” se caracteriza por um simples guiado por um riff repetitivo. A letra fala dos horrores da guerra: “Attack. Bullets are flying. People are dying. With madness surrounding all hell's breaking loose…/ Ataque. Balas estão voando. Pessoas estão morrendo loucamente. Cercando a todos, o inferno está se libertando.” Já a seguinte começa com um riff memorável na introdução em “Seek & Destroy”. Faixa mais lenta com apenas uma variação de tempo no meio. O refrão feito para ser cantando em coro ao vivo. Fala sobre o espírito caçados e destruidor... “Our brains are on fire with the feeling to kill. And it will not go away until our dreams are fulfilled. There is only one thing on our minds. Don't try running away, 'cause you're the one we will find. Ler a parte da biografia da banda e que fala de cada faixa./ Nossos cérebros estão queimando com a vontade de matar. E ela não irá embora até que nossos sonhos estejam completos. Só há uma coisa em nossas mentes. Não tente fugir, pois você é aquele que encontraremos.” A última música, no entanto, traz novamente a velocidade com aquele certo DNA Hardcore Punk... E com muita energia e louvando o próprio Metal! “We are as one as we all are the same. Fighting for one cause. Leather and metal are our uniforms. Protecting what we are. Joining together to take on the world. With our heavy metal. Spreading the message to everyone here. Come let yourself go. On through the mist and the madness. We are trying to get the message to you. Metal Militia./ Nós somos como um só como se fôssemos o mesmo. Lutando por uma causa. Couro e metal são nossos uniformes. Protegendo o que somos. Juntando-se para conquistar o mundo. Com o nosso heavy metal. Espalhando a mensagem para todos aqui. Venha, deixe-se ir. Dentro da névoa e loucura. Tentamos levar a mensagem a você. Milícia do metal.” Em 1983, o Metal começava a receber mais atenção nos Estados Unidos. O estilo estava crescendo, porém o segmento era outro... Era o Glam das bandas principalmente de Los Angeles com o visual andrógeno misturado ao couro preto tradicional britânico em uma sonoridade mais acessível. Este foi um dos motivos da banda ter se mudado de LA para San Francisco capital da Califórnia. O Metallica estava longe de fazer algo parecido com isso. O som destes era uma mistura dos riffs do Metal inglês com a atitude crua e direta Punk com algo novo e agressivo. De fato, um som que não agradaria as massas. Nascia o Thrash Metal! Na época, os críticos não prestaram atenção no lançamento... Mas o público metaleiro sim! Eles sabiam que aquilo era diferente e que tudo o que viria depois também seria. Na questão de números, a massa só “descobriu” “Kill ‘Em All” três anos depois quando foi lançado o clássico terceiro álbum do Metallica “Master of Puppets”, mas aí é outra história... Em 1986, alcançou a posição 155 no ranking Billboard americana. Em 1988, o álbum voltou a aparecer no Top americano graças ao quarto trabalho do grupo “...And Justice For All” e chegou à melhor colocação até hoje: 120. Ao todo foram 3 milhões de cópias vendidas só na Terra do Tio Sam até 1999. No Canadá e Reino Unido foram outras 100 mil cópias em cada país. As resenhas foram super positivas. A revista estadunidense Rolling Stone classificou-o na 35ª posição entre os 100 melhores álbuns da década 80. A mesma publicação também afirmou que este foi a 55ª melhor estreia de um artista. A revista inglesa de Metal “Kerrang!” deram a eles a posição 29 dentre os 100 melhores álbuns de Heavy Metal de todos os tempos. No Brasil “Whiplash” foi trilha da abertura do programa “Fúria Metal” da emissora MTV nos anos 90. Já “Motorbreath” foi o do programa de web-rádio “Heavy Nation” do UOL. De fato, “Kill ‘Em All” refleta a mentalidade, qualidades e imitações do Metallica na época ainda tão jovens e espinhentos. A questão é que sentimento e orgulho de ser “pequeno” nunca fez parte dos integrantes. Diferentemente de outros grupos que copiaram o modelo deste trabalho. Lars Ulrich, principalmente, pensava grande... Muito grande... Ele não queria ser mais um... E sim ser líder da maior banda de Metal da Terra! “The show is through the metal is gone. It is time to hit the road. Another town Another gig. Again we will explode. Hotel rooms and motorways. Life out here is raw. But we will never stop. We will never quit. Cause we are METALLICA./ O show acabou, o metal já foi. É hora de pegar a estrada. Outra cidade, outro espetáculo. Novamente iremos explodir. Quartos de hotel e estradas. A vida fora disso é triste. Mas nós nunca iremos parar. Nós nunca terminaremos. Pois somos o Metallica.” (trecho da letra de “Whiplash”). 




Faixas (clique e ouça):
1- Hit the Lights
2- The Four Horsemen
3- Motorbreath
4- Jump in the Fire
5- (Anesthesia) Pulling Teeth
6- Whiplash
7- Phantom Lord
8- No Remorse
9- Seek & Destroy
10- Metal Militia


                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

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Nota do álbum.

Banda: Metallica
Ano: 1983
Álbum de estúdio nº 1
Gravadora: Megaforce Records
Gênero: Thrash Metal
País: Estados Unidos






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