sábado, 24 de maio de 2014

Resenha: Bring Me The Horizon "Count Your Blessings" (2006)


“...Now, bring me that horizon”. “...Agora, draga-me este horizonte”. Essa é a penúltima frase dita pelo inesquecível personagem “Jack Sparrow” (...Capitão ...Jack Sparrow) interpretado de forma brilhante pelo ator americano Johnny Depp, no filme “Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra” (2003). Os ingleses Curtis Ward e Lee Malia (guitarras), Matt Kean (baixo), Matt Nicholls (bateria) e Oliver Sykes (vocal) gostaram tanto do filme que resolveram dar o nome do grupo de “Bring Me The Horizon”, em 2004. Neste mesmo ano lançaram o primeiro EP “This Is What the Edge of Your Seat Was Made For”. O Deathcore (subgênero que mescla influências de Death Metal, Metalcore e Hardcore) estava em ascensão na época. Lançado em outubro por um pequeno selo (Thirty Days of Night Records) a obra chamou a atenção da gravadora independente Visible Noise. 

Em 2005, o selo relançou em janeiro o EP. A banda de imediato começou a angariar fãs e “This Is What the Edge of Your Seat Was Made For” alcançou a 41ª posição nas paradas britânicas. No ano seguinte, os críticos da respeitada revista Kerrang! deram ao Bring Me The Horizon o prêmio de “Melhor Nova Banda Britânica” de 2006. A cerimônia ocorreu em agosto. Ou seja, mesmo sem ter lançado um álbum completo ainda, eles já tinham a proeza de ter faturado um prêmio uma das mais importantes revistas de música do mundo. Em outubro, era lançado, no Reino Unido, o debut “Count Your Blessings”. Um álbum de Deathcore. Há muito peso e fúria com vocais screamo, mas com solos melódicos. 

A obra começa com a brutal “Pray For Plagues”. Oliver Sykes apresenta os vocais screamos que seriam tão copiados por milhares de bandas depois do lançamento de “Count Your Blessings”. No YouTube, o videoclipe desta música superou os 14 milhões de visualizações. A letra fala sobre a AIDS: “She starts her new diet, of liquor and dick. Just like hollywood but. Laced in sick. The sun goes down. And so does she./ Ela começou sua nova dieta, de licor e pinto. Que nem Hollywood, mas. Com doenças. O sol se vai. E então ela também.” Já “Tell Slater Not To Wash His Dick” traz uma veia Thrash Metal, mas com bastante influência de Metalcore nas guitarras. Depois vem “For Stevie Wonder's Eyes Only (Braile)” que não chama muita atenção, mas tem um bom breakdown. A seguir “A Lot Like Vegas”. Curta, energética e um pouco mais melódica. Destaque para o breakdown e o solo. “Black & Blue” segue a linha de brutalidade combinado com a melodia, com bom breakdown e solo, além de trazer claras de Melodic Death Metal nas guitarras. 

Slow Dance” é uma curta faixa pesada instrumental e serve de introdução para a também curta “Liquor And Love Lost”. Destaque para a performance brutal de Oliver. “(I Used To Make Out With) Medusa” traz um toque de Thrash Metal no início e conta com um belo solo. A penúltima faixa é uma bela baladinha suave instrumental ao violão e harmonias: “Fifteen Fathoms, Counting”. O peso do Deathcore com elementos de Thrash volta em “Off The Heezay” que traz uma letra sobre fim de relacionamento: “And sweetie, I've got to say. That I'm really not worth the time of your day. I guess when we left each other for the first time. We didn't think "goodbye" would be our new favourite line./ E querida, eu tenho que dizer. Que eu realmente não sou digno das horas do seu dia. Eu acho que quando deixamos um ao outro pela primeira vez. Nós não pensamos que "adeus" seria nosso novo caminho favorito.” 

Quando lançado, “Count Your Blessing” foi recebido de forma negativa pelos críticos e em vários veículos as notas foram de médias para baixas. Parte do público tradicional do Metal torceu o nariz não só para a banda, mas como para os estilos Deathcore e Metalcore. O foco dos ataques eram direcionados principalmente à intercalação de partes pesadas e “limpas”, além do visual semelhante ao EMO ainda em alta à época com os cabelos com franja e as calças skinny. Apesar de certas letras imaturas (natural devido a juventude dos integrantes, média de 20 anos), Oliver Sykes destaca-se pelos vocais screamo bem executados, além da interessante mistura de brutalidade e melodia evidenciados, principalmente, nos solos de guitarra. Mesmo com preconceito a banda cresceu e angariou fãs, além de virar referências para outras bandas.

Faixas (clique e ouça):
8- (I Used To Make Out With) Medusa
9- Fifteen Fathoms, Counting
10- Off The Heezay

                                                                                    Opinião do autor:
 Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Bring Me The Horizon
Ano: 2006
Álbum de estúdio nº 1
Gravadora: Visible Noise, Earache Records
Gênero: Deathcore
País: Reino Unido


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