sábado, 17 de maio de 2014

Resenha: Iron Maiden "Killers" (1981)


Em 1981 foi lançado o cultuado álbum “Killers”. Para muitos foi a partir dele que o Iron Maiden reinou absoluto no cenário Metal mundial até o final dos anos 80. Derek Riggs novamente foi o responsável pela arte da capa, só que, desta vez, a obra foi planejada especialmente para a banda. Sendo assim, o resultado foi muito mais refinado que o do antecessor. Reza a lenda, que as mãos da vítima que seguram a camisa de Eddie na capa seriam da primeira ministra britânica à época Margareth Thatcher. A formação então era composta por Steve Harris (baixo), Paul Di’Anno (vocal), Clive Burr (bateria), Dave Murray (guitarra) e Adrian Smith. O outro guitarrista e que substituiu Dennis Stratton. Este saiu, pois, segundo ele, Harris e o empresário da banda Rod Smallwood controlavam o Iron Maiden de maneira ditatorial. “Killers” é um álbum de sonoridade direta. 

A primeira faixa é a instrumental “The Ides of March”. De melodia crescente, busca deixar o espectador ansioso para saber o que virá. “Wrathchild” é simples. Construída em cima de um riff que se repete praticamente durante a música inteira. Letra sobre um jovem a procura do pai. De introdução triste e fria, “Murders in the Rue Morgue” transformar-se e ganha velocidade. Ela conta a história de um sujeito que presenciou um assassinato na França, mas foi acusado injustamente pelo crime: “Well I must have got some blood on my hands. Because everybody's shouting at me. I can't speak French so I couldn't explain. And like a fool I started running away./ Eu tenho um pouco de sangue nas mãos. Porque todos estão gritando comigo. Não falo francês então não pude explicar. E, como um bobo, saí correndo.” 

Já “Another Life” é um Heavy Metal simples e direto com direito a um belo solo de guitarra. Na sequência a instrumental “Gengis Khan” evidencia as qualidades instrumentais da banda em uma música que varia de momentos técnicos e rápidos com outros mais melódicos. Vale o destaque para a melodia do meio da faixa no antes do curto solo. O tema assassinato volta em “Innocent Exile” que fala sobre um homem que foge da acusação de assassinato: “When you weren't there to help me. I lost my mind and ran. I never had no trouble. Before this all began./ Quando você não estava lá para me ajudar. Eu perdi minha cabeça e corri. Eu nunca tive problema. Antes de tudo isso começar.” Destaque para o belo agudo de DiAnno ao final. 

A faixa-título é a seguinte “Killers” e é a melhor do álbum. Conta com uma (senão a melhor) performance de Paul DiAnno na carreira com o Maiden. Ela é energética e memorável ela fala sobre um assassino frio com sede de sangue: “Scream for mercy. He laughs as he's watching you bleed. Killer behind you. His blood lust defies all his needs./ Grite por misericórdia. Ele ri enquanto te vê sangrar. Assassino atrás de você. Seu desejo de sangue desafia sua coragem.” Na sequência “Prodigal Son” traz uma intro acústica e de levada calma. Novamente o Maiden mostra a veia progressiva da banda em quebras de melodias e andamentos. Destaque para a bela melodia e para o vocal de Paul. Na letra, um sujeito se arrepende de ter se metido com magia e pede ajuda ao demônio Lâmia (na mitologia grega, Lâmia era uma antiga rainha que foi amaldiçoada e se tornou um demônio comedor de criancinhas): “The devil's got a hold on my soul. And he won't let me be. Lamia I've got this curse I'm turning to bad. The devil's got a hold on my soul. And it's driving me mad./ O demônio tem domínio sobre minha alma. E ele não me deixará em paz. Lamia, eu trago esta maldição, estou me tornando mau. O demônio domina minha alma. E isto me deixa louco.” 

Já “Purgatory” é rápida e traz belos riffs e agudos de Di’Anno. A penúltima música do álbum fala sobre um sujeito que está prestes a cometer suicídio: “Thinking of an age old dream. Places I have never seen. Fantasies lived times before. I split my brain, melt through the floor./ Pensando em um velho sonho da velhice. Lugares que nunca vi. Fantasias vividas em tempos passados. Eu despedaço meu cérebro, espalho pelo chão.” Encerra a obra a energética “Drifter”. Que conta com um belo riff no meio da música e mais um excelente agudo de Di’Anno. “Killers” ficou entre no Top 50 nas paradas de sucesso de países como Alemanha, Áustria, Noruega, Nova Zelândia e Suécia. No Reino Unido ficou em 12º e nos Estados Unidos em 78º. A recepção do público e crítica foi boa. O número de cópias vendidas até hoje é superior a 1 milhão. “Wrathchild” foi incluída no jogo de vídeo game “Guitar Hero Encore: Rocks the 80s” (2007). Em 23 de Maio de 1981, o Iron Maiden fez um show no Kosei Nenkin Hall, em Nagóia, Japão. A banda não tinha a intenção de lançar o material, porém, mesmo assim o material ao vivo foi lançado em agosto do mesmo ano com o título “Maiden Japan”. Uma brincadeira com o nome do disco “Made in Japan” (1972) do Deep Purple. A capa original de “Maiden Japan” trazia Eddie segurando a cabeça decapitada de Paul. A gravadora EMI ao saber que a banda queria trocar de vocalista vetou a arte. Ela foi substituída por uma com o mascote da banda apenas com uma espada. Isso já evidenciava os problemas internos que a banda estava passando. 

O Iron Maiden sempre foi uma banda tranquila. Longe de polêmicas, brigas, confusões com quebra-quebra de hotéis ou com o consumo de drogas... Porém, Paul DiAnno era um rockstar. Gostava de beber muito, drogar-se e dar em cima de qualquer garota que aparece pela frente. O desempenho de Paul estava caindo, assim como o comprometimento dele com a banda. Estava sempre chegando atrasado aos ensaios. Steve Harris não deixaria que isso durasse muito tempo. Di’Anno sai do Maidem. Como a letra da última música diz: “Gonna get my song 'til I cant go on. Gonna keep on roaming gotta sing my song./ Tenho que continuar vagando, tenho de cantar minha música. Vou cantar minha música e não posso me enganar.” Di’Anno seguiu vagando e cantando em bandas pequenas. 


Faixas (clique e ouça):
2- Wrathchild  
7- Killers
8- Prodigal Son
9- Purgatory
10- Drifter

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.


Banda: Iron Maiden
Ano: 1981
Álbum de estúdio nº 2
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
País: Reino Unido


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