sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Curiosidades: Pré-Metallica | Lars Ulrich


Lars Ulrich desde sempre se considerou uma pessoa “especial”. Nascido no primeiro dia pós Natal de 1963, em Copenhagen capital da Dinamarca, em uma família rica e com pais já com idade avançada. O pai, Torben Ulrich era um tenista que se profissionalizou tardiamente, mas que participava de vários torneios importantes internacionais. Era hiperativo e lembrava o Gandolf (personagem da obra “The Lord of the Rings” – O Senhor dos Anéis – de J. R. R. Tolkien). A casa deles respirava cultura. O quarto de Lars ficava ao lado da sala de música, onde o pai dele recebia amigos (escritores e músicos, por exemplo) e escutavam músicas de Hendrix, Janes Joplin, jazz e música oriental. 

Por viajar tanto, talvez, Lars tivesse embutido na cabeça que poderia chegar a qualquer lugar que quisesse. A cultura também se manifestava através do privilegio de conhecer diferentes nações. Ainda criança, Lars já havia viajado para vários países como França, Austrália, África do Sul... Do pai veio a arte e da mãe a gerência. Aos 9 anos, em 1969, Lars foi ao primeiro show. Era dos Rolling Stones. Porém, a primeira paixão foi pelas bandas pesadas dos anos 70, principalmente, foi o Deep Purple. O primeiro show que foi e assistiu do gargarejo foi o do Status Quo em 1975, aos 11 anos. 

Já tinha uma vida independente. Enquanto os pais ainda dormiam, acordava, preparava o café da manhã e ia para escola sozinho. Caso quisesse, Ulrish poderia ir a qualquer show, mas teria de se virar para conseguir o dinheiro e uma maneira de ir e voltar. A paixão pela música aumentou quando ganhou uma bateria profissional da avó. Ele queria ser o frontman, mesmo sendo baterista, já que admitiu que não gostava da própria voz. Na área de esportes, porém, Lars era um prodígio no tênis e se matriculou na academia mais importante deste esporte aos 16 anos, porém a disciplina exigida não o agrava. Lars até gostava de tênis, porém o rigor do local atrapalhava a sua paixão pela música. Até o pai dele percebeu isso. A troca da raquete pelas baquetas coincidiu com a ascensão da N.W.O.B.H.M. (New Wave Of British Heavy Metal – “ Nova Era do Heavy Metal Britânico”). 

Nos Estados Unidos, como de costume Lars foi até uma loja de discos. Estava a procura de novidades. De repente, uma capa com um zumbi horroroso lhe chamou atenção. Era o debut do Iron Maiden. A vida de Lars mudou, então. O problema é que ele se divertia sozinho, no próprio mundo, pois achava que era o único que conhecia de Metal em Los Angeles. Porém, isso não era totalmente verdade. Ulrich fez amizade com dois headbangers na cidade, além de manter contato com outros fãs do gênero pelos Estados Unidos. Já pertencendo a um grupo, o dinamarquês rodava a cidade com os companheiros passando por lojas de música em busca de edições da revista Sounds/Kerrang! para saber o que estava acontecendo no cenário Heavy Metal europeu. Lars conseguiu fama até de forma indireta tamanha a fome que tinha a respeito do Metal Britânico. Alguns o conheciam como “o baixinho dinamarquês”, pois ele era sempre era o “culpado” em fazer a limpa nas lojas de discos ao adquirir álbuns e revistas importadas antes dos outros. 

O mundo do rock estava mudando. O Metal estava em ascensão e ele queria fazer parte disso não apenas como consumidor, mas como criador. Decidiu que iria montar a melhor banda de Heavy Metal do mundo... Simples assim. Mas quem conhece Lars Ulrich sabe que este tipo de afirmativa não são meras simples palavras jogadas ao vento... Realmente, ele queria e lutaria para criar a melhor banda de Metal do planeta. Ulrich coloca um anúncio em um jornal dizendo que iria criar uma banda e precisava de integrantes. Um sujeito chamado Hugh Tanner leu o anúncio e junto de um jovem chamado James Hetfield foram até a casa de Lars. Diferentemente dos filmes, o primeiro encontro não foi “amor à primeira vista”. Pelo contrário. Hetfield sentiu vergonha alheia ao ver o baterista derrubar os pratos do instrumento a todo instante durante o ensaio. Fora a “habilidade” do baixinho, chamou a atenção de James o sotaque esquisito, as caras e bocas que Lars fazia quando tocava e até do cheiro deste. O dinamarquês seguia o estereótipo do europeu que não gostava de tomar banho. A falta de higiene era tamanha que Lars só trocava de camisa quando esta estava dura de tanto suor. A recíproca, porém, era verdadeira. Lars não gostou dos vocais agudos do jovem Hetfield. Fora o fato de James não ser lá muito comunicativo. O dinamarquês ficou desapontado e decidiu passar um tempo na Europa. 

Como diz o ditado “é preciso dar um passo para trás para dar dois para frente” e foi isso que  ele fez. De músico voltou para o posto de fã ao seguir de perto a carreira da banda Diamond Head. Ele ficou tão intimo que ia aos ensaios e até dormia na casa do guitarrista Brian Tatler. De fato, o Metal britânico era um vício para Lars Ulrich. Ele se considerava o fã número de Iron Maiden do mundo! Na terra natal teve a oportunidade de ver o último show do Maiden com Paul Di’Anno nos vocais. E graças ao baixista (e líder do Iron) Steve Harris aprendeu que não existe “democracia” em uma banda. Lars Ulrich é um destes caras raros que conseguem tudo o que profetizam tal qual Steve Jobs. Lars começou por baixo, pequeno, mas com determinação, foco, inteligência empresarial e sorte, construiu aquela que viria a ser, segundo muitos, a maior banda de Metal da história: o Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica. (em breve link)

Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

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