sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Curiosidades: Metallica | Os problemas de 83



Os primeiros shows com a nova formação (com Cliff Burton no baixo, James Hetfield guitarra base e vocal, Lars Ulrich na bateria e Kirk Hammett na guitarra principal) foram como abertura da banda de Metal Extremo inglesa Venom. Estes também ficaram na casa dos Zazula. Depois do primeiro show, James e Cronos (vocalista da outra banda) caíram no cão literalmente de tão bêbados. Hetfield machucou a cabeça e teve de levar seis pontos. Mas este não foi o único problema ocorrido com o Venom envolvido na história... Sem querer, em uma ocasião quase queimaram a cozinha de Jonny Z. No primeiro show, aliás, por pouco um acidente grave não aconteceu. Um dos roadies, por falta de comunicação, acabou colocando pólvora nos canos de morteiros, porém outro roadie já tinha feito isso um pouco antes. Este excesso fez a explosão uma que resultou em um rombo de 1 metro no chão e um dos canos ficou cravado no balcão do bar. 

Paralelo a isso, internamente, o Metallica enfrentava os próprios dilemas sobre o futuro. James queria ser apenas como guitarrista. Jess Cox, o primeiro vocalista da banda inglesa Tygers Of Pan Tang, foi uma das possibilidades. Porém, o que mais se aproximou de uma possível entrada foi John Bush, da banda de Heavy Metal tradicional também americana Armored Saint, mas este, com dezenove anos, preferiu se manter no Saint por conta da amizade com os outros integrantes. Além disso, o Metallica não parecia estar tão a frente em meados de 1983... Realmente o mundo dá voltas... John Bush conta, rindo agora, que poderia ter acabado com o Metallica e com o Metal em si se tivesse ingressado a banda de James e Lars. Ambos concordam que um dos fatores essenciais para o sucesso da banda foi ter James Hetfield como frontman. Ele inicialmente cantava de uma maneira estranha, mas melhorou muito com o tempo e se tornou um ícone. Hetfield não queria ser vocalista, porém. 

Depois de tanta confusão, o amor dos anfitriões se transformou em revolta. Mas isso era justificável afinal. Zazula expulsou o Metallica de casa, quando estes acabaram com o armário de bebidas dos Marshalls. Lá estavam guardadas garrafas de bebida que o casal mantinha desde o casamento. Ele os enviou ao um espaço de ensaios no Queens em Nova York. Um lugar muito sujo. Estes californianos se alimentavam de pão de forma e salsinha fria, basicamente. O Anthrax, banda contemporânea e também de Thrash Metal, deixa o grupo tomar banho na casa dos integrantes e dão a eles alguns aparelhos domésticos. A cena Metal no nordeste dos E.U.A. estava crescendo e já apresentava algumas figuras “metal”. 

Paralelo ao mundo do Heavy, o álbum “Thriller” de Michael Jackson bate todos os recordes de vendas de álbuns da história. Enquanto Zazula tentava convencer algum selo a lançar o Metallica, Michael parava o país ao apresentar o “moonwalk”. Cada gravadora de uma banda onde apostavam em marketing. Uma tinha Prince, outra o Def Leppard e etc. Aliás, o Leppard, era uma (senão única) banda britânica a fazer um sucesso estrondoso na “Terra do Tio Sam” com milhões de álbuns vendidos e singles nas paradas. O motivo? O som de fácil assimilação e a aparência colorida e festeira. O Iron Maiden só conseguiu penetrar no mercado quando trocaram o vocalista. Bruce Dickinson era mais melódico que o antecessor. Além destes, apenas o Judas Priest. A América não ligava para o Metal britânico. As bandas que faziam sucesso eram as de rock “soft” como o Duran Duran.



Leia a biografia de Lars Ulrich pré-Metallica.

Leia a biografia de James Hetfield pré-Metallica.

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Leia sobre a saída de Ron McGovney

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Leia a resenha do álbum de estreia do Metallica. (em breve link)

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