sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Curiosidades: Pré-Metallica | James Hetfield


James Hetfield nasceu em 3 de agosto de 1963, na cidade de Downey na Califórnia (próximo de Los Angeles). A infância de James foi dura e traumática. Isso o afetou de tal forma que os reflexos puderam ser sentidos durante 4 décadas. Hetfield foi criado pelos pais dentro da doutrina religiosa chamada “Ciência Cristã”. Uma seita dentro do cristianismo tão obscura que é até difícil encontrar dados sobre. Um exemplo da rigidez dos dogmas era a de que nenhum fiel poderia cuidar-se em um hospital ou sequer tomar medicamentos. Logo, James um sujeito tímido, quieto, inseguro (principalmente por causa do problema de acne no rosto) ficava ainda mais constrangido quando precisava se retirar da sala de aula quando a matéria de ciências iria ser aplicada. Do lado de fora nos corredores da escola e sozinho, ele tinha que enfrentar os olhos de desconfiança dos outros, dando a entender que James tinha feito alguma coisa de errado para estar ali. 

Ainda jovem queria fazer um teste para entrar no time de futebol americano do colégio... Não pode, pois era necessário um atestado médico. O pai de Hetfield era um bom homem, mas muito severo. Trabalhava como caminhoneiro. Quando tinha 13 anos, porém, Virgil foi embora e nunca mais voltou... O isolamento que James sofrera foi bom por um lado, pois com não pertencia a um grupo ele pode forjar a própria identidade. Começou a tomar as próprias decisões, então. Na igreja que frequentava com a família, várias pessoas davam testemunhos de como tinham sido curadas pela fé, por exemplo, quando estavam com ossos quebrados. O problema foi quando Hetfield percebeu que isso era mentira, afinal os “curados” ainda reclamavam de dor. James abandona a escola dominical. 

Cinthia, a mãe dele, coloca-o em aulas de piano. Ele não gostava do repertório apresentado pela professora, mas adorava receber biscoitos ao final de cada aula. Apesar do aborrecimento, tocar piano ajudou-o a aprender a técnica de tocar com as duas mãos e cantar ao mesmo tempo. No campo da música, gostava de Black Sabbath, pois os outros meninos tinham medo da banda, por causa das letras sobre o diabo e magia negra. Adorava se isolar do mundo escutando Hard Rock 100% americano com bandas como Alice Cooper, Aerosmith, Ted Nugent e Kiss. O primeiro show que viu foi do AC/DC abrindo para o Aerosmith em 1978. Nele aprendeu que um músico podia até xingar o próprio público de "filho da puta” se quisesse. 

Porém, a solidão foi quebrada quando conheceu Ron McGovney. Ron também era um dos que não se encaixavam em nenhum grupo e fez amizade com James porque este sabia tocar violão. Eles e mais alguns outros colegas montaram uma banda e a chamaram de Obsession. Tocavam covers de bandas de Metal da década de 70 como Deep Purple, Led Zeppelin, U.F.O, Thin Lizzy... Porém, quando Hetfield pensou em levar as coisas mais a sério e apresentou uma composição própria sofreu rejeição. Logo, decidiu sair do grupo. Montou outro grupo, então, mas ainda seguindo a linha de covers. O Syrinx tocava músicas do Rush. Porém, novamente James teve que abandonar uma banda, só que dessa vez contra a vontade... E de maneira triste. 

Em 1980, a mãe de Hetfield ficou doente e como era fiel da Ciência Cristã não quis ir ao médico se tratar. Queria ser curada pela fé, mas “deus falhou”. Com a perda, James teve que se mudar e foi morar com um meio-irmão 10 anos mais velho em uma cidade a quilômetros. Segundos psicólogos, a passagem pelo luto faz bem para as pessoas, pois elas conseguem entender e superar a dor do falecimento de um ente querido, mas, infelizmente, este segmento cristão não concorda com esta ideia (e nem a com a do velório). Eles acreditam na separação entre corpo e alma, por isso James teve que guardar para si todo o sofrimento que sentira. Ele era tão fechado que não contou que a mãe tinha morrido para nenhum amigo. Por outro lado, na mesma época começou o primeiro relacionamento sério. 

Apesar de tudo, a vontade de fazer música ainda se mantinha intacta. Cria a Phantom Lord e chama Ron para ser baixista. Ele o ensina a tocar e vai morar na casa do amigo. Hetfield começou a trabalhar em uma fábrica de adesivos e com o primeiro salário e mais a ajuda de McGovney construíram um espaço para os futuros ensaios da Phantom Lord. Mas, quando o futuro parecia promissor, um integrante do grupo sai e a banda termina as atividades antes mesmo de começar. E mais uma vez James cria um novo projeto: o Leather Charm. Ron afirma que o visual e o som seguiam a linha do Glam (é difícil imaginar o futuro vocalista do Metallica fazendo beicinho ao cantar). Algumas canções foram recicladas dois anos depois e saíram no primeiro álbum do Metallica. No fim, sobraram apenas James e Ron. Um ex-integrante decide ajudar estes desanimados (não à toa) mostrando a eles um anúncio de jornal de um jovem que interessado em montar uma banda de Metal... Era o de Lars Ulrich! Um garoto esquisito e com um cheiro estranho. Ron não foi ao encontro, pois já deslumbrava uma carreira como fotógrafo de rock. Não perdeu muita coisa neste primeiro encontro em si, mas... Nascia aí o embrião do Metallica.



Leia a biografia de Lars Ulrich pré-Metallica.

Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

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