sábado, 7 de junho de 2014

Resenha: Black Veil Brides "We Stitch These Wounds" (2010)


O Black Veil Brides é uma banda de Metalcore criada pelo vocalista Andy Biersack, em 2006, na cidade de Cincinnati, Ohio, porém foi quando se mudou para Los Angeles que se iniciou a fase profissional ao assinarem com a gravadora independente: a StandyBy Records. Diferentemente de outros grupos do estilo que tem um visual mais próximo do estilo skatista com bermudas folgadas e camisas coloridas, o Black Veil Brides já chama atenção pela aparência atípica. Uma mistura de Emo com Glam Metal. Roupas pretas apertadas e com maquiagem bem forte. A ideia não era a de pura e simplesmente ser diferente apenas por sê-lo. Andy cresceu ouvindo bandas como L.A. Guns, Kiss, Mötley Crüe e W.A.S.P., ou seja, bandas que sempre usaram e abusaram da imagem. O problema é que isso ocorreu nos anos 80, e o Black Veil Brides sofreu com o preconceito. 

Em 20 de julho de 2010 é lançado “We Stich These Wounds”. Mesmo com o orçamento baixo (7 mil dólares) e o selo pequeno, a obra mostra um Metalcore pesado, com direito a screamos, mas ao mesmo tempo acessível. Algumas partes são radiofônicas e genéricas, porém o resultado como um todo é positivo. Ao lado Biersack no vocal, Ashley Purdy (baixo), Jake Pitts (guitarra), Jinxx (guitarra base, teclados e backing vocals) e Sandra Alvarenga (bateria). “The Outcasts (Call To Arms) é uma intro curta e conta com a locução (radiofônica) de Urban Flanders. O avô de Biersack. A faixa título vem na sequência. “We Stitch These Wounds” traz um Metalcore energético, scream vocals e limpos, além de um refrão bem acessível. Originalmente esta música foi gravada no EP “Sex & Hollywood” (2007). 

Beautiful Remains” traz belas linhas de guitarra e bateria em mais uma faixa que mescla peso e melodia culminando em um refrão grudento e memorável em uma música sobre funeral: “This love will set you free from thoughts of yesterday. Now death has come to claim your beautiful remains./ Esse amor vai te libertar dos pensamentos de ontem. Agora a morte chegou para clamar seus lindos restos.” Na mistura de influências do Black Veil Brides, o lado lírico gótico fica claro em “Children Surrender”: “Whoa, whoa. Sink your teeth into forever. Whoa, whoa. Sunlight burns children surrender./ Whoa Whoa. Afunde seus dentes no para sempre. Whoa whoa. A luz do sol queima filhos da rendição.” Depois vem o single “Perfect Weapon”. A melhor faixa do álbum. Bom solo de guitarra, screamos, Andy tem uma bela performance nas partes limpas. 

Knives and Pens” também foi lançada no EP de 2007 e já inicia chamando atenção pelo ótimo riff inicial, mas que se assemelha muito ao de “Unholy Confessions” (“Waking The Fallen”, 2003) do Avenged Sevenfold. O problema nela é que os vocais screamos de Andy soam estranhos, pois não combinam com o estilo mais calmo dela. Letra denota uma conexão/pacto com os fãs. Como um gesto de acolhimento, no sentido de: “vocês não estão sozinhos”.  “The Mortician's Daughter” é uma bela balada grudenta ao violão, mas que também conta com orquestração. Romântica, fala sobre um casal que tenta se reconciliar, após sofrerem, com uma declaração de amor: “I will wait, dear. A patient of eternity, my crush. A universal still, no rust. No dust will ever grow in this frame. One million years I will say your name. I love you more than I can ever scream./ Eu vou esperar, querida. A paciência de uma eternidade, minha paixão. Um universo ainda, sem enfraquecer. Nenhuma poeira irá crescer nesta moldura. Um milhão de anos eu direi seu nome. Eu te amo mais do que eu poderia gritar”. 

Já “All Your Hate” é um rápido Metalcore. Destaque para as partes mais aceleradas, para o bom breakdown e o solo de guitarra. Em “Heaven's Calling” há passagens interessantes com riffs cavalgados. Novamente, o trabalho das guitarras chama atenção em “Never Give In”. Com teor de autoajuda fala sobre não desistir nem momentos de injustiça: “When your life feels lost. (Fight against all odds). Never give in. (Never back down)./ Quando sua vida parece perdida, (Lute contra as Injustiças!). Nunca desista, (Nunca recue!).” Composta de um belo solo e uma linha de guitarra agradável, porém mantém o ar triste, “Sweet Blasphemy” tem coros que devem contagiar o público para que cantem em uníssono. A participação de um coral de crianças em certos momentos deu um belo toque melódico e singelo. Mais uma vez, a parte lírica é a respeito da demonstração do próprio valor: “(We are young and we are strong. Through strength in self we become. Something more than they can be. This is our sweet blasphemy)./ (Nós somos jovens e somos fortes. Através da força de cima nos tornaremos. Algo a mais do que eles podem ser. Esta é a nossa doce blasfêmia)”. Encerra a obra “Carolyn”. Uma power ballad melancólica, mas de melodia grudenta sobre ajuda na superação de problemas: “You're not alone. We'll brave this storm. And face today. You're not alone./ Você não está sozinho. Nós enfrentaremos esta tempestade. E encarar o hoje. Você não está sozinho.” 

Na média, a opinião dos críticos foi regular. Muitos criticaram inúmeros elementos da banda, como letra, sonoridade nada original, letras pobres, vocal fraco e o visual EMO. O que é fato, na realidade, é que se a banda não utilizasse um visual tão carregado, talvez, trouxesse mais simpatia de mais pessoas. Outros fatores contribuem para o ódio, como a ascensão meteórica. Em pouco tempo, conseguiram assinar com uma grande gravadora (com a Universal), o álbum atingiu a 36ª posição das paradas de sucesso nos Estados Unidos, na semana de lançamento venderam 10 mil cópias e ao todo “We Stitch These Wounds” vendeu mais de 100 mil e, principalmente, a paixão dos fãs da banda. Liricamente, porém, é evidente que existe uma influência emocore nas letras. Existem muito sentimento, afeto e tristeza combinado a um alto teor de lírico de autoajuda que gera uma rápida identificação entre público e artista, no sentido de “você não está sozinho para superar os problemas”. O Black Veil Brides despertou amor e ódio. É como diz o famoso ditado “prego que se destaca leva martelada”. 

Faixas (clique e ouça):
8- All Your Hate
9- Heaven's Calling
10- Never Give In
11- Sweet Blasphemy
12- Carolyn

                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

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Nota do álbum.
Banda: Black Veil Brides
Ano: 2010
Álbum de estúdio nº 1
Gravadora: StandyBy Records
Gênero: Metalcore
País: Estados Unidos



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