quarta-feira, 2 de abril de 2014

Resenha: Stone Temple Pilots "Purple" (1994)


Em 1993, o Stone Temple Pilots foi mais uma banda a gravar um show acústico para a MTV norte-americana (MTV unplugged). Foram 8 músicas tocadas. 6 do primeiro álbum “Core” (“Crackerman”, “Creep”, “Plush”, “Sin”, “Wicked Garden” e “Sex Type Thing”), e uma de autoria de David Bowie “Andy Warhol”, além da inédita “Big Empty” que entraria no próximo lançamento de estúdio: “Purple”. Ainda neste ano, o Pilots ganhou um Grammy pela canção “Plush” na categoria “Melhor Performance Hard Rock”. Já no ano seguinte, era visível que a opinião dos críticos e dos fãs do S.T.P não era a mesma. Em uma pesquisa realizada pela revista Rolling Stone, o Pilots foi escolhida pelo público como “A Melhor Banda Nova.” Porém, os jornalistas da publicação a elegeram como a “Pior Banda Nova”. 

Lançado em 7 de junho de 1994, com a mesma formação do anterior “Core” (1992): Dean DeLeo (guitarra), Eric Kretz (bateria), Robert DeLeo (baixo e backing vocals) e Scott Weiland (vocal), “Purple” traz novamente a sonoridade grunge aliada a elementos acústicos e de toques de psicodelia aliada à linguagem poética das letras. A primeira faixa é “Meatplow”. Um grunge arrastado com Scott Weiland cantando de uma maneira mais rouca. Destaque para o riff da introdução. “Vasoline” traz um Pilots mais swingado, assim como a seguinte “Lounge Fly”. 

A quarta música é “Interstate Love Song”. Uma power-balad acessível e que traz uma introdução acústica interessante, além de sonoridade próxima ao do Southern Rock. A letra fala sobre uma despedida entre um casal que se separou, por causa de uma mentira contada. A solução do problema é a mudança de estado: “Breathing is the hardest thing to do. With all I've said and all that's dead for you. You lied-Goodbye. Leavin' on a southern train./ Respirar é a coisa mais difícil de fazer. Com tudo o que eu disse e tudo que está morto para você. Você mentiu – Adeus. Partindo em um trem vindo do sul.” Em seguida, “Still Remains” de melodia suave, grudenta e cativante apresenta uma letra de paixão visceral: “Take a bath I'll drink the water that you leave./ Tome um banho e eu bebo a água que você deixa.” Já “Pretty Penny” é acústica e conta com violão e percussão. Fala sobre perdas familiares. 

O grunge arrastado volta em “Silvergun Superman”. Mais uma com letra viajante e psicodélica: “I can hear when the pig whispers sweetly. Jealousy is the weapon you kill me. Keep a dime for a truth you might tell./ Eu posso ouvir quando os porcos sussurram docemente. Ciúmes é a arma que você me mata. Continuo com um centavo para a verdade que você pode dizer.” Em seguida, “Big Empty”, uma das mais conhecidas da banda. Ele é calma e quase acústica, mas tem refrão bem destacado e memorável: “Time to take her home, her dizzy head is conscience laden. Time to wait to long, to wait to long, to wait to long. Conversations kill. Conversations kill. Conversations kill./ É hora de levá-la pra casa, sua cabeça confusa deixa sua consiência pesada. É hora de esperar muito, esperar muito, esperar muito. Conversas matam... Conversas matam... Conversas matam...”. 

Já “Unglead” é curta e traz o mix de Grunge com Hard Rock. “Army Ants” tem um riff bem grunge e fala sobre um sujeito que se sente tão insignificante como uma formiga: “You dont look but you kick me. You cant feel but you hit me… Why do we all have to look this way. I gotta heart, I got blood, feel pain./ Você não olha, mas você me chuta. Você não pode sentir, mas você me bate... Por que todos nós temos que ter essa aparência. Eu tenho coração, eu tenho sangue, sinto dor.” A penúltima faixa é novamente uma música calma e acústica. “Kitchenware & Candybars” é introspectiva, mas tem um bom refrão pesado e grudento... Depois de um intervalo de alguns segundos surge a faixa “My Second Album”. Cômica. Tem um estilo pop setentista e de letra propagandista do próprio lançamento. 

“Purple” foi um sucesso imediato. Chegou ao topo da Billboard americana, além da Austrália, e teve os cinco singles (“Big Empty”, “Vasoline”, “Interstare Love Song”, “Unglead” e “Pretty   Penny”) lançados nas primeiras posições das paradas de sucesso e vendeu em torno de 5 milhões de cópias. Se “Core” ficou na posição 93 no Top 100 melhores álbuns da década de 1990 da Billboard, “Purple” ganhou a 99ª colocação. Esta obra é evidentemente mais variada que a anterior. Existem faixas ainda pesadas e arrastadas do Grunge com o vocal dobrado, mas há espaço para estilos mais leves e acessíveis do Rock tradicional. Porém, não me cativou.


Faixas (clique e ouça):
1- Meatplow 
8- Big Empty
9- Unglead
10- Army Ants
11- Kitchenware & Candybars
12- My Second Album

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.
Nota do álbum.

Banda: Stone Temple Pilots
Ano: 1994
Álbum de estúdio nº 2
Gravadora: Atlantic
Gênero: Grunge
País: Estados Unidos
  


0 comentários:

Postar um comentário

Google+ Twitter RSS Facebook