• Pergunte ao ArtistA | Ricardo Batalha: Como convencer alguém a ouvir Metal?

    Ricardo Batalha, redator chefe da revista Roadie Crew, em entrevista ao For headS explica de qual maneira tentaria convencer alguém que não conhece o Heavy Metal a começar ouvir o estilo. "Eu tentaria provar que ela gosta de Heavy Metal. Só não sabe o que é", afirma Batalha. Além de dizer que se incomoda realmente com os chamados "ex-Heavy" (rótulo dado àquele que deixe de curtir Metal). Este vídeo faz parte do material não aproveitado [...]

  • Curiosidades: Metallica | A Saída de Ron McGovney

    Em setembro de 82, aconteceu o primeiro show em San Francisco da banda de Lars e James. Ulrich e Brian Slagel adoraram o resultado. A resposta do público foi positiva. Eles erraram bastante, mas, mesmo assim... Os metaleiros realmente foram para ver a banda. Foi a primeira vez que deram autógrafos. Situação bem diferente da que viviam em Los Angeles onde eram considerados “o patinho feio” do Metal. A banda tocou mais uma vez na cidade e apresentou [...]

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domingo, 23 de novembro de 2014

Pergunte ao ArtistA | Ricardo Batalha: Como convencer alguém a ouvir Metal?


Ricardo Batalha, redator chefe da revista Roadie Crew, em entrevista ao For headS explica de qual maneira tentaria convencer alguém que não conhece o Heavy Metal a começar ouvir o estilo. "Eu tentaria provar que ela gosta de Heavy Metal. Só não sabe o que é", afirma Batalha. Além de dizer que se incomoda realmente com os chamados "ex-Heavy" (rótulo dado àquele que deixe de curtir Metal).  




Este vídeo faz parte do material não aproveitado para o documentário Metal SP (2013). Se gostou deste vídeo confira também a versão com clipes das bandas citadas:



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Curiosidades: Metallica | A Saída de Ron McGovney


Em setembro de 82, aconteceu o primeiro show em San Francisco da banda de Lars e James. Ulrich e Brian Slagel adoraram o resultado. A resposta do público foi positiva. Eles erraram bastante, mas, mesmo assim... Os metaleiros realmente foram para ver a banda. Foi a primeira vez que deram autógrafos. Situação bem diferente da que viviam em Los Angeles onde eram considerados “o patinho feio” do Metal. A banda tocou mais uma vez na cidade e apresentou a nova faixa “No Remorse”. Internamente, a banda passava por alguns problemas com Dave Mustaine. O guitarrista roubou uma caixa de cervejas Heineken em um show. Mas “o primeiro prego do caixão” de Mustaine no Metallica foi quando Dave resolveu levar dois cachorros pit-bull ao ensaio da banda. Segundo Dave, um deles colocou as patas no carro (que acabara de ser reformado) de Ron e James ficou furioso. Os dois brigaram e Dave Mustaine foi expulso do Metallica... Mas foi admitido pouco depois, após choramingar pedido que o aceitassem novamente.  


Mustaine era o meio termo entre Lars e James. Lars era o “viva eu” e James era o cara monossilábico e fechado. Dave tinha gostos parecidos com os de James e similaridades com na questão do lar desfeito. Lars sabia também que Dave podia ser útil em outras questões. Certa vez, Ulrich arranjou briga com Phil Sandoval (guitarrista do Armored Saint) e o carateca Mustaine quebrou o tornozelo de Sandoval ao defender o baterista do Metallica.  James e Mustaine se separavam, porém, em opinião quando o tema eram drogas. Hetfield era completamente intolerante ao consumo destes entorpecentes. Enquanto isso no campo da música... Todos progrediam musicalmente com o tempo, mas Ron mostrava a menor evolução. E Lars começou a procurar um novo integrante para substituir o baixista. 

Brian Slagel, primeiramente indicou o baixista do Armorant Saint, mas esta banda já estava bem desenvolvida e dando os próprios paços. Em seguida, sugeriu o do grupo Trauma. Banda que iria entrar na segunda edição da coletânea “Metal Massacre”. Lars e James assistiram a um show da banda em Los Angeles e adoraram o baixista. Mesmo com estilo impar de se vestir com calça jeans boca de sino e cabelo longo que nunca viu um pente. Era Cliff Burton. Um sujeito com claras influências de Black Sabbath, Rush e Thin Lizzy. Diferentemente dos outros, Burton não compartilhava dos mesmos gostos musicais dos outros integrantes. Cliff gostava de bandas como punk rock do Misfits e o Southern rock do Lynard Skynner, por exemplo. Ele deixou todos boquiabertos com o estilo próprio de tocar baixo como se um fosse uma guitarra. 

No entanto, Ron não sabia que estavam planejando sua substituição. Ele era o baixista, motorista e era responsável pela casa onde moravam. Mustaine era o principal desafeto. Dave não gostava de Ron. Roubava e sabotava o companheiro de banda. Lars também não ajudava e sempre ficava dependendo da carona de Ron. No fim, Ron McGovney saiu da banda em novembro de 82. Não aguentava mais ter de bancar os custos alheios. Porém era evidente que ainda guardava consigo algumas cicatrizes. Achava que Lars só olhava pra si mesmo, Dave não gostava dele e James que concordava com os dois. Por outro lado, Ron estava cada vez mais feliz de tocar com o Metallica já que a banda estava crescendo, mas estava muito nervoso em ter de aguentar as bebedeiras e as brincadeiras inconsequentes dos integrantes. A gota d´agua foi quando Dave derramou cerveja de propósito no amplificador de McGovney e gritando que o odiava. Em contrapartida, Ron resolveu expulsar os outros membros do Metallica e vendeu todo o próprio equipamento. Na época, sentiu-se traído. O baixista era um cara bacana, mesmo não tendo as mesmas habilidades de Cliff, muitos acham que ele foi usado pelo Metallica. Ele deixou realmente o campo da música. Depois, em 86, tentou mais uma vez e ao lado de Katon (do Hirax) montou um grupo “punk”, mas as pessoas estavam mais interessadas na banda pelo fato de Ron ter passado pelo Metallica. Atualmente, ganha acesso livre em shows da banda de Lars e vai com os filhos. 


Leia a biografia de Lars Ulrich pré-Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica.

Leia sobre o pontapé na carreira do Metallica

Leia sobre a entrada de Dave Mustaine.

Leia sobre o nascimento do Thrash Metal.

Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Humor: Metal TV na MTV


Em 2007, a Editora Abril dona de várias publicações e da MTV resolveu criar uma plataforma que incentivasse a produção independente audiovisual. O YouTube começava a chamar atenção dos internautas brasileiros pelo fato do acesso a músicas, clipes, trechos de programas de TV e vídeos simples caseiros, mas nada muito profissional. A ideia da Abril se tornou o "Fiz TV". Eles iriam remunerar os produtores, além de dar visibilidade ao trabalho destes através da emissora do canal 32. Muitos projetos nasceram e um deles era voltado ao Metal. A "Metal TV" criou dos vídeos e que podem ser assistidos abaixo:

O "Panela de Metal" era supostamente um programa culinário apresentado de uma maneira bem Heavy Metal com direito a cabelão, agudos, roupas espalhafatosas, papel de parede de zebra e fogo, só como exemplos. O preparo do prato também não era feito de uma forma normal...




Seguindo a mesma linha, o "Suicide Weather" apresentado por "Ronnie James Dia" mostrava a previsão do tempo de uma forma bem épica e nem um pouco convencional: 


Vale destacar que quem canta nestes dois vídeos é o vocalista e professor de canto Mário Pastore.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Resenha: Edguy "Space Police - Defenders Of The Crown" (2014)


Depois de dois álbuns mais voltados ao Hard Rock (“Tinnitus Sanctus” de 2008 e “Age of the Joker” de 2011) a banda alemã Edguy formada por Dirk Sauer (guitarra base), Felix Bohnke (baterista), Jens Ludwig (guitarra), Tobias "Eggi" Exxel (baixo) e Tobias Sammet (vocal) voltaram a lançar um material mais pesado. Em setembro de 2013, eles receberam a proposta da gravadora Nuclear Blast para produzirem uma nova obra até abril do ano seguinte. Com uma certa pressão no ar, devido ao curto prazo, entraram em estúdio em novembro e já em janeiro de 2014 o novo registro estava pronto com a ajuda do produtor Sasha Paeth (Avantasia, Kamelot, Epica, Rhapsody Of Fire e etc). Parceria esta que começou em 2003 com o álbum ao vivo “Burning Down the Opera”. O novo rumo surgiu de forma natural. A primeira música gravada foi “Sabre & Torch”. A partir dela tiveram noção de qual caminho seguiriam. 

A capa traz um estereótipo de policial de rodovia americana lutando contra um alien. Lançado em 18 de abril de 2014, “Space Police: Defenders of the Crown” tem um nome longo, comporto e diferente. A ideia do grupo era fugir dos clichês do Power Metal. A obra começa “Sabre & Torch”. Um Heavy Metal pesado e rápido. Destaque fica para o pré-refrão (bem melódico) e o refrão em si em coro feito para o público cantar junto no show. Depois, vem “Space Police” que é um pouco mais Hard Rock não só pelo ritmo, mas por causa da participação de teclados. Para dar um ar ainda mais espacial há passagens mais atmosféricas e sonoplastia de ficção científica. Novamente, refrão bem destacado e fácil de memorizar. A parte lírica é uma crítica... Aos críticos! Faixa especial para aqueles querem que tentam podar a liberdade criativa da banda. Ela diz que não existem limites para eles. O lado bem humorado do Edguy fica evidente ao final com os gemidos forçados de Sammet. 

Já “Defenders of the Crown” começa com uma introdução rápida com guitarras gêmeas bem melódicas. O esquema das anteriores segue o mesmo, ou seja, pré-refrão melódico e mais calmo para preparar o ouvinte para o refrão chiclete. Tobias utiliza dá até agudos em certo momento.  Mas, depois de um começo tão Heavy e veloz, o lado Hard da banda surge em “Love Tyger”. E com direito a estampa de oncinha, bandana na cabeça, beicinho, caras e bocas em uma música simples, energética, festiva, guiada por riffs e refrão melódicos ao melhor estilo “Metal farofa de Los Angeles”. Algo que lembra bandas americanas de sucesso no final dos anos 80 e começo dos anos 90 como Poison. A parte lírica fala que Tobias quer “salvar” um monte de gente com o próprio amor animalesco selvagem. 

The Realms of Baba Yaga” traz de volta o Heavy Metal das primeiras faixas do álbum só que com toques de Hard evidente nas guitarras. A letra é sobre a bruxa Baba Yaga um personagem folclórico típico do leste europeu. Realmente o grupo não leva totalmente a sério mesmo tocando Metal... E isso é ótimo! Todos os integrantes do Edguy são fãs de música dos anos 80, independentemente de rótulos. Tobias Sammet especialmente gosta muito do cantor Pop austríaco Falco (falecido em 1998). Por isso, eles resolveram fazer um cover do hit “Der Kommissar”. Mas como a letra fala sobre drogas, o produtor Sasha Paeth aconselhou que gravassem “Rock Me Amadeus” (sucesso em 1986). Gostaram tanto do resultado que resolveram lança-lo no álbum em si e não como bônus. É engraçado ouvir Tobias cantando de forma tão exagerada em inglês só que com sotaque austríaco em estilo rap. 

Do Me Like a Caveman” começa com intro rápida e com piano em evidência. O instrumento acompanha a “cozinha” muito bem ao longo da música. Refrão e solos bem grudentos de tão melódicos. Apesar da sonoridade, a letra é bem cômica. É de um sujeito que sente as paredes tremerem e escuta sussurros fantasmagóricos do outro lado... Seria um espírito? Não... É apenas um casal transando! “Me faça como um homem da caverna”. A longa “Shadow Eaters começa com a guitarra bem em destaque e segue com velocidade e melodia no estilo Power Metal. Apesar disso, ela em si apresenta um formato mais progressivo com variações entre a rapidez e momentos mais calmos contando com passagem até ao piano. A penúltima faixa é uma balada ao melhor estilo Bon Jovi pós-Metal farofa (anos 90 em diante). Calma e com a bateria bem destacada. Refrão em coro e tudo com bastante harmonia. Feita para se cantar balançando os braços de um lado para o outro. 

A última música é a longa “The Eternal Wayfarer”. São quase 9 minutos de Power Metal épico com os teclados em evidência em vários momentos. Lembra o estilo dos suecos do Sabaton. Refrão bom para cantar junto. A versão com faixas extras de “Space Police: Defenders of the Crown” traz 7 bônus. A primeira é a cara do Edguy. Aparentemente ela é uma balada ao piano, mas a letra... E uma declaração de amor pra lá de debochada para a Inglaterra. Exalta as grandes e maravilhosas contribuições. Viena pode ter Mozart, a França pode ter Paris e Roma o Papa, mas a Inglaterra tem STEVE HARRIS!!! E não suficientemente ainda criaram Bruce Dickinson, o Iron Maiden, os Beatles, o Def Leppard, Shakespeare, chá da tarde, o Mr.Bean, comida indiana... Enfim, em entrevista a revista Roadie Crew (edição #186 – julho de 2014) o guitarrista Dirk Sauer disse que Tobbias ama a “Terra da Rainha”. 

E os ingleses do Def Leppard, aliás, é uma clara influência na balada oitentista “Aychim in Hysteria”. Homenagem ao som do grupo na época do lançamento do álbum multiplatinado “Hysteria” em 1987. Bem melódica, calma e cheia de harmonia para ir crescendo até o forte refrão repetitivo e grudento. Vale salientar que os primeiros segundos da canção faz referência direta a “Pour Some Sougar On Me” do Leppard. A versão “progressiva” de “Space Police” não tem praticamente nada de diferente da original a não ser pela interpretação caricata, exagerada e cômica de Tobias Sammet a certa altura. Encerra a versão do álbum com bônus quatro faixas instrumentais de músicas oficiais do próprio lançamento: “Space Police”, “Love Tyger”, “Defenders of the Crown” e “Do Me Like a Caveman”. 

O álbum “Space Police: Defenders of the Crown” recebeu ótimas críticas tanto por parte de público quanto de crítica especializada. Na Bélgica entrou pela primeira vez nas paradas atingindo a posição 190. Na Espanha chegou a 154ª, na França em 72ª, na Suécia em 28ª, na Áustria em 27ª - a melhor posição já conquistada por um lançamento do grupo neste país, na Suíça em 13ª – mesma colocação do antecessor, na Finlândia em 12ª – o mesmo que aconteceu na Áustria e o mesmo vale para terra natal do Edguy que chegou a 2ª posição das paradas. De modo geral, a recepção do álbum foi ótima. Alguns, com era de se previr, não gostaram das excentricidades de faixas como “Rock Me Amadeus”. Mas muitos apontaram este lançamento como o melhor desde “Hellfire Club” (2004). “Space Police: Defenders of the Crown” é mais “Metal” que o antecessor “Age of the Joker”. O peso está mais presente (velocidade, bumbos duplos, vocais agudos, riffs...), porém ainda há espaço para o som acessível e energético do Hard Rock. A diferença é aqui ele aparece concentrado em faixas específicas e não diluído em todo o material. As melodias marcantes ainda são um dos fortes do grupo, mas não soam como Power Metal. “Space Police...” é um ótimo trabalho de Heavy Metal e que mostra as qualidades da banda que sabe muito bem transitar de faixas de Heavy tradicional (“Defenders of the Crown”), ao Glam Metal (“Love Tyger”) e a baladas ao piano (“Alone in Myself”), sem contar, é claro, do maior diferencial do Edguy que o bom humor dos integrantes (“England”). Eles são definitivamente talentosos e sabem que são bons o suficiente a ponto de tocarem o que gostam independentemente da opinião alheia... Incluindo o dos próprios fãs. 


Faixas (clique e ouça):
6- Rock Me Amadeus  (cover de Falco)
10- The Eternal Wayfarer
11- England  (bônus)
12- Aychim in Hysteria  (bônus)
14- Space Police (instrumental version)  (bônus)
15- Love Tyger (instrumental version)  (bônus)
16- Defenders of the Crown (instrumental version)  (bônus)
17- Do Me Like a Caveman (instrumental version)  (bônus)



                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.
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Nota do álbum.
Banda: Edguy
Ano: 2014
Álbum de estúdio nº 10
Gravadora: Nuclear Blast
Gênero: Heavy Metal
País: Alemanha


sábado, 15 de novembro de 2014

Resenha: Stone Temple Pilots "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (1996)


Cercado de drogas e problemas... Assim foi o período da carreira da banda americana Stone Temple Pilots quando lançaram “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop” mais precisamente em 26 de março de 1996. Em 1995, o vocalista Scott Weiland foi pego pela polícia com cocaína e foi condenado a liberdade condicional. Logo, ele deveria prometer seguir na linha longe de problemas... Em teoria. O terceiro lançamento da banda foi produzido entre o fim daquele ano e 1996. Formado por Dean DeLeo (guitarra base), Eric Kretz (bateria), Robert DeLeo (baixo) e Scott Weiland (vocalista) “Tiny Music...” apresenta uma mudança no direcionamento musical do grupo. O Grunge dos dois primeiros trabalhos deu espaço para a experimentação e sons característicos dos anos 90. Além, do Rock alternativo apresentado há espaço para incursões até pelos elementos da Bossa Nova. Mas o que chama atenção, inicialmente, porém é voz de Weiland. Ela soa mais “fraca” se comparada a força e o tom grave apresentado nas obras antecessores (“Core” de 1992 e “Purple” de 1994). 

O álbum começa com “Press Play”. Faixa curta e instrumental. Serve como prelúdio. Ela tem uma melodia calma (até “relaxante”) e swingada guiada por acordes espaçados de guitarra, um baixo bem evidência, além de leves toques de bateria e teclado. “Pop's Love Suicide” mostra o novo rumo do Stone Temple Pilots. Ela tem a guitarra bem destacada, a simplicidade de Rock em uma maneira despojada/à vontade, mas com um Scott cantando em tom menos grave. “Tumble in the Rough” a distorção da guitarra está presente ao longo da faixa. Weiland traz um vocal um pouco mais próximo do que fazia anteriormente. A música tem uma dinâmica simples de “rock de garagem”. A letra fala de um indivíduo que sabe sobre os problemas que as drogas causam, mas não consegue se livrar do vício: “I'm looking for a new meditation. Still looking for a new way to fly. Don't want any plastic validation. Not looking for a new way to die./ Estou procurando por uma nova meditação. Ainda procurando por uma nova maneira de voar. Não queira alguma validação plástica. Sem procurar uma nova maneira de morrer.” 

A seguinte “Big Bang Baby” traz um riff repetitivo e hipnótico ao melhor estilo anos 90. O vocal de Scott Weiland se mostra ainda mais enfraquecido. “Lady Picture Show” tem uma clara influência de Beatles. Ela é um rock suave e melódico com alguns toques mais lúdicos. Introspectiva, acústica com violão, bateria, baixo e toques até de xilofone em uma melodia relaxada, mas ao mesmo tempo um “pra baixo”. Porém, o peso volta com tudo em “Trippin' on a Hole in a Paper Heart”. Música que mais se aproxima com a proposta Grunge dos dois primeiros álbuns. Mas chama atenção a inclusão de uma bateria bem à Bossa Nova brasileira em “Art School Girl”. A faixa intercala momentos de calma e peso com bastante distorção. Em seguida, vem a interessante balada “Adhesive”. Ela traz um mix de elementos de jazz e psicodelismo. Há passagens de saxofone e harmonias atmosféricas ao som de batidas leves de bateria, acordes de guitarra, além de toques de violão e teclado. 

O Grunge volta em “Ride the Cliché” com a sonoridade da guitarra distorcida e as notas sustentadas nos vocais de Scott. No fim, há curta e instrumental “Daisy”. Ao violão e guitarra com aquele timbre mais sensualizado e que dá um ar de sossegado, sol e praia. O rock simples, mas ao mesmo tempo experimental volta em “Seven Caged Tigers” a última faixa. Tem cara de anos 90 e sonoridade alternativa de grupos da época com o Blur, por exemplo.  A recepção da crítica foi mista. A revista (original americana) Rolling Stone avaliou o álbum de forma positiva. Nos Estados Unidos, terra natal, alcançou a 4º colocação nas paradas e no Reino Unido o 31º lugar. Na América, “Tiny...” vendeu mais de 2 milhões de cópias e 100 mil no Canadá. Números inferiores comparados aos antecessores. Um dos motivos foi o cancelamento de boa parte da turnê de divulgação entre 1996 e 97 por causa de novos problemas de drogas envolvendo o vocalista Weiland. 

Os vários problemas causados pelo vocalista refletiram no desempenho negativo dentro e fora do Stone Temple Pilots na época de “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop”. Scott está um vocal muito fraco e desgastado, provavelmente, causado pelo alto consumo de drogas. Weiland tinha um timbre bem mais forte, encorpado e grave nos dois primeiros lançamentos da banda. Sonoramente o Grunge foi substituído por um Rock mais simples, leve e alternativo. Experimentam outros estilos como Bossa Nova e Psicodelismo. O último, aliás, bem evidente nas letras.


Faixas (clique e ouça):
1- Press Play
2- Pop's Love Suicide
3- Tumble in the Rough
4- Big Bang Baby
5- Lady Picture Show
6- And So I Know
7- Trippin' on a Hole in a Paper Heart
8- Art School Girl
9- Adhesive
10- Ride the Cliché
11- Daisy
12- Seven Caged Tigers


                                                                                    Opinião do autor:
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Nota do álbum.

Banda: Stone Temple Pilots
Ano: 1996
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Atlantic
Gênero: Rock
País: Estados Unidos



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