sábado, 28 de março de 2015

Resenha: Stone Temple Pilots "Nº 4" (1999)






















Em 1998, paralelo ao Stone Temple Pilots (e ao abuso de drogas), Scott Weiland estreou a carreira solo com o álbum “12 Bar Blues”. Obra que reflete a mente “viajante/psicodélica” e a “veia” de Scott para sons mais alternativos, mas sem perder o apelo melódico. Algo visto claramente em “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop” de 1996 do próprio Stone. Porém, quando a “viagem” solitária de Weiland acabou, o grupo sentiu a necessidade de lançar a quarta obra com elementos do início de carreira. Ou seja, voltar ao peso. Lançado em 26 de outubro de 1999, simplesmente nomeado “Nº 4” traz um Hard Rock misturado com Grunge combinado com passagens atmosféricas, em síntese. Vai de Alice in Chains até Beatles. Um título, aliás, nenhum pouco inocente... “Número 4” é o nome dado ao tipo mais puro da droga heroína. 

O álbum começa com “Down”. O lado experimental do álbum anterior mostra que ficou no passado. O peso do rock Grunge (com um pouco de DND setentista) volta ao som da banda. Em Heaven & Hot Rods” o peso continua nesta faixa cheia de distorção, mas com o refrão mais atmosférico em destaque. As letras “doidonas” continuam: “She walked in with her alligator sister. Tryin' to get to Heaven on Sunday./ Ela caminhou com sua irmã jacaré. Tentando alcançar o paraíso no Domingo.” As referências às drogas continuam em “Pruno”. Nome dado a bebida alcoólica produzida dentro da cadeia pelos presidiários. E falando em atmosférico, o rock aqui fica como pano de fundo para uma aura alternativa com toques psicodélicos. Por outro lado, “Church on Tuesday” é mais simples, sossegada (como uma igreja em uma terça-feira?) e até convencional. 

O álbum segue diminuindo progressiva a quantidade de peso e aqui se apresenta em “Sour Girl” uma faixa com grande influência acústica. A melodia e o ritmo tem traços da fase dos Beatles no final dos anos 60. Uma letra que retrata um sujeito com uma mente controladora: “What would you do if I followed you? What would you do? I follow! Hey, what are you looking at? She was a happy girl the day that she left me. The day that she left me./ O que você faria se eu te seguisse? O que você faria? Eu sigo! Hey, para o que você está olhando? Ela era uma garota feliz no dia em que me deixou. No dia em que me deixou.” O peso volta ao melhor estilo grunge em “No Way Out”. Lembra um pouco as levadas do Alice In Chains e tem até uma passagem falada quase com Rap e que lembra o Nu Metal. Na época o estilo em ascensão e na moda. Já “Sex & Violence” é mais energética, curta e direta, mas com refrão melodioso. 

Em compensação “Glide” tem levada calma, tranquila e é bem atmosférica. O clima relex continua em “I Got You” uma faixa mais acústica em um rock leve romântico. E, de fato, a letra é uma declaração de amor... Agora cabe ao ouvinte escolher se é sobre alguém ou algo: “I Got You. But it's the feeling that I get when you're away. Twist my mind 'cause when I'm alone and cold, I feel like dyin'. And I Got You to fill the craving that I get inside my mind./ Eu tenho você. Mas é o sentimento que sinto quando você está longe. Gira minha mente, porque quando estou com frio e sozinho, sinto como se estivesse morrendo. E eu tenho você para preencher o desejo ardente, que eu sinto dentro da minha mente.” O título “MC5” e estilo barulhento e com cara de jam rock seria uma homenagem ao grupo americano de mesmo nome? Parece que sim. Mas o lado mais suave e aéreo volta em “Atlanta” com violão em destaque. 

A faixa de abertura concorreu ao Grammy de melhor performance de Hard Rock em 2001, mas o vencedor foi o Rage Against The Machine com “Guerrilla Radio”. Talvez, o único hit, no entanto, tenha sido o single “Sour Girl” lançado em abril de 2000. Em questão de números, “Nº 4” chegou a 6ª posição nas paradas americanas e vendeu na terra natal mais de 1 milhão de cópias. No vizinho Canadá o álbum alcançou a 3ª colocação e foram mais de 100 mil cópias vendidas. Mesmo assim, o resultado foi inferior aos trabalhos anteriores, pois, novamente, o Stone Temple Pilots teve problemas com a divulgação da obra, pois o vocalista Scott Weiland estava na reabilitação. Experimental ou mais rock básico continuo não sendo fã.



Faixas (clique e ouça):
1- Down
2- Heaven & Hot Rods
3- Pruno
4- Church on Tuesday
5- Sour Girl
6- No Way Out
7- Sex & Violence
8- Glide
9- I Got You
10- MC5
11- Atlanta



                                                                             Opinião do autor:
Nota track by track.

Nota track by track.

Nota do álbum.


Banda: Stone Temple Pilots
Ano: 1999
Álbum de estúdio nº 4
Gravadora: Atlantic
Gênero: Rock
País: Estados Unidos



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