sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Curiosidades: Metallica | O pontapé


Lars Ulrich e James Hetfield eram muito diferentes entre si, porém se conectavam, pois eram rejeitados pela sociedade e tinham o mesmo gosto musical. Quando James foi à casa de Lars sentiu a diferença de ambiente. Se o primeiro vivia em uma casa regida pela fé e disciplina, o segundo gozava de liberdade e dinheiro. Ulrich era falastrão. James era fechado. No fim, as características opostas eram celebradas e a individualidade estimada. James adorou o quarto de Lars e, na segunda visita que fez, copiou em fitas cassetes com o próprio gravador vários álbuns bandas da N.W.O.B.H.M (New Wave Of British Heavy Metal – em português: Nova Era Do Heavy Metal Britânico). Com a parceria firmada entre o baterista dinamarquês e o vocalista e guitarrista americano faltava um baixista. Obviamente, a primeira opção era Ron McGovney. Amigo tanto de colégio quanto de bandas que não vingaram de James Hetfield. O problema é que Ron achava Lars “um bosta” como músico. Isso mudou com a frequência constante de ensaios. 

Os primeiros shows foram realizados em pequenos clubes de Los Angeles nos Estados Unidos. Tocavam músicas de bandas inglesas de Metal, mas omitiam a informação de que eram covers para que o público achasse que eram composições próprias. Porém Ulrich ainda continuava frustrado, pois só ele e James gostavam daquele estilo na região. O nome “Metallica” veio de Ron Quintana, sujeito que o baterista conheceu via seção de troca de fitas da revista Kerrang! Quintana queria montar a própria “super-revista-de heavy metal” e apresentou uma lista com sugestões de possíveis nomes ao baterista para que ele auxiliasse na escolha. Antes disso, existiam vários possíveis nomes para a banda, mas todos eram clichês e americanizados. O favorito de Lars era “Thunderfuck”. Quintana tinha dois nomes em mente para a revista: “Metal Mania” e “Metallica”... Pronto! Era isso. Ulrich de forma maliciosa indicou (empurrou) “Metal Mania” para Quintana, assim poderia ficar livre para utilizar o título “Metallica”. 

O Metal na Europa era a referência para os americanos. Assim, quando foi lançada a coletânea “Metal For Muthas” (de 1980 com Iron Maiden, Sledgehammer, E.F. Band, Toad And Wet Sprocket, Praying Mantis, Ethel The Frog, Angel Witch, Samson e Nutz) o jovem de 21 anos Brian Slagel (criador da gravadora Metal Blade) resolveu fazer o mesmo com a cena local americana. Lançar várias bandas em um mesmo álbum era mais econômico e prático do que produzir um inteiro de cada grupo. A ideia era divulgar o cenário e não visar o lucro. Lars descobriu a novidade e ficou interessado na notícia. Só que havia um problema... A banda ainda estava incompleta. O Metallica de Ulrich e Hetfield decide participar da compilação com a música “Hit The Lights” (uma reformulação de uma faixa da ex banda de James: o Leather Charm). A guitarra solo foi gravada pelo jamaicano Lloyd Grant (professor de guitarra do vocalista). Depois de muita enrolação, a gravação só fica pronta justamente no último dia do prazo de entrega para a gravadora. Com a fita pronta em mãos faltava passar o material para o estúdio copiar o conteúdo para o rolo na edição final. Mas aí surge mais um problema. Lars não tinha dinheiro para pagar o serviço. O “salvador da pátria” foi um amigo de Slagel que pagou o trabalho. Por pouco o pontapé inicial não era dado na coletânea “Metal Massacre” em 1982 (ao lado de Steeler, Bitch, Malice, Ratt, Avatar, Cirith Ungol, Demon Flight e Pandemonium na primeira prensagem)... Mas o final não foi “totalmente” feliz, pois por um erro de digitação o nome do grupo ao invés de ser grafado como “Metallica” ficou marcado como “Mettallica”.



Leia a biografia de Lars Ulrich pré-Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica.

Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

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