quarta-feira, 26 de março de 2014

Resenha - Agathodaimon "In Darkness" (2013)


O Agathodaimon continua seguindo a uma linha mais melodiosa de Metal Extremo.  A banda que começou seguindo a linha tradicional ao Black Metal à epoca, no início de carreira nos anos 90, logo começou a espandir os horizontes ao incorporar novos elementos, como vocais feminos e elementos góticos. Por isso, o som do grupo pode ser rotulado como Dark Metal. Aliás, o “dark” vem até no título do sexto lançamento dos alemães: “In Darkeness”. Quatro anos após “Phoenix” (2009), o grupo apresenta algumas mudanças. Este é o primeiro trabalho pela gravadora Massacre. As cinco primeiras obras foram produzidas pelo selo Nuclear Blast. A formação também foi alterada. Ingressou Thilo Feucht cobrindo as funções de Jan Jansohn (guitarra) e Felix Ü. Walzer (teclado). Os outros integrantes são Ashtrael (vocal), Manuel Steitz (bateria), Sathonys (guitarra e vocais limpos) e Till Ottinger (baixo). O novo lançamento traz o peso e os vocais (rasgados) do Black Metal junto da atmosfera do Dark Metal e também de vocais limpos. 

As letras apresentam o lado gótico poético e vampiresco. São poéticas e ricas. A primeira faixa do álbum é “In Darkness (We Shall Be Reborn)” que fala sobre o renascimento de alguém como vampiro. Há referências a personagem “Akasha – a rainha dos vampiros”: “Carry me amongst the few of the lost. The knife is sharpened – my skin is free. O mother night – bring me to thee. In darkness we shall be reborn./ Leve-me entre os poucos dos perdidos. A faca está afiada - minha pele é livre. O mãe da noite – traga-me para ti. Na escuridão vamos renascer.” 

A força do ser mitológico é evidenciada através de “I’ve Risen” e que segue a linha do Black Metal Sinfônico: “I ruled the weak, I ruined worlds in my endless decades of might. Uncountable is the amount of suns I've seen rise, pass and sink. Unnamable all the kingdoms I've seen, conquered and destroyed./ Eu governei o fraco, eu arruinei mundos em minhas décadas sem fim de poder. Incontáveis ​​é a quantidade de sóis que eu vi ascensão, passar e afundar. Inomináveis são os reinos que eu vi, conquistados e destruídos.” “Favourite Sin” é mais calma e tem um refrão de fácil assimilação. Destaque para a reflexão no início da música: “People go to church for the same reasons. The same reasons they go to a tavern... To forget their misery. To imagine themselves. Even only for minutes. Free and happy./ As pessoas vão à igreja pelos mesmos motivos. As mesmas razões que eles vão para uma taberna... Para esquecer sua miséria. Imaginar –se. Mesmo só por alguns minutos. Livres e felizes.” 

A faixa seguinte traz os elementos que compõe o “Dark Metal” do Agathodaimon. Em “Oceans of Black” há passagens atmosféricas com vocais limpos, mas termina ao estilo “Symphonic Black Metal” com blast beats e vocais rasgados em uma música sobre morte. A próxima é “Adio”. Mais Black Metal e que para dar um tom ainda mais literário a obra, o Agathodaimon nesta música tem parte da letra em inglês e parte em romeno. A Romênia, na cultura popular, é conhecida por conter no território a Transilvânia “a terra do Conde Drácula”, o vampiro mais famoso de todos os tempos. Em seguida, a arrastada e pesada “Somewhere Somewhen”. Já “Dusk of an Infinite Shade (Amurg)” retorna o lado Symphonic Black Metal. Destaque para a bela harmonia. Cantada praticamente totalmente em alemão, a letra é sobre o amor de um vampiro pela rainha Akasha. “Höllenfahrt der Selbsterkenntnis” é dramática e arrastada quase Doom Metal. Bela melodia. Ainda há uma faixa bônus. A versão acústica de “Adio”. A versão evidencia a melodia da versão original através da combinação de violino, violão e voz limpa. 

De modo geral, vários sites de Metal deram notas medianas ao lançamento. O estilo depressivo e de ambientação pesada não me agrada. Álbum indicado aos fãs de cultura gótica que gostam de literatura. Aqui há muita poesia vampírica. “In Darkness” é muito mais trabalhado em passar um clima em passar um clima carregado do que construído em solos, refrãos e riffs marcantes. 

Faixas (clique e ouça):
5- Adio
7- Dusk of an Infinite Shade (Amurg)
9- Adio (acoustic)

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track
Nota track by track
Nota do álbum.
Banda: Agathodaimon
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 6
Gravadora: Massacre
Gênero: Dark Metal
País: Alemanha


0 comentários:

Postar um comentário

Google+ Twitter RSS Facebook