sábado, 15 de novembro de 2014

Resenha: Stone Temple Pilots "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (1996)


Cercado de drogas e problemas... Assim foi o período da carreira da banda americana Stone Temple Pilots quando lançaram “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop” mais precisamente em 26 de março de 1996. Em 1995, o vocalista Scott Weiland foi pego pela polícia com cocaína e foi condenado a liberdade condicional. Logo, ele deveria prometer seguir na linha longe de problemas... Em teoria. O terceiro lançamento da banda foi produzido entre o fim daquele ano e 1996. Formado por Dean DeLeo (guitarra base), Eric Kretz (bateria), Robert DeLeo (baixo) e Scott Weiland (vocalista) “Tiny Music...” apresenta uma mudança no direcionamento musical do grupo. O Grunge dos dois primeiros trabalhos deu espaço para a experimentação e sons característicos dos anos 90. Além, do Rock alternativo apresentado há espaço para incursões até pelos elementos da Bossa Nova. Mas o que chama atenção, inicialmente, porém é voz de Weiland. Ela soa mais “fraca” se comparada a força e o tom grave apresentado nas obras antecessores (“Core” de 1992 e “Purple” de 1994). 

O álbum começa com “Press Play”. Faixa curta e instrumental. Serve como prelúdio. Ela tem uma melodia calma (até “relaxante”) e swingada guiada por acordes espaçados de guitarra, um baixo bem evidência, além de leves toques de bateria e teclado. “Pop's Love Suicide” mostra o novo rumo do Stone Temple Pilots. Ela tem a guitarra bem destacada, a simplicidade de Rock em uma maneira despojada/à vontade, mas com um Scott cantando em tom menos grave. “Tumble in the Rough” a distorção da guitarra está presente ao longo da faixa. Weiland traz um vocal um pouco mais próximo do que fazia anteriormente. A música tem uma dinâmica simples de “rock de garagem”. A letra fala de um indivíduo que sabe sobre os problemas que as drogas causam, mas não consegue se livrar do vício: “I'm looking for a new meditation. Still looking for a new way to fly. Don't want any plastic validation. Not looking for a new way to die./ Estou procurando por uma nova meditação. Ainda procurando por uma nova maneira de voar. Não queira alguma validação plástica. Sem procurar uma nova maneira de morrer.” 

A seguinte “Big Bang Baby” traz um riff repetitivo e hipnótico ao melhor estilo anos 90. O vocal de Scott Weiland se mostra ainda mais enfraquecido. “Lady Picture Show” tem uma clara influência de Beatles. Ela é um rock suave e melódico com alguns toques mais lúdicos. Introspectiva, acústica com violão, bateria, baixo e toques até de xilofone em uma melodia relaxada, mas ao mesmo tempo um “pra baixo”. Porém, o peso volta com tudo em “Trippin' on a Hole in a Paper Heart”. Música que mais se aproxima com a proposta Grunge dos dois primeiros álbuns. Mas chama atenção a inclusão de uma bateria bem à Bossa Nova brasileira em “Art School Girl”. A faixa intercala momentos de calma e peso com bastante distorção. Em seguida, vem a interessante balada “Adhesive”. Ela traz um mix de elementos de jazz e psicodelismo. Há passagens de saxofone e harmonias atmosféricas ao som de batidas leves de bateria, acordes de guitarra, além de toques de violão e teclado. 

O Grunge volta em “Ride the Cliché” com a sonoridade da guitarra distorcida e as notas sustentadas nos vocais de Scott. No fim, há curta e instrumental “Daisy”. Ao violão e guitarra com aquele timbre mais sensualizado e que dá um ar de sossegado, sol e praia. O rock simples, mas ao mesmo tempo experimental volta em “Seven Caged Tigers” a última faixa. Tem cara de anos 90 e sonoridade alternativa de grupos da época com o Blur, por exemplo.  A recepção da crítica foi mista. A revista (original americana) Rolling Stone avaliou o álbum de forma positiva. Nos Estados Unidos, terra natal, alcançou a 4º colocação nas paradas e no Reino Unido o 31º lugar. Na América, “Tiny...” vendeu mais de 2 milhões de cópias e 100 mil no Canadá. Números inferiores comparados aos antecessores. Um dos motivos foi o cancelamento de boa parte da turnê de divulgação entre 1996 e 97 por causa de novos problemas de drogas envolvendo o vocalista Weiland. 

Os vários problemas causados pelo vocalista refletiram no desempenho negativo dentro e fora do Stone Temple Pilots na época de “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop”. Scott está um vocal muito fraco e desgastado, provavelmente, causado pelo alto consumo de drogas. Weiland tinha um timbre bem mais forte, encorpado e grave nos dois primeiros lançamentos da banda. Sonoramente o Grunge foi substituído por um Rock mais simples, leve e alternativo. Experimentam outros estilos como Bossa Nova e Psicodelismo. O último, aliás, bem evidente nas letras.


Faixas (clique e ouça):
1- Press Play
2- Pop's Love Suicide
3- Tumble in the Rough
4- Big Bang Baby
5- Lady Picture Show
6- And So I Know
7- Trippin' on a Hole in a Paper Heart
8- Art School Girl
9- Adhesive
10- Ride the Cliché
11- Daisy
12- Seven Caged Tigers


                                                                                    Opinião do autor:
Nota track by track.

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Nota do álbum.

Banda: Stone Temple Pilots
Ano: 1996
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Atlantic
Gênero: Rock
País: Estados Unidos



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