quarta-feira, 7 de maio de 2014

Resenha: Manowar "The Lord of Steel" (2012)


Os últimos anos não foram muito bons para o Manowar. Em 2009, lançaram o EP “Thunder in the Sky” com a balada “Father” em 16 versões diferentes. Cada uma cantada em uma língua, incluindo o português. Antes, em 2007, o grupo lançou o criticado e mal recebido “Gods of War” (devido a grande quantidade de partes orquestradas) e no ano seguinte o baterista Scott Columbus sai da banda pela segunda vez... E pela última. Em 2011, Columbus foi encontrado enforcado na própria casa. O substituto escolhido foi Donnie Hanzik. Um velho conhecido, já que foi o responsável pelas baquetas no primeiro lançamento do grupo, em 1982, “Battle Hymns”. Obra, aliás, que em 2010, foi regravado com a produção e sonoridade do grupo atualmente, porém o resultado dividiu opiniões. Produção esta que chama atenção em “The Lord of Steel” (lançado em 19 de outubro de 2012), mas por um lado negativo. 

De imediato percebe-se que o baixo de Joey DeMaio está distorcido demais. Soa estridente, abafado, grave e chiado. Além dos já citados, Eric Adams (vocal) e Karl Logan (guitarra) trazem novamente um Heavy Metal simples de tom épico e com temas já manjados pelos fãs. A começar pelos títulos das canções. Estão presentes palavras como “Steel”, “Glory”, “Kill”, “Die”, “Kingdom”... Só faltou “Metal”. A obra começa com a faixa título “The Lord of Steel”. Ela já mostra o problema da produção. O baixo soa estourado. O som está abafado e a bateria soa mecânica. Destaque apenas para a melodia pós-refrão. O que é notório e vale ser ressaltado é o carinho e o respeito que o Manowar tem pelos apaixonados fãs (Régis Tadeu que o diga). 

Em “Manowarriors” a banda saúda os fãs: “We come from different countries. With metal and with might. We drink a lot of beers. And play our metal loud at night. Fly the flag of metal. Brothers all the same. Born to live for metal. It ain’t no game. Never gonna change our style. Gonna play tonight for quite a while. In heavy metal we believe. If you don’t like it time to leave./ Nós viemos de diferentes países. Com metal e com poder. Nós bebemos muitas cervejas. E tocamos nosso metal alto a noite. Flamule a bandeira do metal. Irmãos, todos iguais. Nascidos para viver para o metal. Isso não é um jogo. Nunca mudaremos nosso estilo. Tocaremos por um momento nessa noite. No heavy metal nós acreditamos. Se vocês não gostam é hora de sair.”  Eric Adams continua a apresentar uma excelente performance. Vide o agudo no início. 

O refrão de “Born In A Grave” é razoável, mas o baixo incomoda. A letra é sobre vampiros: “Lifeless inside. For the blood is the life. The gift of the night. That has kept us alive. For thousands of years. We lived in your tears. And we never will die./ Sem vida interior. Pois o sangue é a vida. O dom da noite. Que nos manteve vivos. Por milhares de anos. Nós vivemos a custa de suas lágrimas. E nós jamais morreremos.”  A faixa mais épica do álbum é a lenta e chata “Righteous Glory”. Ela fala sobre um guerreiro que morreu em batalha e que encontrará Odin em Valhalla. 

De cara “Touch The Sky” já mostra um riff clichê e não empolga mesmo assim. A letra de autoajuda fala sobre não se importar com a opinião dos outros dos que querem te por pra baixo. A intro apenas com a bateria seguido da entrada da guitarra de Logan dão um peso interessante ao início de “Black List”, mas fica só por isso. O baixo destoa novamente em solos desagradáveis. Mais uma vez a letra fala sobre seguir em frente: “If you don’t like me – tough. You better leave. Keep on fighting for the things i believe./ Se você mesmo assim você não gosta de mim. É melhor ir embora. Continuarei lutando pelas coisas que acredito.” Depois, “Expendable” traz um riff interessante. 

A que mais se destaca em “The Lord of Steel” é “El Gringo” de riff cavalgado e com um bom solo de guitarra. A letra fala sobre liberdade: “Don't look for me in Heaven. Don't look for me in Hell. Never taken me alive. I've got no soul to sell./ Não procure por mim no céu. Não procure por mim no Inferno. Nunca me pegaram vivo. Eu não tenho alma para vender.” Em “Annihilation” traz uma boa performance de Eric Adams com belos agudos. Também vale destaque a melodia do refrão. O Manowar faz uma auto-homenagem em “Hail, Kill and Die” citando na letra os nomes dos próprios álbuns lançados. Fecha a obra a longa “The Kingdom of Steel”. De início lento, vai progredindo e ganhando peso. Arrastada, forma um clima interessante. “El Gringo” fez parte da trilha de um filme do mesmo nome (no Brasil, “O Forasteiro – Violência Sem Limites”). 

Em junho de 2012, em parceria com a revista inglesa “Metal Hammer” foi lançado junto com a edição da publicação de número 233 uma primeira versão do álbum, mas sem a música “The Kingdom of Steel”. Novamente, as opiniões sobre o álbum ficaram divididas. Mesmo a banda fazendo um som mais direto, comparado ao antecessor (“Gods of War”), a produção de “The Lord of Steel” foi a grande responsável pelos pontos negativos. A bateria soa computadorizada e, principalmente, o baixo de DeMaio soa muito mau. A distorção deste é irritante. As melodias manjadas e as letras simples (às vezes ridicularmente bobas) que conquistaram os fãs estão lá... Mas, alguns também apontaram outros erros como a grande repetição dos refrãos e do prolongamento desnecessário de certas faixas. “The Lord of Steel” é chato, soa robótico e carece de naturalidade e energia proveniente de um som orgânico. O Manowar está se repetindo (literalmente) de forma desnecessária, assim evidenciando defeitos da mesma como a falta de criatividade (de letra e som) e de cara de pau (ou melhor... De steel e Metal...).


Faixas (clique e ouça):
8- El Gringo
9- Annihilation
10- Hail,Kill And Die
11- The Kingdom of Steel

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Manowar
Ano: 2012
Álbum de estúdio nº 11
Gravadora: Magic Circle Music
Gênero: Heavy Metal
País: Estados Unidos
  


0 comentários:

Postar um comentário

Google+ Twitter RSS Facebook