quarta-feira, 4 de junho de 2014

Resenha: Avantasia "The Mystery of Time" (2013)


Primeiramente, quando se trata de Tobias Sammet é preciso dizer... Ele é incansável. Se muitos músicos lançam uma sequência de álbuns em pequenos espaços de tempo e depois ficam longos anos em hiato de lançamento de obras inéditas, Sammet é o oposto. O Avantasia é um projeto liderado por este e que reúne desde 2001 vários nomes do Rock do Metal em álbuns conceituais com cada vocalista atuando como um personagem na história. Em 2011, durante o festival Wacken Open Air (realizado na pequena cidade de Wacken na Alemanha é o maior de Metal do mundo), Tobias anunciou que o projeto chegara ao fim... Porém, em janeiro do ano seguinte, ele sentiu que precisava dar vasão a própria criatividade em algo fora do Edguy (banda principal do vocalista). Logo, o Avantasia retornava. Esta “ópera” (agora contando com a participação da German Film Orchestra Babelsberg composta por sessenta músicos) chegou ao sexto registro em “The Mystery of Time”, lançado em 29 de março de 2013. Juntando todos os álbuns de estúdio de Edguy e Avantasia teremos o impressionante número 15 lançamentos em menos de 22 anos de carreira do alemão. Novamente, repete a parceria na produção com o guitarrista Sascha Paeth que acontece desde o EP “Superheroes” do Edguy, em 2005. Completam a formação fixa ao lado de Paeth e Sammet, o tecladista Michael “Miro” Rodenberg (Kamelot) e o baterista Russell Holbrook (Uriah Heep). 

A capa foi criada pelo ilustrador inglês Rodney Matthews. Três anos depois de ter lançado “Wicked Symphony” e “Angel Of Babylon”, o Avantasia trouxe um álbum de músicas longas com peso, melodia e momentos épicos, mas não tão “Metal” quanto outrora. O novo lançamento começa com a épica e de refrão grudento “Spectres”: “Wide open minds will divine without reason. Cold is the night as you're braving the gale. Wide open eyes and a spectre is breezing. Cold is the night as you're braving the pale. Wide open minds - once upon a moonlit night…/ Mentes abertas adivinharão sem motivo. Fria é a noite quando você está enfrentando o vendaval. Olhos bem abertos e um espectro está espirrando. Fria é a noite quando você está enfrentando o fantasma. Mentes abertas - Era uma noite de luar...” “The Watchmakers' Dream”  é alegre e de melodia festiva apresenta melodias interessantes, mas um refrão fraco, conta com a participação de Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Yngwie Malmsteen e Deep Purple, entre outros) e com o guitarrista Arjen Anthony Lucassen. 

Black Orchid” traz belas partes instrumentais e tem a participação de Biff Byford, vocalista do Saxon, além do guitarrista Bruce Kullick (ex-KISS). Bom refrão. Já “Where Clock Hands Freeze” já traz uma melodia cativante e agitada de Power Metal, mas o destaque vai para a performance de Michael Kiske. O guitarrista Oliver Hartmann toca na faixa. Depois vem a faixa que mais chama atenção. Simplesmente por ser a que mais destoa do restante da obra. “Sleepwalking” é uma balada acessível e radiofônica. Tudo nela é grudento. Conta com a participação de Cloudy Yang. Após, “a mágica volta” com a longa “Savior in the Clockwork”. De introdução épica, é uma mistura de Heavy com Power Metal com tom épico em uma boa composição. Destaque para o refrão. Conta a performance de Biff Byford, Joe Lynn Turner e Michael Kiske. “Invoke the Machine” traz a veia Hard Rock de Tobbias em uma música agitada e com refrão “pra cima”. Conta com o vocalista do Pretty Maids, Ronnie Atkins. Em seguida, vem a balada “What's Left of Me”. Com a participação de Eric Martin do Mr. Big. em uma música light e que e apresenta algumas partes interessantes (como o final ao piano, por exemplo), mas não empolga. 

O mesmo vale para a enérgica “Dweller in a Dream”. Kiske retorna junto de Hartmann. “The Great Mystery” encerra em uma faixa épica com mais de 10 minutos. Conta com Bob Catley (Magnum), Byford e Turner nos vocais, além de mais uma participação de Kulick. Tem um ar de power ballad e um bom refrão, mas peca pelo tamanho. Existe uma versão do álbum com faixas bônus. São duas músicas cantadas apenas por Sammet. “The Cross and You”  é um Hard Rock com um ótimo pós-refrão, já “Death Is Just a Feeling” é uma versão alternativa (não tem nada de diferente, além do fato de contar com a presença de Tobias) da lançada em “Angel of Babylon” (2010). Com a segurança de que tinha uma bela ideia em mãos, Sammet produziu o álbum sozinho e depois fez a proposta para a gravadora lança-lo ou não. Tobbias estava realmente confiante. Sabia que caso não aceitassem algum selo toparia, afinal os últimos álbuns do projeto venderam bem. A recepção do álbum foi positiva. Com notas variando entre bom e ótimo. O que todos perceberam foi que este álbum não trouxe de forma tão evidente os tradicionais refrãos grudentos para o público cantar junto. “The Mystery of Time” é um bom álbum, mas a estrutura de “ópera” com os vocalistas se intercalando e as faixas longas deixam a obra sem o dinamismo como em um lançamento tradicional de Power Metal. 

Faixas (clique e ouça):
11- The Cross and You bônus
12- Death Is Just a Feeling (Alternative Version) bônus

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.
Banda: Avantasia
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 6
Gravadora: Nuclear Blast
Gênero: Symphonic Metal
País: Alemanha


0 comentários:

Postar um comentário

Google+ Twitter RSS Facebook