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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Resenha: Beatallica "Abbey Load" (2013)


E depois de quatro anos de intervalo, a banda de Trick/Comedy Metal (na prática tocam Rock e Heavy Metal com letras cômicas) americana Beatallica lança o terceiro álbum da carreira em 16 de abril de 2013. “Abbey Load” (título resultado da mistura entre “Abbey Road” de 1969 dos Beatles + “Load” de 1996 do Metallica) mantêm quase todas as características dos trabalhos antecessores. Alguns deles como a mesma formação com Grg Hammetson (George Harrison + Kirk Hammett e que é guitarrista e backing vocals, mas que o nome verdadeiro é Jeff Hamilton), Jaymz Lennfield (James Hetfield + John Lennon e que é o letrista, vocalista e guitarrista base, que se chama na verdade Michael "Tinker" Tierney), Kliff McBurtney (Cliff Burton + Paul McCartney e que é baixista e backing vocals, mas que chama Paul Terrien) e Ringo Larz (Ringo Starr + Lars Ulrich e que o baterista e backing vocals, porém se chama Ryan Charles) mantém também o bom humor, auto astral e criatividade na mistura de músicas dos ingleses dos Beatles com a dos americanos do Metallica. A maior novidade aqui é o fato de este ser o primeiro álbum do Beatallica a não utilizar letras parodiando as versões originais. Sendo assim, esta resenha se abdicará de reproduzir o conteúdo lírico. Elas serão utilizadas nas própria banda de Lennon. Outra coisa que se nota é a grande quantidade de faixas com duração curta. Com média de 1 minuto e meio. 

A capa é uma paródia da de “Abbey Road” dos Beatles. “Come Together” (original da própria “Abbey Road” de 1969)  de imediato já apresenta a nova proposta do grupo, ou seja, imaginar como seria o Metallica interpretando as músicas dos quatro garotos de Liverpool, mas sem piadinhas ou sátiras. Toda a estrutura da música original é respeitada, é claro, mas aferida do peso do Metal e dos cacoetes de James Hetfield - ou melhor - de Jaymz Lennfield. Oh yeah? O mesmo estilo segue em “I Saw Her Standing There” (original de “Please Please Me” de 1963). Em “Michelle” (original de “Rubber Soul” de 1965), no entanto, a introdução é um cover de “From Whom The Bell Tolls” (“Ride The Lightning” de 1984) do Metallica. A música se mescla com a melodia da música dos Beatles. A clássica “Help!” (original de “Help!” de 1965) dos ingleses é “coverizada” a lá Metallica e ganha até passagens de Thrash Metal. Destaque para o solo e para o trecho calmo e atmosférico ao final da faixa. A fase “bons moços” dos Beatles no começo da carreira está em “Please Please Me”. Em síntese, simples, acessível e singela. 

Após, vem a instrumental “Blackbird” (original de “The Beatles” de 1968). Acústica, apenas no violão também possui um trecho de “Fade To Black” (“Ride The Lightning”) do Metallica. Depois, vem uma versão mais agitada de “You Never Give Me Your Money” (original de “Abbey Road”). “King of Nothing” (“Load” de 1996) dos americanos serve de melodia para “Sun King” aqui. Há até a inclusão de trechos de Lennfield cantando em italiano. Fica ainda mais engraçado se imaginar o verdeiro Hetfield fazendo isso. A primeira de várias curtinhas (com menos de 2 minutos na obra). Mean Mr. Mustard” (original de “Abbey Road”) original dos Beatles é acrescida aqui de “The Four Horseman” (“Ride The Lightning”) do Metallica. Aliás, uma versão mais próxima da do Megadeth “The Mecanix” (“Killing Is My Business... And My Business Is Good” de 1985), pois é mais rápida e pesada, do que a da banda de Lars. 

Polythene Pam” (original de “Abbey Road”) abre com “My Apocalypse” (“Death Magnetic”) e segue nesta mescla. E mostra que o Beatallica não excluiu o material mais recente dos californianos. “She Came In Through the Bathroom Window” traz “Dirty Window” (de “St.Anger” de 2003) do Metallica com a letra da original dos ingleses (de “Abbey Road”). “Golden Slumbers” traz alguns elementos da fase Load/Reload dos americanos com em mais uma faixa oriunda de “Abbey Road”. A “volta às raízes” acontece em “Carry That Weight” (original de “Abbey Road”), mas que possui o vigor do Thrash Metal de “Whiplash” (“Kill ‘Em All” de 1983) e o belo refrão contagiante dos Beatles em coro. “The End” (original de “Abbey Road”) mantém as mesmas características da original. Incluindo até um solo de bateria. Apesar disso há inserções de peso também. A última faixa, no entanto, é uma total brincadeira em estúdio com um dos integrantes pedindo para o Jaymz Lennfield repetir frases ridículas como: “I’m a pretty nice girl./ Eu sou linda garota legal”. Verso adaptado da original “Her Majesty” (também a última de “Abbey Road”). 

Mesmo com os problemas legais enfrentados pelo uso do material dos Beatles, o Beatallica não perdeu a piada... Literalmente! Mesmo até utilizando as letras originais dos ingleses ao invés de parodia-las. E novamente apresentaram a combinação de dois mundos distintos do universo do rock. Sonoramente, a banda pode agradar mais em um momento do que em outro. Porém mostra uma performance mais “profissional”, agradável e natural. Uma ótima oportunidade para escutar um som simples, mas divertido e que pode ser o elo entre os fãs do quarteto de Liverpool e do grupo liderado por James Hetfield e Lars Ulrich e vice versa.




Faixas (clique e ouça):
1- Come Together
2- I Saw Her Standing There
3- Michelle
4- Help!
5- Please Please Me
6- Blackbird
7- You Never Give Me Your Money
8- Sun King
9- Mean Mr. Mustard
10- Polythene Pam
11- She Came In Through the Bathroom Window
12- Golden Slumbers
13- Carry That Weight
14- The End
15- Her Majesty



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Beatallica
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Oglio Records
País: Estados Unidos



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Curiosidades: Metallica | Os problemas de 83



Os primeiros shows com a nova formação (com Cliff Burton no baixo, James Hetfield guitarra base e vocal, Lars Ulrich na bateria e Kirk Hammett na guitarra principal) foram como abertura da banda de Metal Extremo inglesa Venom. Estes também ficaram na casa dos Zazula. Depois do primeiro show, James e Cronos (vocalista da outra banda) caíram no cão literalmente de tão bêbados. Hetfield machucou a cabeça e teve de levar seis pontos. Mas este não foi o único problema ocorrido com o Venom envolvido na história... Sem querer, em uma ocasião quase queimaram a cozinha de Jonny Z. No primeiro show, aliás, por pouco um acidente grave não aconteceu. Um dos roadies, por falta de comunicação, acabou colocando pólvora nos canos de morteiros, porém outro roadie já tinha feito isso um pouco antes. Este excesso fez a explosão uma que resultou em um rombo de 1 metro no chão e um dos canos ficou cravado no balcão do bar. 

Paralelo a isso, internamente, o Metallica enfrentava os próprios dilemas sobre o futuro. James queria ser apenas como guitarrista. Jess Cox, o primeiro vocalista da banda inglesa Tygers Of Pan Tang, foi uma das possibilidades. Porém, o que mais se aproximou de uma possível entrada foi John Bush, da banda de Heavy Metal tradicional também americana Armored Saint, mas este, com dezenove anos, preferiu se manter no Saint por conta da amizade com os outros integrantes. Além disso, o Metallica não parecia estar tão a frente em meados de 1983... Realmente o mundo dá voltas... John Bush conta, rindo agora, que poderia ter acabado com o Metallica e com o Metal em si se tivesse ingressado a banda de James e Lars. Ambos concordam que um dos fatores essenciais para o sucesso da banda foi ter James Hetfield como frontman. Ele inicialmente cantava de uma maneira estranha, mas melhorou muito com o tempo e se tornou um ícone. Hetfield não queria ser vocalista, porém. 

Depois de tanta confusão, o amor dos anfitriões se transformou em revolta. Mas isso era justificável afinal. Zazula expulsou o Metallica de casa, quando estes acabaram com o armário de bebidas dos Marshalls. Lá estavam guardadas garrafas de bebida que o casal mantinha desde o casamento. Ele os enviou ao um espaço de ensaios no Queens em Nova York. Um lugar muito sujo. Estes californianos se alimentavam de pão de forma e salsinha fria, basicamente. O Anthrax, banda contemporânea e também de Thrash Metal, deixa o grupo tomar banho na casa dos integrantes e dão a eles alguns aparelhos domésticos. A cena Metal no nordeste dos E.U.A. estava crescendo e já apresentava algumas figuras “metal”. 

Paralelo ao mundo do Heavy, o álbum “Thriller” de Michael Jackson bate todos os recordes de vendas de álbuns da história. Enquanto Zazula tentava convencer algum selo a lançar o Metallica, Michael parava o país ao apresentar o “moonwalk”. Cada gravadora de uma banda onde apostavam em marketing. Uma tinha Prince, outra o Def Leppard e etc. Aliás, o Leppard, era uma (senão única) banda britânica a fazer um sucesso estrondoso na “Terra do Tio Sam” com milhões de álbuns vendidos e singles nas paradas. O motivo? O som de fácil assimilação e a aparência colorida e festeira. O Iron Maiden só conseguiu penetrar no mercado quando trocaram o vocalista. Bruce Dickinson era mais melódico que o antecessor. Além destes, apenas o Judas Priest. A América não ligava para o Metal britânico. As bandas que faziam sucesso eram as de rock “soft” como o Duran Duran.



Leia a biografia de Lars Ulrich pré-Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica.

Leia sobre a entrada de Dave Mustaine.

Leia sobre a saída de Ron McGovney

Leia sobre Surge Cliff Burton. (postar link)

Leia sobre Bancados pelos Zazulas. (postar link)

Leia sobre Adeus Dave. (postar link)

Leia sobre Seja Bem-vindo Kirk. (postar link)



Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Resenha: Dead By April "Let The World Know" (2014)























No início de 2013, via Facebook, a banda de Metalcore sueca Dead By April, anunciou a saída de Jimmie Strimmel, um dos fundadores do grupo e que era responsável pelos vocais screamo. O motivo alegado desta desvinculação seria os problemas pessoais que estavam atrapalhando não só o próprio músico como a banda em si. Supõe-se que Jimmie estaria viciado em drogas. Strimmel é então substituído por  Christoffer Andersson. Com Andersson nos vocais rasgados, Alexander Svenningson (bateria), Marcus Wesslén (baixo), Pontus Hjelm (guitarra e teclado) e Zandro Santiago (vocais limpos) o Dead By April lança em 12 de Fevereiro de 2014 o terceiro álbum do grupo: “Let The World Know”. Pela gravadora Universal music. A banda mantém as mesmas características das duas primeiras obras, porém investe aqui um pouco mais em elementos mais melódicos e pops como nos efeitos eletrônicos e, principalmente, graças aos vocais de Zandro.  

Beautiful Nightmare” começa com toques de teclado à la piano e em seguida mostra o resumo do que a sonoridade deles: a mistura de vocais gritados e cantados, passagens mais pesadas de Metal em contraste com outras tão pops que lembram Brackstreet Boys, além da combinação entre o peso das guitarras e a melodia latente dos teclados. O mesmo estilo é seguindo em “Abnormal”. A diferença aqui é a utilização do efeito eletrônico dubstep, além do bom breakdown ao final. O destaque, no entanto, vai para a letra. Uma resposta àqueles que praticam bullying: “Who are you to call me abnormal? Who are you to say ugly? If you only knew how much it hurts me, it hurts me. I could ask: "Have you seen yourself in the mirror?" I'd rather keep my dignity. 'Cause it is my right to feel happy, happy./ Quem é você para me chamar de anormal? Quem é você para dizer feio? Se você soubesse o quanto isso me machuca, me machuca. Eu poderia perguntar. "Você já se olhou no espelho?" Eu prefiro manter a minha dignidade. Porque isso é o meu direito de me sentir feliz, feliz.” 

A velocidade do tradicional Metalcore marca o início de “Empathy”. O refrão é acessível, mas nada que se compare ao coro “oh, oh, oh” no meio da faixa. Destaque para o breakdown e a repetição do corinho para grudar na mente e se tornar um momento interessante ao vivo durante o show. A letra fala da dificuldade em gerar empatia entre duas pessoas: “Before you start judging. Try hard to see the person I am. I'm caring. I'm humble and understanding. I ask for your empathy. To think of me as friendly. To escape this reality. I will need your empathy./ Antes de começar a julgar. Tente difícil ver a pessoa que eu sou. Estou cuidando. Eu sou humilde e compreensão. Peço sua empatia. Para pensar em mim como amigável. Para escapar dessa realidade. Vou precisar de sua empatia.” A seguinte, “Done With Broken Hearts” começa pop e calma, mas logo ganha um pouco de peso e um pouco de scream vocals. Há até a utilização (propositalmente clara) de auto tune e distorção de voz à la Daft Punk. 

Já “As a Butterfly” tem o peso do Metal compassado acompanhado do teclado em evidência. Aliás, principalmente, no refrão soa como algo de Coldplay. A parte lírica conta a despedida de um indivíduo prestes a falecer: “I cannot stand by you! Till the end of the world. Like I said I would do! No, I won't be able to. Help you carry the weight of the world. My time has come. Silent as a butterfly! I'll be flying beside you. Watching above you! Silent as a butterfly!/ Eu não posso ficar do seu lado! Até ao final do mundo. Como eu disse que eu faria! Não, eu não vou ser capaz. De ajudá-la a carregar o peso do mundo. Chegou a minha hora. Silencioso como uma borboleta! Eu vou estar voando ao seu lado. Assistindo você de cima! Silencioso como uma borboleta!” O peso e a velocidade voltam em “Same Star”. O bateria arrisca até um quase blast beats e são os vocais screamos que prevalecem. Já os limpos aparecem no refrão e tornando a faixa, talvez, aquela com o mais acessível e grudento. Apesar da agressividade latente, a parte lírica fala da saudade causada pelo amor: “I turn to the sky wondering where you are. Wondering where you are. I wonder if we look up on the same star. Same star./ Viro-me para o céu perguntando onde você está. Querendo saber onde você está. Eu me pergunto se nós olhamos para cima na mesma estrela. A mesma estrela.” 

O lado mais sauve e radiofônico (quase uma powe-ballad Pop) do Dead By April está presente na faixa-título “Let the World Know”. Na parte lírica, a vontade de contar aos “quatro ventos” o que se sente: “Write it in magazines, in the papers. Put it all over the news, let 'em hear it. I wanna let the world know. How I feel, how I feel, how I feel. Cause I'm living my dreams to the fullest. Forever you and me. Nothing can intervene. I wanna let the world know. How I feel, how I feel, how I feel./ Escreva nas revistas, nos jornais. Coloque em todos os noticiários, deixe eles ouvirem. Eu quero que o mundo saiba. Como eu me sinto, como eu me sinto, como eu me sinto. Porque eu estou vivendo meus sonhos ao máximo. Para sempre você e eu. Nada pode intervir. Eu quero que o mundo saiba. Como eu me sinto, como eu me sinto, como eu me sinto.” 

Peso e screamos, além de breakdown, marcam o começo de “Peace of Mind”. Também chama a atenção o refrão de fácil memorização. Metalcore clichê, mas bem feito e com toques eletrônicos. Esta é motivacional e diz que você deve sair da sua zona de conforto e trabalhar duro para atingir seus objetivos: “Staying within your comfort zone. May feel saved, but it can have you fooled. It's treacherous. It's deceiving./ Ficar dentro de sua zona de conforto. Pode se sentir salvo, mas pode te enganar. É traiçoeiro. É enganoso.” Começa com toques eletrônicos e atmosférica “Freeze Frame”. Tudo bem Pop. Predomina a música eletrônica combinada aos clean vocals. O destaque em “Infinity x Infinity” é o riff. A faixa segue mais agitada até o refrão mais arrastado. 

My Tomorrow” é outra que mistura o peso do Metal com os toques de teclado que lembram piano. O refrão “pra cima” chama atenção. “Hold On” se foca nos screamos e breakdowns. A balada do álbum é “Replace You”. Romântica, suave, sentimental, completamente acessível e memorável. A atmosfera criada pela melodias dos violinos a deixam extremamente pronta para ser tocadas nas rádios: “There's nothing here in the world. That can replace you, no. There's nothing here in the world. I can face without you, no./ Não há nada aqui no mundo. Que possa te substituir, não. Não há nada aqui no mundo. Eu posso encarar sem você, não.” Na versão japonesa do álbum, há uma faixa bônus. Inicia-se leve e atmosférica “Cause I Need You”. E segue nesse estilo e com doses homeopáticas de peso. Tudo muito acessível e com um refrão extremamente chiclete! “Cause I Need You, Need You, Need You./ Porque eu preciso de você, preciso de você, preciso de você ”.  

Novamente, o Dead By April atingiu as posições mais altas da parada musical sueca, mas conquistou com a obra “apenas” no máximo a 5ª colocação. Enquanto que os dois álbuns antecessores da banda chegaram ao 2º lugar. Apesar da curta carreira (iniciada em 2007), a troca de integrantes, infelizmente, marca a história do grupo. Até agora estes suecos não conseguiram lançar dois álbuns consecutivos com a mesma formação e continuarão não conseguindo... Depois de gravar “Let The World Know” em estúdio, o baterista (e também um dos fundadores) Alexander Svenningson sai do projeto e é substituído por Marcus Rosell. Isso no início de 2014. Porém, no final deste ano foi a vez do vocalista Zandro Santiago dizer adeus. Com isso, o guitarrista e tecladista Pontus Hjelm reassume o posto que, aliás, o pertencia entre 2009 e 2010 até dar lugar ao próprio Zandro. “Let The World...” apresenta as mesmas características de “Dead By April” (2009) e “Incomparable” (2011), ou seja, o mix do peso do Metal com as melodias acessíveis do Pop/eletrônico radiofônico. A agressividade das guitarras combinadas com as harmonias provenientes dos teclados e os vocais limpos e gritados intercalados marcam o estilo do Dead By April. Mas, aqui existem algumas diferenças. Santiago ganhou mais espaço para cantar e usou e abusou do estilo limpo. O problema é que combinado com a produção em si o resultado às vezes “açucarado” demais e enjoativo/choroso. Esta mesma que também vale ressaltar que tirou um pouco de peso das guitarras. Elas estão mais “opacas” e sem os graves. Homogêneo, este álbum (e a banda em si) segue a linha do ame ou odeie. Acredito que os metaleiros mais radicais vão rotulá-los de “Backstreet Boys do Metal”, porém, de fato, é uma ótima porta de entrada para quem quer se acostumar com os vocais gritados do Metal, mas sem perder os ganchos da música popular de rádio FM.

Faixas (clique e ouça):
3- Empathy
12- Hold On
14- Cause I Need You  (bônus)



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Dead By April
Ano: 2014
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Universal Music
Gênero: Metalcore
País: Suécia



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Resenha: Edguy "Vain Glory Opera" (1998)






















Após o lançamento do álbum de estreia “Kingdom of Madness”, no ano anterior, o baterista da banda Dominik Storch decide deixar o grupo. Sem tempo para encontrar um músico para a posição a banda alemã Edguy pede ajuda para o amigo do grupo Frank Lindenthal. Com ele em estúdio gravam o segundo álbum: “Vain Glory Opera”. Lançado em 15 de janeiro de 1998. Além de Lindenthal, a formação era composta por Dirk Sauer e Jens Ludwig nas guitarras e Tobias Sammet no baixo, teclado e vocais. Ao vivo, no entanto, as baquetas ficaram a cargo dali em diante nas mãos de Felix Bohnke. Sammet queria ficar mais solto no palco durante os shows, por isso contratou o baixista Tobias Exxel para que pudesse focar apenas nos vocais e na performance com o público. Gravado pelo selo AFM na cidade de Fulda no Toxic Beat Studio na Alemanha e com produção de Andy Allendörfer e Nils Wasko. Além de mixagem de Timo Tolkki (então guitarrista da banda finlandesa Stratovarius também de Power Metal). 

As “boas vindas” são dadas pela abertura com “Overture”. Intro pomposa/épica composta apenas por sinfonia, coros no refrão e os vocais de Tobias Sammet: “Nowhere to run. Nowhere to go. Welcome to life damnation. Welcome to fun. Welcome to hope. Here is your invitation./ Nenhum lugar para correr. Nenhum lugar para ir. Bem vindo à danação da vida. Bem vindo à diversão. Bem vindo à esperança. Aqui está o seu convite.” O peso, melodia e velocidade do Power Metal aparecem com “Until We Rise Again”. Som memorável e que possui um vocal em coro acompanhado e violinos. A letra futurista (se passa em 2080) fala que os humanos precisam ser rebelar contra a escravidão criada pelos robôs... Algo bem na linha do roteiro do filme “O Exterminador do Futuro”: “Oh our deepest emotions. Are a sign of our life and our love. No robot can stop us. Take my hand./ Nossas mais profundas emoções. São um sinal de nossa vida e nosso amor. Nenhum robô pode nos parar. Pegue minha mão.” 

A seguinte, “How Many Miles” começa com teclado e bateria bem destacadas. Uma composição com uma estrutura mais simples e direta de Heavy tradicional, mas é claro, sem deixar o lado melodioso do Power de lado. Refrão bem repetitivo. A parte lírica fala sobre a fé nos próprios sonhos em contraste com as dificuldades de se viver até que estes se tornem realidade: “How many miles to the gate of reality. How many steps left to go to my dreams. How many miles to the land where my dreams come true./ Quantas milhas até o portal da realidade. Quantos passos restam até meus sonhos. Quantas milhas até a terra onde meus sonhos se realizam.” Os primeiros acordes do violão em “Scarlet Rose” já grudam na mente do ouvinte. E percebe-se de imediato que se trata de uma balada. Ela ganha alguns outros elementos musicais e peso no meio da música. Logo, “evolui” para uma power ballad. Destaque para a melodia de fácil assimilação e o solo virtuoso e acessível. Triste, é a respeito da morte da pessoa amada, mas que sempre viverá em lembranças: “I got that experience no one could steal away. One moment of your life is mine I remember day by day. Nothing is forever in life but a memory believe it's true. And when I gaze in the rain I'm cryin just for you./ Eu tenho esta experiência que ninguém pode roubar. Um momento de sua vida é meu e eu lembrarei a cada dia. Nada é para sempre na vida mas uma lembrança, acredite, é verdade. E quando eu olho a chuva, eu estou chorando só para você.” 

Já “Out of Control começa mais orquestrada até a entrada da guitarra. É mais cadenciada e possui um refrão marcante acompanhado da participação especial de Hansi Kürsch (vocalista da banda de Power Metal alemã Blind Guardian). O solo veloz também é de propriedade de outro convidado: Timo Tolkki. Também, lembrando, responsável pela mixagem da obra. A letra é sobre um indivíduo capaz de qualquer coisa para ter o quer: “Out of control. My life is a chamber of tears, fear and hate. Out of control. Help me to gain the crown, here is my fate./ Fora de controle. Minha vida é uma câmara de lágrimas, medo e ódio. Fora de controle. Ajude-me a ganhar a coroa, aqui está meu destino.” A seguinte é a faixa-título e começa com um tecladinho bem em evidência e que lembra “The Final Countdown” do Europe. A levada não tão rápida, mas galopada à la Iron Maiden possui um refrão épico e em coro. A parte lírica continua na toada da batalha pela glória, mas que também salienta a necessidade da existência de um equilíbrio entre o bem o mal: “What's hell without a Paradise. What's the night without a day. We would think it's bright. What's a fall if we can't rise. What's a hero at a play. Without a fool to fight./ O que é o inferno sem um paraíso. O que é a noite sem o dia. Nós pensaríamos que ela é clara. O que é uma queda se nós não podemos nos levantar. O que é um héroi em ação. Sem um tolo para combater.” 

Já “Fairytale” é um Power Metal tradicional rápido, melódico e com refrão memorável. Simples. Porém, ainda há espaço para passagens mais lentas e atmosféricas. Destaque também para o solo virtuoso. A melodia e a levada da introdução de “Walk on Fighting lembra o Progressive Metal dos americanos do Queensrÿche da época do álbum “Operation Mindcrime” (1988). No entanto, o refrão é um mix de Power Metal com Hard Rock. Lirismo de autoajuda sobre focar nos sonhos e não nas tristezas, afinal a vida é muita curta para ser desperdiçada: “Walk on fighting. Don't look ever back. Walk on fighting. Don't you look back to your cries./ Continue lutando. Nunca olhe pra trás. Continue lutando. Nunca olhe para suas lamentações.” 

O início celestial de “Tomorrow” já se pressupõe tratar de uma balada. Ao mesmo tempo em que a melodia é calma e singela ela é épica. O peso do Metal volta já nos primeiros segundos de “No More Foolin” com riffs rápidos e um grande agudo de Tobias. Faixa bem próxima do Heavy Metal tradicional, mas sem perder a pompa do Metal Melódico. Vide a segunda parte do refrão. Mesmo sendo metaleiros, o integrantes do Edguy afirmam que também adoram músicas dos anos 80. E “Hymn” é uma delas. Esta é do Ultravox. Banda inglesa de New Wave do álbum “Quartet” de 1982. É interessante notar, que a letra cai como uma luva no Power Metal mesmo sendo de um grupo de Música Eletrônica: “Give us this day all that you showed me. The faith and the glory. Till my kingdom comes./ Nos dê este dia em que você me mostrou. A fé e a glória. Até que meu reino chegasse.” Só falou um “sword” (espada em português) e “dragon” (dragão em português). Fora que a melodia em si é grudenta por natureza, além do refrão super grudento. O álbum possui um bônus e é claro o motivo. “But Here I Am” destoa do que restante do material. Ela é a primeira incursão do Edguy pelo Hard Rock. Despojado, simples, bem humorado, acessível, “pra cima” e com direito a refrão repetitivo chiclete. 

Graças a este trabalho a banda toca pela primeira vez ainda em 98 no Wacken Open Air na própria Alemanha. O maior festival de Metal do mundo. A popularidade do Edguy estava crescendo. Era fato. E um dos vários motivos, obviamente, foi a inclusão de veteranos admirados neste segmento do Metal em participações especiais em “Vain Glory Opera”. Muitos afirmam que este lançamento não é perfeito, apesar de receber notas altas em resenhas. O Power Metal nesta época estava começando a viver o próprio apogeu, mas o Edguy já mostrava que se diferenciava das outras bandas.



Faixas (clique e ouça):
1- Overture
2- Until We Rise Again
3- How Many Miles
4- Scarlet Rose
5- Out of Control
6- Vain Glory Opera
7- Fairytale
8- Walk on Fighting
9- Tomorrow
10- No More Foolin
11- Hymn
12- But Here I Am (bônus)



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.



Banda: Edguy
Ano: 1998
Álbum de estúdio nº 2
Gravadora: AFM
Gênero: Power Metal
País: Alemanha



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Curiosidades: Metallica | Seja Bem-vindo Kirk



Dave Mustaine só saiu do Metallica por causa da questão hegemônica da banda controlada por James Hetfield e Lars Ulrich. Brian Slagel também acreditava que Kirk (ex-guitarrista da banda Exodus) seria a escolha perfeita para a vaga de novo guitarrista solo. Um jovem pobre nascido em 1962 e que estudou na infância em um colégio católico, porém adorava ler gibis e assistir filmes de terror. Abandonou a hipocrisia cristã e seguiu a linha do budismo. Hábito que se mantém até hoje. De fato, um sujeito não confrontador e passivo. Ou seja? Perfeito para vaga, afinal não tentaria fazer frente ao comando de Hetfield e Ulrich. Hammett, por causa do cabelo, apanhava muito de régua das freiras. Kirk aprendeu a tocar guitarra inspirado pelo irmão mais velho. Tocava escutando álbuns do Black Sabbath, Deep Purple, Queen... Ele se inspirava em Hendrix e Michael Schenker. Gary Holt do Exodus se inspirou em Kirk para querer começar a tocar guitarra, em 1979. O Metallica e o Exodus faziam festas na casa de Whitaker e se drogavam constantemente de várias maneiras diferentes.

Hammett se identificava com James, pois a música para ambos não era somente uma arte, mas a canalização de sentimentos. O pai deste batia muito nele e na Mãe. O patriarca abandonou a casa quando tinha 17 anos. A vida era dura, pois apanhava dentro de casa do próprio progenitor e do lado do vizinho. Um sujeito maluco que gostava de transar com o cachorro do guitarrista. O Heavy Metal tem a capacidade de reunir todos os excluídos da sociedade. Kirk adorava também N.W.O.B.H.M. (Nova Era do Heavy Metal Britânico – movimento musical resposta ao Punk “liderado” pelo Iron Maiden) e aprendeu a tocar guitarra com a lenda Joe Satrini, além de também ter estudo música. Chegou a trabalhar em um Burger King para conseguir comprar um amplificador Marshall e estudava psiquiatria quando recebeu o convite do Metallica. Uma vez dentro do grupo aprendeu novas técnicas no instrumento. Enquanto que de um lado existem vários casos de inveja e ódio deferidos quando um integrante resolver trocar de conjunto, o Exodus ficou feliz por Kirk. Quando entrou o Metallica estava próximo de gravar o primeri álbum completo. Coisa que a ex-banda dele não estava nem perto. Holt também ficou feliz em estar no controle do Exodus sozinho. 

No mesmo dia em que Mustaine seguia, talvez, a viagem mais longa da vida ao voltar despedido para a Califórnia, Hammett ingressou no Metallica e Lars e James já deixaram bem claro quem é que mandava ali. Kirk tinha que argumentar bem para apresentar uma ideia ao regime Ulrich/Hetfield. Cliff Burton, o baixista, sabia como as coisas funcionavam, mas tinha ciência do próprio talento superior ao dos companheiros de banda e que foram Lars e James que o procurou e não o contrário. Jonny Z estava com medo de não acharem alguém a altura de Mustaine, mas Kirk Hammett aprendeu a tocar as músicas da banda de um dia pro outro. Zazula também deu ideias ao grupo como pedir para que Kirk não olhassem tanto para a guitarra enquanto tocava e que tocassem uma música de faroeste no início do show (“Ecstasy of Gold” é uma trilha composta por Ennio Morricone para o filme “Três Homens em Conflito”, de Sergio Leone, lançado em 1966). Coisa que fazem até hoje.



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