sábado, 28 de fevereiro de 2015

Resenha: Beatallica "Abbey Load" (2013)


E depois de quatro anos de intervalo, a banda de Trick/Comedy Metal (na prática tocam Rock e Heavy Metal com letras cômicas) americana Beatallica lança o terceiro álbum da carreira em 16 de abril de 2013. “Abbey Load” (título resultado da mistura entre “Abbey Road” de 1969 dos Beatles + “Load” de 1996 do Metallica) mantêm quase todas as características dos trabalhos antecessores. Alguns deles como a mesma formação com Grg Hammetson (George Harrison + Kirk Hammett e que é guitarrista e backing vocals, mas que o nome verdadeiro é Jeff Hamilton), Jaymz Lennfield (James Hetfield + John Lennon e que é o letrista, vocalista e guitarrista base, que se chama na verdade Michael "Tinker" Tierney), Kliff McBurtney (Cliff Burton + Paul McCartney e que é baixista e backing vocals, mas que chama Paul Terrien) e Ringo Larz (Ringo Starr + Lars Ulrich e que o baterista e backing vocals, porém se chama Ryan Charles) mantém também o bom humor, auto astral e criatividade na mistura de músicas dos ingleses dos Beatles com a dos americanos do Metallica. A maior novidade aqui é o fato de este ser o primeiro álbum do Beatallica a não utilizar letras parodiando as versões originais. Sendo assim, esta resenha se abdicará de reproduzir o conteúdo lírico. Elas serão utilizadas nas própria banda de Lennon. Outra coisa que se nota é a grande quantidade de faixas com duração curta. Com média de 1 minuto e meio. 

A capa é uma paródia da de “Abbey Road” dos Beatles. “Come Together” (original da própria “Abbey Road” de 1969)  de imediato já apresenta a nova proposta do grupo, ou seja, imaginar como seria o Metallica interpretando as músicas dos quatro garotos de Liverpool, mas sem piadinhas ou sátiras. Toda a estrutura da música original é respeitada, é claro, mas aferida do peso do Metal e dos cacoetes de James Hetfield - ou melhor - de Jaymz Lennfield. Oh yeah? O mesmo estilo segue em “I Saw Her Standing There” (original de “Please Please Me” de 1963). Em “Michelle” (original de “Rubber Soul” de 1965), no entanto, a introdução é um cover de “From Whom The Bell Tolls” (“Ride The Lightning” de 1984) do Metallica. A música se mescla com a melodia da música dos Beatles. A clássica “Help!” (original de “Help!” de 1965) dos ingleses é “coverizada” a lá Metallica e ganha até passagens de Thrash Metal. Destaque para o solo e para o trecho calmo e atmosférico ao final da faixa. A fase “bons moços” dos Beatles no começo da carreira está em “Please Please Me”. Em síntese, simples, acessível e singela. 

Após, vem a instrumental “Blackbird” (original de “The Beatles” de 1968). Acústica, apenas no violão também possui um trecho de “Fade To Black” (“Ride The Lightning”) do Metallica. Depois, vem uma versão mais agitada de “You Never Give Me Your Money” (original de “Abbey Road”). “King of Nothing” (“Load” de 1996) dos americanos serve de melodia para “Sun King” aqui. Há até a inclusão de trechos de Lennfield cantando em italiano. Fica ainda mais engraçado se imaginar o verdeiro Hetfield fazendo isso. A primeira de várias curtinhas (com menos de 2 minutos na obra). Mean Mr. Mustard” (original de “Abbey Road”) original dos Beatles é acrescida aqui de “The Four Horseman” (“Ride The Lightning”) do Metallica. Aliás, uma versão mais próxima da do Megadeth “The Mecanix” (“Killing Is My Business... And My Business Is Good” de 1985), pois é mais rápida e pesada, do que a da banda de Lars. 

Polythene Pam” (original de “Abbey Road”) abre com “My Apocalypse” (“Death Magnetic”) e segue nesta mescla. E mostra que o Beatallica não excluiu o material mais recente dos californianos. “She Came In Through the Bathroom Window” traz “Dirty Window” (de “St.Anger” de 2003) do Metallica com a letra da original dos ingleses (de “Abbey Road”). “Golden Slumbers” traz alguns elementos da fase Load/Reload dos americanos com em mais uma faixa oriunda de “Abbey Road”. A “volta às raízes” acontece em “Carry That Weight” (original de “Abbey Road”), mas que possui o vigor do Thrash Metal de “Whiplash” (“Kill ‘Em All” de 1983) e o belo refrão contagiante dos Beatles em coro. “The End” (original de “Abbey Road”) mantém as mesmas características da original. Incluindo até um solo de bateria. Apesar disso há inserções de peso também. A última faixa, no entanto, é uma total brincadeira em estúdio com um dos integrantes pedindo para o Jaymz Lennfield repetir frases ridículas como: “I’m a pretty nice girl./ Eu sou linda garota legal”. Verso adaptado da original “Her Majesty” (também a última de “Abbey Road”). 

Mesmo com os problemas legais enfrentados pelo uso do material dos Beatles, o Beatallica não perdeu a piada... Literalmente! Mesmo até utilizando as letras originais dos ingleses ao invés de parodia-las. E novamente apresentaram a combinação de dois mundos distintos do universo do rock. Sonoramente, a banda pode agradar mais em um momento do que em outro. Porém mostra uma performance mais “profissional”, agradável e natural. Uma ótima oportunidade para escutar um som simples, mas divertido e que pode ser o elo entre os fãs do quarteto de Liverpool e do grupo liderado por James Hetfield e Lars Ulrich e vice versa.




Faixas (clique e ouça):
1- Come Together
2- I Saw Her Standing There
3- Michelle
4- Help!
5- Please Please Me
6- Blackbird
7- You Never Give Me Your Money
8- Sun King
9- Mean Mr. Mustard
10- Polythene Pam
11- She Came In Through the Bathroom Window
12- Golden Slumbers
13- Carry That Weight
14- The End
15- Her Majesty



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.

Banda: Beatallica
Ano: 2013
Álbum de estúdio nº 3
Gravadora: Oglio Records
País: Estados Unidos



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