quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha: Amaranthe "Massive Addictive" (2014)



Era comum até os anos 80 bandas de Metal lançarem obras inéditas em um intervalo realmente curto. Com as mudanças no mundo musical, principalmente, é comum encontrar grupos que ficam de 4 a mais anos sem lançar nenhuma música nova sequer. No entanto, o Amaranthe da Suécia em 2011 lançou o debut e em 2014 já lança o terceiro registro. Ainda em 2013, Andreas "Andy" Solveström responsável pelos vocais sujos saiu e foi substituído por Henrik Englund (vocal da banda também sueca de Melodic Death Metal: Scarpoint). Além de Henrik, o grupo seguiu com Elize Ryd (vocais femininos), Jake E Berg (vocais limpos), Johan Andreassen (baixo), Olof Mörck (guitarra e teclado) e Morten Løwe Sørensen (bateria). Lançado em 21 de outubro de 2014, “Massive Addictive” mantém o estilo similar de Alternative Metal com toques de Melodic Death Metal, Metalcore e Eletrônica dos trabalhos anteriores, porém agora ainda com mais espaço para a pop music. Elize em alguns momentos se aproxima bastante do estilo “diva” do estilo americano. O tamanho das músicas também corroboram com a ideia de uma possível adequação ao mercado norte-americano, afinal todas as 14 faixas possuem 3 minutos e só variam os segundos. 

Dynamite” começa com o tradicional peso, mas com certa cadência e ritmo de pop radiofônico. “Drop Dead Cynical” a veia pop fica ainda mais lente. Principalmente, pelo compasso que a deixa com cara de trilha sonora de partida de evento esportivo norte-americano. “Trinity” traz o estilo dos dois primeiros álbuns, porém muito parecido com o som dos conterrâneos do Dead By April no que se refere à utilização dos teclados e harmonias. O refrão grudento e mais “alegre” a deixa ainda mais próxima dos álbuns “Amaranthe” e “The Nexus” (2013). A faixa-título mantém o peso, mas com muito mais ênfase nas influências eletrônicas e na vocalista Elize. O mesmo estilo segue em “Digital World”, porém o samples dançante utilizado na intro (e em outras partes) e o ritmo do refrão, além do clima em si trazem elementos do Eurodance. 

A linha Dead By April volta em “True” com o lado eletrônico sendo substituído pelos teclados. Mais calma é quase uma balada, mas ainda mantém o peso da guitarra e bateria: “This is the time. For chasing my desires. What's in my heart is true. And if my dreams set everything on fire. Then I would still belong to you./ Este é o momento. Para perseguir meus desejos. Que no meu coração é verdade. E se meus sonhos colocam tudo no fogo. Então eu ainda pertencerei a você.” Em “Unreal” Elize Ryd dá ainda mais mostras do lado “diva” com vocalizações bem pop’s. “Over and Done” começa calma e com toques de piano. Tudo bem melodioso. O estilo desperta a ideia de ser uma balada. Bem radiofônica, mas com o refrão mais pesado. Em seguida, vem a compassada “Danger Zone” com, novamente, toques latentes de estrutura Pop ao peso do Metal. A velocidade retorna em “Skyline”. Também é da linha de faixa com “corpo” ritmado, mas com refrão “pra cima”. Algumas partes bem na linha da música eletrônica. 

An Ordinary Abnormality” é simplesmente mais do mesmo apresentado... Outra que mostra teclado e peso alinhados em uma música mais calma, mas com um refrão agitado é “Exhale”. O álbum ainda possui duas faixas bônus acústicas de músicas deste mesmo lançamento: “Trinity” e “True”. Elas evidenciam as melodias de ambas e deixam o que já era pop ainda mais acessível. A proposta de mixarem Metal com Pop e Eurodance de forma efusiva no começo da década começou a surtir efeito. “Massive Addictive” chegou a posição 194ª na Bélgica, 89ª na Alemanha, 53ª na Suíça (melhor posição já atingida aqui), 18ª na Suécia (terra natal), 14ª no Japão (melhor posição já atingida aqui), 6ª na Finlândia e primeiro lugar no Top Heatseekers dos Estados Unidos. Ranking alternativo para bandas que nunca atingiram o top dos 100 mais vendidos da Billboard. 

Mesmo assim, alguns críticos apontaram o maior receio que possuíam em relação ao som do Amaranthe e que se concretizou. O sopro de novidade dada ao Metal com o álbum de estreia foi repetido no lançamento seguinte... O problema é que o som do grupo ficou previsível mesmo soando com qualidade e coeso. Quem detesta a proposta da banda vai continuar os odiando, no entanto. A sensação de “surpresa” se foi. O esforço de tentar atingir públicos distintos é notório, porém três álbuns em curto espaço de tempo e com sonoridades tão parecidas tiram o brilho de “Massive Addictive”. O resultado é monótono, infelizmente. Vale salientar, porém, que uma característica presente nas duas primeiras obras e que aparece com menos espaço em “Massive...” são os refrãos “pra cima” e “alegres”. O estilo aqui é um pouco mais sóbrio por incrível que pareça. Talvez, se fosse lançado daqui alguns anos ou diluído em “Amaranthe” ou em “The Nexus” as faixas tivessem um resultado melhor.

Faixas (clique e ouça):
1- Dynamite
2- Drop Dead Cynical
3- Trinity
4- Massive Addictive
5- Digital World
6- True
7- Unreal
8- Over and Done
9- Danger Zone
10- Skyline
11- An Ordinary Abnormality
12- Exhale
13- Trinity (Acoustic) (bônus)
14- True (Acoustic) (bônus)



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.



Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Amaranthe
Ano: 2014
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Spinefarm Records
Gênero: Alternative Metal
País: Suécia



0 comentários:

Postar um comentário

Google+ Twitter RSS Facebook