sábado, 31 de maio de 2014

Resenha: Edguy "Kingdom Of Madness" (1997)


Em fevereiro de 1992, na Alemanha, quatro amigos de escola (praticamente crianças com média de 14 anos) montam uma banda.  Fãs do Metal oitentista de grupos como Iron Maiden e conterrâneos como Gamma Ray, Scorpions e Helloween, decidem gravar e lançar o próprio primeiro álbum de forma independente. Após duas demos (“Evil Minded” e “Children of Steel”), em 1994, é lançado no ano de 1995 “Savege Poetry”. A recepção, dadas às limitações, foi ridícula. A imprensa não levou o Edguy a sério considerando-os uma “banda de garotos fazendo um som datado”. E, realmente, para muitos isso era verdade na metade dos anos 90. O mundo vivia uma avalanche de bandas de som alternativo. O Grunge de Soundgarden, Pearl Jam e Alice in Chains estava em declínio, mas ainda era referência. Algumas das bandas que faziam sucesso eram o Oasis (com clara influência de Beatles), Weezer (fazendo o acessível e “despretensioso” Rock de garagem) e Radiohead (alternativo, porém sensível e acessível), por exemplo, dentre as várias de “Rock alternativo”. Com este panorama contra, o Metal para muitos estava em um “limbo musical”. Ignorando este fato Dirk Sauer (guitarra), Dominik Storch (bateria), Jens Ludwig (guitarra) e Tobias Sammet (vocal e baixo) continuaram batalhando pelo o estilo que gostavam. A gravadora AFM Records ficou interessada no grupo. O selo pretendia relançar a obra em maior escala, porém a banda se recusou alegando que o produto não era profissional suficiente. Sendo assim, decidiram lançar o primeiro álbum “oficial”. 

Em 1997, foi lançado “Kingdom of Madness”.  Apesar de não ser mais uma banda independente a produção do lançamento chama atenção pela baixa qualidade. Falta peso em tudo. “Paradise” abre com uma bela introdução ao violão e que remete uma clara influência de Iron Maiden. Destaque para as partes instrumentais. Em seguida, “Wings of a Dream” traz o Power Metal rápido e com refrão melódico em destaque. Já “Heart of Twilight” é calma, mas a produção fraca fica evidente. Principalmente no tratamento dado a guitarra, e que soa um pouco desconexa do restante dos instrumentos.  Depois vem a épica, instrumental e curta “Dark Symphony” e serve de intro para a pesada e cadenciada “Deadmaker”, mas com um refrão acessível e memorável. 

Angel Rebellion” começa calma, mas depois fica agitada com ajuda de um interessante riff cavalgado. Destaque para o belo solo de baixo no meio da faixa também. Já “When a Hero Cries” é uma baladinha ao piano. Simples e carismática, porém é a que evidencia de melhor forma a combinação entre pobre produção do álbum e a imaturidade do Edguy à época, pois soa boba. Obviamente, é sobre amor. A letra é sobre o sofrimento de uma pessoa, após o fim de um relacionamento. Os homens (heróis) também choram (e às vezes tal qual criança)!  It felt like heaven to me. But it was nothing for you. You said that I should forget. But it ran me through. And I still can't deny. That you still make me cry./ Pareceu o paraíso para mim. Mas não foi nada para você. Você disse que eu deveria esquecer. Mas isto me corroeu por dentro. E eu ainda não posso negar. Que você ainda me faz chorar.” 

Em seguida, o Power Metal rápido e com refrão memorável e grudento “Steel Church”. E encerra a obra a épica “The Kingdom”. Tobbias já mostrava que pensava grande. A nona faixa tem mais de 18 minutos de duração! Permeada por uma variação entre momentos mais calmos e mais pesados, apresenta algumas melodias clichês, mas que todos gostam. “Kingdom of Madness” era para ser um álbum de Power Metal, ou seja, deveria ser mais melódico, porém a produção pobre deixou a sonoridade muito mais seca e dura como em um álbum de Heavy tradicional. Faltou o lado mais épico. Os críticos e público o acharam bom. A banda mostrava que mesmo ainda muito jovem com o devido investimento, tempo de estrada, amadurecimento e etc. conseguiriam evoluir, pois o talento já estava ali pronto para ser lapidado. 

Faixas (clique e ouça):
8- Steel Church
9- The Kingdom

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.
Banda: Edguy
Ano: 1997
Álbum de estúdio nº 1
Gravadora: AFM
Gênero: Power Metal
País: Alemanha



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