sexta-feira, 23 de maio de 2014

For headS é entrevistado pelo New Horizons Zine | parte 1

For headS com João Messias Jr. do New Horizons Zine
O For headS não é uma banda, mas também concede entrevistas!

O New Horizons Zine do jornalista João Messias Jr. entrevistou os integrantes Afonso Rodrigues, Flávio Camargo e Rodrigo para falar sobre o processo de desenvolvimento do documentário "Metal SP" (2013).

Confira abaixo um trecho da primeira parte da entrevista:


NEW HORIZONS ZINE: Vocês se juntaram para fazer um trabalho de TCC, do qual foi concebido o Metal SP, que faz um recorte da cena do heavy metal em São Paulo. Como surgiu a ideia?

Afonso Rodrigues: Primeiramente, obrigado pelo convite! Eu, o Flávio Camargo e o Rodrigo Paneghine, além de outros colegas de turma formávamos um grupinho na faculdade, desde o início da graduação em Jornalismo em 2010. Porém, em 2012, quando o tema TCC surgiu, o grupo se dividiu devido ao fato de que cada integrante tinha um assunto em mente para tratar no trabalho de conclusão de curso. Eu sempre tive vontade, obviamente, de fazer algo que gostasse e que pudesse não ser apenas o capítulo final de minha graduação como jornalista, mas o início de algo maior na qual eu pudesse dar prosseguimento na minha carreira. Então, eu tinha vontade de falar sobre Jornalismo Cultural/Musical (que é a minha editoria favorita no Jornalismo). Vi que existiam TCCs sobre Jornalismo Investigativo... Internacional... Enfim, gostaria de saber como era trabalhar na área, qual era o retorno... De modo geral, compreender esse segmento em um âmbito histórico e profissional com entrevistas com jornalistas no formato documentário (Rádio & TV era a minha segunda opção de graduação)... Algo quase “metalinguístico”. (risos) Ao longo daquele ano cada integrante seguiu o próprio caminho ou de forma independente partindo para uma monografia ou entrando em outros grupos de TCC. Porém, em outubro de 2012, o Rodrigo me propôs a ideia de retomarmos a parceria com os velhos colegas e, assim, terminamos o curso de Jornalismo juntos. Eu topei e Flávio também. No início de 2013, começamos a ter a orientação da maravilhosa professora Lilian Crepaldi. Já no primeiro encontro, ela pediu que fizéssemos um recorte mais específico: “Bem, eu estou vendo que vocês se vestem de preto, são amigos... Gostam de Rock, não é? Porque vocês não fazem algo voltado à música?” Aquilo era tão óbvio pra mim que na minha cabeça era algo fora de cogitação. Porém, percebi que era a hora perfeita de quem sabe falar de Heavy Metal (minha paixão) sério pela primeira vez. Já começava a imaginar como seria legal, no futuro, olhar para trás e ver que fiz um documentário (meu formato favorito) e sobre Metal (meu estilo favorito)! Minha biografia ficaria ótima! (risos) Dei a ideia e expliquei os motivos de ser assunto interessante, como o fato de que nos últimos anos mais e mais shows de bandas internacionais estão acontecendo aqui em São Paulo, além do interessante “boom” do nascimento de blogs e sites especializados, por exemplo. Vimos que não tinha nenhum documentário com tema semelhante na internet. Nascia aí o projeto “Metal SP”! Nome em referência às clássicas coletâneas “SP Metal”. Que era, de fato, entender o cenário atual do Metal paulistano de diferentes pontos de vista entrevistando músicos, jornalistas e fãs.
Flávio Camargo: Quando o grupo foi formado definimos que o projeto seria um documentário com foco no jornalismo cultural, preferencialmente relacionado com música. Na hora de dar início ao projeto definimos, de forma superficial, temas que despertassem a vontade do grupo como o classic rock, o rock oriental e o heavy metal. Esse último foi escolhido pelo ineditismo do recorte que faríamos.
Eu não sou tão próximo do gênero, embora conheça e admire algumas bandas. Por isso vi o projeto como um desafio. Pude conhecer algo novo e colaborar com a produção de algo original.
Rodrigo Paneghine: Após muitas ideias que não levaram a nada, nosso grupo original se separou. Cada qual em um canto, surgiu a ideia dos três se juntarem para fazer um documentário. A ideia inicial, de falar sobre música, foi do Flávio. O Afonso cogitou o tema ser sobre heavy metal. A partir daí foi apenas refinar o assunto e chegar ao gênero com foco na cidade de São Paulo.



NHZ: E como foram os preparativos, as ideias de entrevistados. Diga-nos essa etapa de preparação e planejamento?

AR: No início, foi difícil, pois jornalistas sem contato é nada... Como não fazíamos parte do meio, não tínhamos o contato de bandas, assessorias ou jornalistas. É claro, eu já tinha uma grande lista de nomes que eu gostaria de ver no documentário. A professora Lilian, então, passou alguns nomes de entrevistados possíveis e que ela conhecia. O Rodrigo trabalha no prédio de Segurança Pública do Estado de São Paulo e lá ele fez amizade com o Nelson Corneta. O Nelson foi o nosso primeiro entrevistado. Ele foi o representante da categoria “fã de Metal”. (risos) Foi bom começar com alguém mais próximo ao invés de fazer o primeiro teste de cara com algum músico ou jornalista. Começamos devagar e aos poucos fomos fazendo outras entrevistas. Uma delas com o jornalista João Messias Jr, você o conhece? (risos) Conforme íamos entrando no meio mais facilmente conseguíamos os contatos. Assim, surgiram grandes nomes como Amilcar Christófaro (Torture Squad), Fernanda Lira (Nervosa) e Edu Falaschi (Almah, ex-Angra). Outros nomes surgiram com as facilidades que a internet nos proporciona. Fizemos contato com alguns entrevistados por e-mail e por “in box” na rede social Facebook (risos).
FC: Desde o início tínhamos uma ideia clara de como o projeto deveria ficar. Nenhum de nós queria, simplesmente, um vídeo longo com vários depoimentos que não despertassem o interesse do espectador. Por isso definimos uma lista de nomes que nos interessavam, tanto pela bagagem quanto a forma de transmitir o conteúdo. Já os detalhes logísticos do documentário foram definidos com o barco em curso mesmo.
RP: O Afonso, com seu conhecimento do cenário, surgiu com uma lista de possíveis entrevistados. Em trio, planejamos os que seriam melhores. Apesar de nem todos responderem, a maioria foi bem receptiva. Ao mesmo tempo, levantamos uma pesquisa sobre heavy metal e subgêneros, orientados pela professora Lilian Crepaldi.



Continue lendo a entrevista em: New Horizons Zine 

Não perca a segunda parte: 

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